Na entrada desta ponte
ficamos os dois a pensar…
atravessar o horizonte,
ou deixar o tempo passar?
Eu me calo, não respondes,
perdidos no nosso olhar…
O sol, logo se esconde,
pássaros no céu a voar.
Ah! Nobre ponte querida,
servida de nossos passos..
Dos passos de nossa vida,
extirpa todo o cansaço.
“Dá-me a mão, vem comigo…
atravessemos, agora!
Deixa-me ser teu abrigo,
abraça-me, ó senhora,
enfrentemos os perigos,
busquemos nossa vitória.
Cantem anjos, em seus hinos,
ao nosso amor toda a glória.”
Ah! Nobre ponte querida,
servida de nossos passos..
Dos passos de nossa vida,
extirpa todo o cansaço.
- Quisera eu, dar-te as mãos,
seguir nessa travessia,
render-me a esta paixão,
Ah, meu bem, como eu queria!
Obedecer ao coração,
acreditar nessa magia,
mas vem a voz da razão,
e me deixa em agonia…
Ah! Nobre ponte querida,
servida de nossos passos..
Dos passos de nossa vida,
extirpa todo o cansaço.
“Enfrentemos nossos medos,
andemos juntos , avante,
aprendamos os segredos,
seja, o amor, triunfante.”
- Ó, amado, da-me um beijo,
vou contigo doravante…
paixão, amor e desejo,
vivendo a cada instante.
Ah! Nobre ponte querida,
servida de nossos passos..
Dos passos de nossa vida,
extirpa todo o cansaço.
Jorge Linhaça