Arquivos para Abril 21st, 2008
Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por suas dúvidas e mau humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não lhe importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida lhe dá, também lhe tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
Pablo Neruda
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Me receba nas sua cálidas aguas de mar
eu chegando com minha impetuosidade de rio
para te amar, com suas aguas minhas aguas
se misturar, sais de carinhos nas doces aguas das caricias
Em uma só agua nos transformar
Em um só oceano nos integrar
de aguas azuis e cristalinas
nas transparencias do nosso amar
Um amor azul, azul da cor do mar
refletindo de dia a nossa alegria
a noite um vivo manto de estrelas a ondular
nos ares de nossos sonhos, encalpelar
Rio, que em outras eras saiu mar
foi as nuvens, verteu na terra
pela nascente se tornou regato
cresceu , amadureceu como um rio
Nunca perdeu o sonho de voltar aos braços do mar
na sua inconsciente lembrança, voltar a te encontrar
camionhhos percorreu, obstaculos passou
nunca deixou de lutar para seu sonho realizar
Alcançar sua amada formada mar
caudaloso, impetuoso, apaixonado
sentiu a foz chegar, escorrendo pelo leito
no estuário nos aconchegando, nos fazendo aguas do amar
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Arremessado o corpo de uma inocente.
Malfeitor sem pena ou dor,
Desconta toda a sorte de ira
Por cima de criança que agonizante pedia
Socorro… e ninguém a ouvia.
Impotente em se defender,
Viu seu corpinho frágil descer
Parar apenas em grama, solo, terra.
A mesma que a acolheria após a Morte.
Bárbaro ser, não merece nome de Humano.
Ato tão desumano, consciência do ato bem tem.
Remorso nada demonstra, frio, ainda impune.
Leva a vida a esconder dessa triste culpa.
Motivos para tal ato não há.
Querida Criança, esteja sua alma em paz.
Justiça!!!
Homem de bem, por ti fará.
Nanci Laurino
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Em suas mãos meu coração está.
Amor acompanha o tempo,
Inerente aos sofrimentos
Possa ele recuperar
Toda a sorte vivida.
Meus sonhos
Ei de realizar.
A saudade aperta,
solidão afeta…
Ansiedade lasciva domina
Ao reencontro…
Suas mãos ao sonho
dão vida,
minh’alma se alcama
Beijos selam
nossa saudade que finda.
Nanci Laurino
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Quando lembrar de mim,
não esqueça onde passou meu amor.
Meu amor passou
em cada cantinho dos seus sonhos.
Ele esteve pertinho do seu coração
quando sentia você triste
E tudo fazia para te alegrar.
Meu amor passou
em cada pensamento seu,
E acalentou para você ter esperanças
em dias melhores.
Meu amor esteve tão forte
em tudo que é seu…
Mas meu amor não conseguiu
fazer você me amar.
Nanci Laurino
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Argênteo tornou-se o dia em que te vi
de ouro se pintaram os jardins, lá fora
na praça milenar, e o sol veio até mim
co, suas flamejantes luzes, de outrora
Tudo reluzia à nossa volta, olhei pra ti
e tu para mim, e teu riso sem demora
e toda precisão disse-me então assim
vem, meu amor e, partamos vida fora
Olhamo-nos uma última vez, partimos
de mãos dadas, e coração aí apertado
porque, enfim nosso amor redimimos
Oh, minha mais que tudo, o quão feliz
sou, por ter-te ser, sempre a meu lado
que, assim dita, nosso amor e o perdiz
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Como pode
um coração deixar de amar
Como pode
a outro coração maltratar
Como pode
a outro coração enganar
Como pode
por interesses se deixar levar
Como pode
pela fria razão se deixar dominar
Como pode
por aparências se deixar levar
Como pode
por posições se deixar leiloar
Como pode
a outro coração usar…
Como pode
usar para interesses mesquinhos alcançar
Como pode
por condicionais deixar outro coração hibernar
Como pode
mentir, ludibriar, enganar,
Como pode
maltratar, torturar,
se é um órgão que foi criado
para amar.
Não compreendo,
não entendo como pode.
Como pode
sendo é o símbolo do amor
não devia…
mas pode…
e como pode!!!
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Contigo aprendi
que existem novas e melhores emocões
Contigo aprendi a conhecer um
mundo novo de ilusões …
Aprendi
que a semana tem mais de sete dias
a tornar maiores minha contadas alegrias
e a ser ditoso eu contigo aprendi
Contigo aprendi
a ver a luz do outro lado da lua…
Contigo aprendi
que tua presença não troco por nenhuma
Aprendi
que pode um beijo ser mais doce e mais profundo
que posso ir amanhã mesmo deste mundo
As coisas boas já contigo as vivi
e contigo aprendi que eu nasce no dia que te conheci
Luis Miguel
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Ó , minha bela e salgada senhora
com meu espeto a marcar-te o meio:
Devorar-te as entranhas é o anseio
que eu espero cumprir sem demora.
A minha boca já anda sedenta
de sentir-te assim inda umedecida
sentir teu aroma em minhas ventas,
engolir-te inteira, desprevenida..
