Arquivo para Abril 16th, 2008
Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Porque sofrem as pessoas tamanhas doenças
se mais não fizeram aí do que viver suas vidas
com toda a alegria, inerente a si, suas crenças
e dos amigos a empatia cordialidades devidas
Se tudo o que urdiram foram vidas e intensas
amizades que pelos tempos afora já crescidas
perduraram, até aos dias de hoje, sem tensas
crispações e inda menos mentiras ressarcidas
Oh, Mundo, tão nosso, dime tuas explicações
para que eu ache um sentido, para crer, viver
e assim progredir de facto diante tuas ilações
Que, nascemos e morremos, bem o sabemos
chamemos-lhe destino, caminho, a percorrer
mas, o que não entendo, é porque sofremos.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
O acaso não existe;
ele é obra, assinada,
que tem uma intenção
pré-determinada.
O julgamento provoca ondas,
que apontam a direção do vento,
se descoberto à tempo.
O feito move o ato,
e a intenção vira marca,
registrada no pensamento.
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Sentimentos, melodias da alma,
instrumentos afinados em par,
partitura que a paixão espalma
notas de amor, espalhadas no ar.
Dois corpos em um eterno desejo,
dois espíritos em um só compasso,
a bailar na noite, em busca de beijos,
corações que se encontram no espaço.
Seguindo as notas dessa melodia,
navegam mares com bom ou mau tempo,
vencem tistezas, vivem alegrias.
Resistem, hoje, à força dos ventos,
amanhã, se alegram, na calmaria,
bailando no convés dos sentimentos.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Agnóstico por natureza não tenho maldade
comigo, e, a todos o meu respeito concedo
Apenas me norteio-o, das gentes a verdade
pois isso é tudo, o que realmente lhes devo
Estranho a todas as religiões sua humildade
falha, de todos sou amigo manhãzinha cedo
à noite cerrada; porque eu sou simplicidade
sofro como os outros demais e tenho medo
Há falta de compreensão, não discrimino, aí
sua rudeza antes lhe faço ver o descaminho
procurando com justeza, fazê-la vir até mim
Toda a sabedoria trouxe-a das ruas e ruelas
e, foi daí, que aprendi a não julgar o vizinho
as gentes sendo pra mim o que sou pra elas
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Quando senti que as feridas eram muitas,
Que minhas decepções não eram nada…
Que o mundo caminha… Que tudo passa!
Apesar dos desencantos… Fiquei calada.
Decidi corajosamente de tudo desistir.
Nada arrancaria lágrimas do meu olhar.
Meu ramo verdejante era agora seco…
Estava fora do dicionário, o verbo chorar!
Sem mais entrega, sem mais esperança.
Sonhos vãos sem alegria… Sem melodia!
Palavras… Sem raízes… O vento leva!…
Só não leva meu delírio… Minha poesia!
E ainda que pisando em fogo ardente.
Ela segue altaneira, tem vida própria!
Sequer se dá conta da minha enorme
Revolta… Quiçá, para ela, imprópria!
Vai ela, assim, contando sobre os anjos,
Sobre a humanidade… Sobre amores…
Sobre a piedade… Sobre a bondade…
Enquanto fogem-me da face os rubores.
Enquanto que minha pobre alma desbota,
Esgueirando-se deste mundo frio, ingrato,
Perambulando pelos recantos de si mesma.
Foi desilusão demais para um peito incauto!
Mas se ainda assim… Ela ama e sonha,
Viverei dela… E para ela, todo o sempre!
Que ela diga tudo, Que ame… Que sonhe!
Viverei para ela… Por ela… Eternamente!
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Quando a dúvida assolar tua alma
e o mundo parecer conspirar contra ti,
ouça o teu coração falando mansinho.
Quando parecer que a vida cessou,
em meio à tantos problemas sufocantes,
ouça teu coração gritando forte.
Se acaso a noite chegar com seu silêncio,
e parecer que só a solidão é teu destino,
Ouça teu coração a te consolar.
Quando tudo parecer perdido, e o peso
de mil responsabilidades te esmagar,
ouça teu coração, em doce calanto.
Quando as trevas invadirem tua alma,
quado tudo parecer sem conserto,
ouça teu coração a bater dentro do peito.
Quando nada mais enfim adiantar,
e te sentires morta , sem forças pra viver,
Ouça o meu coração, que bate por ti.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Como pode amor meu… Como pode?
Existir tanto amor, tanta paixão assim?
Palavras tão emolduradas de encanto,
Minhas… Tuas… Carícias sem fim!…
Pergunto aos deuses, ao céu, ao mundo;
Se é possível amor maior que o nosso?…
E a resposta é sempre a tua doce voz,
Viver sem ela… Não consigo, não posso!…
Como pode… Meu anjo querido, adorado?
Acontecer um sentimento tão imperioso?
Que nos encarcera, fascina cada vez mais!
Que nos rouba a paz… Tão forte e vigoroso!
Como pode?… - Alma da minha alma?
Como pode? - Amor dos meus amores?
Deitarmos nossas noites em tanta agonia,
Sem poder resistir aos chamativos langores?
Pergunto tanto… E não encontro respostas…
Sei apenas que tua silhueta é minha prisão…
Teus abraços e beijos… São meu doce calvário…
Tua vida é minha, a minha está em tuas mãos!
