Arquivos para Maio 7th, 2008
Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Teus olhos fitam um horizonte distante
talvez além da serra, quem sabe perto do mar.
Em teu olhar o sorriso do sereno navegante,
que sabe o que quer e vai muito longe buscar.
Foi assim que chegastes até onde estou,
trazendo em tuas mãos a suavidade
de amorosa amizade que de imediato marcou,
o início de uma trajetória rumo à felicidade.
A partir de então, todos os dias me destes flores.
E foram tantas e tão perfumadas, que não resisti!
No acinzentado coração, tu adentrastes pincelando as cores
e logo na cadeira cativa dos mais belos sonhos, eu te percebi.
Sempre com a tua tranqüilidade e o sorriso estampado,
me pegaste pela mão a refazer o real caminho,
que leva ao prazeroso mundo do amor encantado,
que traz a mágica hora a dois, de excepcional carinho.
Mas ainda precisavas mais e não contente,
me fizestes prometer que no dia em que eu te quiser,
tu virás serra abaixo, montado em teu corcel valente,
a desbravar montes e nuvens, num extremo bem querer.
E agora aqui estou, de coração aberto,
a te afirmar com toda a convicção da minha alma,
que já te conheço há séculos, sendo tão certo
quanto a verdade que em nossa mão se espalma.
E poderás vir a hora que desejares.
Estarei te esperando no jardim florido
que adorna a praia. Iremos andarilhar pelos mares
descalços e serenos, buscando em tudo, o real sentido.
Talvez o momento seja de um encontro presente,
de algo que se perdeu ao longo do passado.
Quem há de saber do destino, o precedente
que faz com o coração se torne enamorado.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Seu nome era Isabella, linda menina.
Cheia de sonhos e de pura alegria.
Uma violenta sanha assassina,
a matou de maneira insana e fria.
Este anjo sofreu cruel tortura,
pela janela covardemente atirada.
Vítima que foi de uma criatura.
Agindo com selvageria, na noite calada.
Não há suficiente indício
de quem seja o torpe assassino.
Fico imaginando o suplício
do pai e madrasta atolados no limo.
Acredito que tenha havido vingança
de alguma pessoa desalmada
que não teve compaixão da criança
Veio das sombras! Alma desgraçada.
Que a justiça seja feita aqui neste espaço.
Que o cruel assassino logo se desvele.
Deus aconchega Isabella em seu abraço.
Minha doce menina..que a Luz Maior te vele!
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Companheiro de todas as horas,
neste momento meu coração chora.
Todo momento de decisão é dificil,
e tem vezes que dá vontade de
jogar tudo fora.
Tudo ia tão bem, tão certinho,
tranquilo como o barco navegando,
no plácido mar de águas azuis.
Mas de repente, um solavanco,
nem deu tempo de jogar a âncora.
Naufragaram os sentimentos,
molharam-se as certezas,
sobraram apenas pedaços toscos
de esperanças quebradas,
à deriva, mais nada.
Perdida no oceano das emoções,
venho pedir-te, meu bom amigo,
não me deixes soçobrar nas ilusões,
que margeiam a escada da vida,
na cegueira dos sentidos.
Faze com que vagarosamente,
possa alcançar cada degrau desta escada,
envolta na paz de espírito,
coração leve, mente altruista
e sobretudo, a ninguém magoar!
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Sonhei que subia
as escadarias de uma ruela
própria de cidade rústica,
entremeada de casarios antigos,
onde debruçavam-se trepadeiras
a exalar perfume de flores,
onde a tranquilidade fazia morada,
na paz que preenchia a minh`alma.
Escutei uma voz
atrás de mim que dizia:
“Manda-me Amor que cante docemente
o que ele já em minh`alma tem impresso
com pressuposto de desabafar-me..”
Estes versos eu conhecia
Canção IX de Luiz de Camões…
Mas quem os estaria recitando,
não conseguia enxergar, havia uma névoa.
Parei no alto da escadaria,
e procurei em todos os cantos,
nas janelas escancaradas e
mesmo nos olhares da gente
que debruçada olhava a calçada.
“Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados…
Sussurrava a voz em meus ouvidos.
Prontamente respondi, sem mais demora:
“Que dos mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente…”
Então teus braços me enlaçaram,
com um doce beijo na nuca.
Virei pra ver teu rosto… Acordei!
Estava sonhando!
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Você é isso e muito mais!
É um anjo de ternura aqui na terra,
cuja linda missão encerra
espalhar a alegria por onde passares…
Em teu olhar se percebe,
a brejeirice da sabedoria angelical,
que conhece dos corações, o cabedal
de sonhos e devaneios humanos.
Este teu jeitinho quase infantil,
derrete até mesmo almas mais rudes,
perdidas suas utopias, em açudes
escuros, cheias de desvarios.
Mas você, anjinho da doçura,
sabe como elevar os corações;
plantando neles sementes de emoções,
a desabrochar em florões de felicidade.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Na Net debruço fundo
na janela giramundo
com rosas e espinhos.