Tua pele doirada, como o sol,
deitada displicente sobre a mesa,
desnuda das vestes que te cobriam
-Que se dane o meu colesterol!
degustar-te é a minha certeza,
se, tu, batata frita, me aviam.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Por mais explicações que tente achar
nunca entenderei, a falta de respeito
pra com os outros, se, se põe a julgar
levianamente com extremo despeito
quem partilha suas vidas, sem ajuizar
quem agora lhes ergue o julgamento
pútrido e ignóbil, sem nem lamentar
a mão que alça a pedra e o tormento
E, se, a todos a diferença se faz notar
eis, é da indiferença que devem fugir
mostrando-se solícitos pra co seu par
Pois todos fazemos parte deste lugar
chamado Mundo, que nos leva a agir
educadamente e aos demais encarar
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Nem mesmo a noite mais escura e fria
há de ocultar o abrigo de tua porta
para a paixão que nunca será morta,
para este amor que nasce todo dia.
Se a esperança me servir de guia
por uma rua, embora estreita e torta,
ao final teu abraço que conforta
vai preencher a casa tão vazia.
Tu sorrirás ao ver que estou voltando
e a cruz será presépio anunciando
o Natal de retorno à nossa vida.
E pelo querer-bem que purifica,
os versos brotam, a poetisa fica
com seu poeta, sem mais despedida.
@ Alberto Cohen
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Haverás de bater em minha porta
quando a noite chegar serena, fria,
carregando a paixão pesada e morta,
relembrarás da minha companhia.
Distante da esperança que conforta,
perto do desengano que crucia,
verás que toda volta à rua é torta,
e a casa encontrarás sempre vazia.
Tu chorarás ao ver o meu desprezo
sem poder reduzir, sequer, o peso
da cruz que colocaste em minha vida.
E nessa hora de dor que mortifica,
a poetisa parte… E o verso fica
sem ódio, sem rancor, sem despedida…
@ Sarah Rodrigues
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
O tempo passou voando… nem notei…
É outono e as folhas caem tristemente.
Mais um ano… de um lindo sonho se foi…
Só o inverno… será meu fiel confidente.
Mudar os ditames da sorte? – Não posso!
Fecho os olhos e vejo nossos momentos…
Tudo tinha cheiro de vida… de primavera…
Onde ficou nosso amor e encantamento?
As promessas gritam em meus ouvidos…
A dor lancinante… ecoa em meu coração.
Só nos restou vaidade… orgulho… disputa…
Sem humildade… compreensão… perdão!
O outono chegou declamando verdades…
Árvores tremem… soluçam desoladas…
Caminho lentamente… visão ofuscada…
Tenho da existência… uma cruel estrada…
Deixo em sua pele… meu baton vermelho…
Dos nossos beijos… levo o gosto primeiro…
Aqueles… que você gulosamente saboreava,
Quando tudo era amor… amor verdadeiro!…
© Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Eu descobri que quase tudo que os poetas, namorados, escritores,
seresteiros já escreveram sobre o amor é verdade.
Creio que penso no amor mais do que qualquer pessoa normal
deveria!
Fico sempre perplexa ao ver como o amor e seu enorme poder
consegue definir e modificar nossas vidas.
“O amor é cego!” – já disseram (Shakespeare) e muitos
reescreveram. E isso é uma coisa da qual eu tenho certeza.
Para alguns, de modo inexplicável, sem que os apaixonados
percebam, o amor começa a murchar… murchar…até desaparecer. Para
outros, o amor simplesmente se perde, quando um dos amantes volta ao pó.
Por outro lado, claro, o amor pode ser encontrado! Mesmo que
seja apenas por uma noite.
E há, também, um outro tipo de amor. O tipo mais cruel, aquele
que quase mata suas vítimas. Ele se chama amor não correspondido (e eu sou
especialista nele!).
Mas… e o restante de nós? E as nossas histórias? Nós que nos
apaixonamos sozinhas?
Somos vítimas de uma relação de mão única! Somos a maldição dos
apaixonados, os que caminham feridos, os deficientes sem direito a uma vaga
exclusiva!
Muitos acham que o encontro do amor é uma jornada finda. Ledo
engano.
O amor é uma flor delicada que necessita de muitos cuidados,
todo o tempo, a fim de nunca se acabar!
Malu
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Publicado por amizadepoesia em Abril 21, 2008
Poisa a tua cabeça dolorida
Tão cheia de quimeras, de ideal
Sobre o regaço brando e maternal
da tua doce Irmã compadecida.
Hás-de contar-me nessa voz tão q’rida
Tua dor infantil e irreal,
e eu, para te consoloar, direi o mal
Que à minha alma profunda fez a Vida.
E hás-de adormecer nos meus joelhos…
E os meus dedos enrugados, velhos,
Hão-de fazer-se leves e suaves…
Hão-de poisar-se num fervor de crente,
Rosas brancas tombando docemente
Sobre o teu rosto, como penas d’aves…
Florbela Espanca
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