amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

O que seria?

Posted by amizadepoesia em Março 15, 2008

O que seria da minha alegria,
              Que nunca deixa a  vida ser sombria,
              Se eu não conhecesse a insana dor,
              Que rasga a minha alma em mil pedaços,
              E risca o coração com tantos traços,
              Quando por entre os dedos, foge o amor?
              
              O que seria desse meu sorriso,
              Feliz por tê-lo, pois tanto preciso,
              Se os olhos estranhassem a noção
              Do pranto que houve a inundar o rosto,
              Num misto de angústia e de desgosto,
              Quase sempre a brotar da ingratidão?
              
              O que seria desse amor que sinto,
              Que me inebria tal qual o absinto,
              Se o medo profanasse-me a coragem,
              Não me deixasse lembrar outra data,
              Onde a minh’alma seguia calada,
              Na viela que a levava à voragem?
              
              O que seria da felicidade,
              Se nunca houvesse em minha realidade,
              Momento tal qual esse, de tristeza,
              Onde o coração remói a solidão,
              E a alma sente, prostrada, a rejeição,
              Sem resquício sequer de sutileza?
              
              O que seria do sol, que hoje brilha,
              Se no mundo não houvesse essa partilha,
              De claridade e trevas, a saber:
              – Entre a alvorada e a escuridão -
               Onde ao luar, só resta a solução,
              Dormir no colo do dia a nascer?
              
              O que seria de tanta alquimia,
              Que o mundo usa em mim, à revelia,
              E me faz ver o que nunca acontece…
              Tamanha ternura que unge meus dias,
              Filosofando a Pedra e suas magias,
              Mera ilusão de óptica e de prece?
              
              O que seria de mim, sem tal falha,
              Que dói tanto como corte à navalha
              E que eu não me canso de cometer?
              O que seria de mim, sem amar…
              Sem jamais sofrer, por não ousar sonhar?
              Confesso: – Melhor seria morrer!
              

Tere Penhabe

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