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Sempre sofremos uma metamorfose
em nossos sentimentos, quase que por osmose…
Seja no sentir da ingratidão,
que faz mal ao coração…
Ou então no ódio irreversível,
e evitá-lo, sempre é possivel…
Seja em uma raiva incalculável,
seja no egoísmo desmedido,
ou naquele momento
de duro sofrimento,
que causa padecimento,
sempre uma mudança deve-se tentar,
para melhor podermos respirar…
Podemos ter grandes alegrias
em nossos dias,
e em seguida grandes tragédias…
Em tristes momentos,
quando sentimos vontade de chorar,
o melhor mesmo será amar…
Querer sorrir,
quando um beijo sentir…
Conceder perdão espontâneo,
por erros banais…
E fazer aquele gesto de carinho,
que traz felicidade…
Sentir ternura na amizade,
que emociona de verdade…
Querer chorar…
Ao ver a miséria desdenhada,
de gente desprezada…
Naquelas grandes catástrofes,
provocando tragédia incalculável…
Ao sentir em alguém a maldade voluntária,
uma crueldade desnecessária…
Perceber a indiferença calculada
por maldades praticadas…
Contudo, se um gesto de carinho prevalecer,
por ser o melhor a fazer…
Ao perceber a humanidade generosa,
uma utopia que será cantada em verso e prosa…
Ao invés de chorar, quero sorrir,
quando um beijo sentir..
E nessa metamorfose de sentimentos,
entre alegrias e lamentos,
sempre será melhor amar
do que por tristeza chorar…
Mas, enquanto houver preconceito,
que é um brutal defeito…
Ou enquanto a brutalidade imperar,
e de se agredir as pessoas não conseguem parar…
Enquanto houver gente passando fome,
sem dúvida, uma tragédia sem nome…
E enquanto as crianças não forem confortadas,
e continuarem sendo violentadas…
Será mesmo caso para chorar…
Contudo, ainda penso que o melhor seria amar…
Marcial Salaverry
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Ainda te sinto,
faminto,
selvagem,
devasso,
dono de mim.
Domador
dos meus
sentidos,
desejos,
prazeres,
delírios,
dono de mim.
Guloso,
atrevido,
invasor,
excitante,
amante,
devorador,
dono de mim.
Homem,
senhor,
rei,
escravo,
dominador,
dono de mim.
Menino,
meu anjo,
meu homem…
meu amor.
Dono
dos meus
sonhos.
Anna Müller
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Que aquele sorriso de criança,
que todos nós temos pronto para sorrir,
nunca se desfaça e,
como numa brincadeira,
brinque de ter esperança,
de ter amor,
de ter amizade,
de ter fé,
e encha nosso ser de paz e harmonia.
Que aquele beijo, tão sonhado, de amor,
se prolongue eternamente.
que o calor dos lábios que nos dá esse beijo
transforme nossas vidas em emoções sempre sonhadas,
e poucas vezes sentidas
Candy Saad
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
que infantilidade
pensar que era importante
bonita, querida e constante
ah… coração idiota
será que não percebes
estás no ocaso da existência
encerrando uma vida?
que irreal’idade
achar que podias competir
com algo que ainda sobrevive
mesmo a se repartir
para coração, te aquieta
guarda teu sonho inacabado
por mais uma longa espera
Aurea Abensur
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Trocas…e nada mais.
Depois, um véu…
Distância, luz, sonhos.
Nem uma só linha
Nem mesmo uma palavra
Para o teu afastamento…
Quieto, doce, certo?
Nem de tua vida o nome
Só o eco
Do teu próprio silêncio
Em meu silêncio…
Em minha memória,
No meu espírito,
Na minha esperança, em meu desvelo
Breve ventura e triste desencontro
Voltamos-nos as costas,
Mudos, cegos.
Para vivermos da nostalgia
E da saudade.
Nelim Monti
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Se um rato nos roi o tempo,
corroendo a nossa existência,
borboletas, soltas no vento,
são as asas de nossa essência
Se o relógio marca as horas,
que restam de nossas vidas,
Por que essa triste demora,
por que tantas horas perdidas
De que vale afastar o bem,
por medo de ao mal afligir?
Se o mar em ondas vai e vem;
Se o sol insiste em ressurgir;
Será mesmo que nos convém,
adiar o tempo de existir?
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Sou teu anjo de asas tortas
não concordo sempre contigo
sou o que te indica as portas
onde habitam os piores perigos
Sou teu anjo da guarda, teimoso,
que insiste sempre em te avisar
sobre os terrenos pantanosos
onde teimas em ir caminhar.
Não posso mudar minha essência,
fui criado assim mesmo…protetor
Sou um arauto da sobrevivência
Sou um anjo, às vezes, vingador,
não trago em mim a onipotência,
mas acredito na força do amor.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Abril 16, 2008
Quem me acompanha nesta noite?
Quem está do lado de fora de mim…
Quem está dentro do meu peito?…
Quem irá curar esta tristeza sem fim?
Alegrias e emoções tão confusas…
Saudade penetrando os ossos…
Decepções tão devastadoras…
Que carregar… já não posso…
Quem sou eu… - Quem sou afinal?
Procuro tanto e não me encontro…
Tantas fustigam a minha memória,
Muitas faleceram no vil confronto…
Quem é esta do espelho…- Quem é?
Não reconheço esta pessoa, seu olhar…
Ela não se parece comigo… em nada…
Já não sorri, só traz lágrimas a bailar…
Quantas mais irão morrer aqui dentro?
Que comédia ou drama irei representar?
Chega… basta… de dores… de solidão…
De nuvens negras, quero dormir e sonhar!
Sonhar que posso, que tudo é perfeito,
Que a ternura existe, que o amor é real,
Que toda a maldade será da terra banida,
E poderei ser feliz como qualquer mortal!…
© Mary Trujillo
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