CUIDA
Publicado por amizadepoesia em Maio 4, 2008
Ai que pena que eu não tenha
a sabedoria da inspirada pena,
estou sem eira nem beira,
despojada da poesia serena
que se queira,
mas tento versejar para ti.
Amor meu, paixão antiga minha,
tu és o ser que fez o amor
florescer na minha vinha,
agora embora tão ressecada
pela ação do tempo,
ainda fazes brotar dela
doce uva desse querer,
com o qual me animo,
para beber o suco do prazer,
teus beijos, tuas carícias,
aquece -me no calor
de tuas mãos, teu olhar sereno,
sê tal qual um refinado vinho
mas cuida de mim amor…
compreende e não me espanques
com palavras e
com teu distanciamento.
Não finjas que esqueceu,
dedica a mim sempre
um teu especial momento…
para o beijo meu.
Gui Oliva