Perfumadas flores
que evocam amores
ilusões e carinhos.
Paixões virtuais
em nada carnais
buscando ternura.
Corações que se enlaçam
em segundos que passam
entretecidos, encantados.
Horas vadias da noite
dias insossos em açoite
no cibernético se acham
Através de almas que buscam
no entrelaçar da amizade
um pouco da fugaz felicidade.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
“Quem vê cara não vê coração!…”
Em certas ocasiões,
não sei se isso é mau ou é bom!…
O que acontece comigo?
Vejo meus reflexos, por tantos ângulos,
tantas formas, inexpressões e carências…
Mundos distintos!…
Dentro, me sinto tão frágil,
tão absurdamente só,
trilhando caminhos escuros,
tendo na alma a tristeza da insatisfação;
no peito o gelo da inconformidade,
impondo-me condições
que, a duras penas, vou vivendo…
Na verdade, nada sei,
nem mesmo de mim!…
As forças parecem terem fugido;
me abandonado e eu, aqui,
mostrando uma fortaleza que não sou;
tendo uma coragem
que se faz em lágrimas escondidas,
um ser invencível, inatingível,
enquanto o vazio me engole;
me faz perdida de tudo,
solitária de mim…
Quando e onde,
poderei deixar cair as vendas,
deixar que me vejam como sou?
- Uma criança assustada!…
Alguém que, apenas, desejou viver de amor
e a quem o mundo,
com sua frieza, fez se esconder;
vestir uma armadura para se proteger,
para não se deixar machucar,
nem contaminar…
Ainda sonho!…
Ainda desejo o calor de outros corações,
onde a verdade, o amor, sejam espontâneos;
viver a liberdade que traz a felicidade,
com quem possa compartilhar sorrisos,
caminhar de mãos dadas;
dizer que nada sei,
mas que tudo posso conquistar,
sem que haja a preocupação de ser magoada;
mostrar face e coração,
sabendo que não serei apunhalada…
Condições verdadeiramente
humanas!…
Deixando a alma livre, para voar ao vento.
Na certeza de um mundo sem egoísmos;
compartilhar tudo que sou, sonhos e desejos,
verdades que me acompanham
e me fazem tão sensível!…
E, com a certeza da reciprocidade,
preencher no coração
meus anseios de convivência;
minhas carências de amor e companheirismo,
encontrando a paz tão esperada…
Aliviada das cobranças,
que fazem da vida um fardo tão pesado;
rodeada de gentes e de amor,
de bem comigo e com o mundo,
Viver!…
Mas, viver sem medos…
Carmen Ortiz Cristal
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Por vezes fico pensando em você
Pensando…Sinto que minha voz se cala,
Meu corpo estremece
E meu coração bate descompenssado,
Desesperado…
Penso que a qualquer instante
Irá saltar do meu peito.
Pensando em você,
Uma lágrima furtiva
Salta de meus olhos e escorre
Queimando a face.
Muitas vezes tenho a impressão
Que estou sentindo você acariciando o meu rosto,
Sua barba por fazer, roçando a minha face.
Suas mãos em meu corpo percorrendo…
Seus carinhos me enlouquecendo…
Meu corpo implora pelo seu…
Muitas vezes tive e tenho a impressão
Que estamos juntos,
Seus lábios colados aos meus,
Sua língua valsando em minha boca.
Seu corpo aquecendo o meu.
O perfume de sua pele me embriaga
Suas mãos ávidas de desejo meu corpo acarícia,
Enquanto gaugamos o caminho do amor, nos entregamos ao prazer.
Perdida em meus sonhos, sinto outra lágrima escorrer
E minha face queimar.
Estou só,
E só tenho você na minha imaginação…
No meu pensamento…
A distancia separa apenas nossos corpos
Jamais o nosso amor
Não deixe outra lágrima rolar
Venha logo meu encontro
Abraçar…
Beijar…
Amar…
Catarina
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Olha pela tua janela,além,
Vê a chuva que cai tão insistente,
conta as gotas e conta também,
as lágrimas, que correm, indolentes.
Vê o casal a amar-se aquém,
tão próximo da janela, silente,
sem se importar s’existe alguém,
a olhar o seu namoro dolente.
Cai a chuva, em gotas espraiadas,
sobre os corpos desses dois amantes.
Quem me dera, ao lado de minh’amada,
sentir as gotas da chuva pulsante,
e em meus braços, trazê-la abrigada,
num banho d’amor, a todo instante.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Meu balão é de nuvens construído,
nele deslizo pelo azul espaço,
e no vento minhas manobras faço,
de paixão o meu peito imbuído.
Eu navego a procurar tua face,
impressa nas fímbrias do firmamento,
não temo a chuva e a força dos ventos,
nem a tormenta que por mim já passe.
Sobrevoo as montanhas e mar,
sou viajante buscando meu ninho,
entre as nuvens sempre a voar
Sou a migraçaõ de um passarinho,
à espera da hora de cantar,
na primavera desses teus carinhos.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
A luz intermitente do neon
avança sobre nossa persiana,
a paixão em nós, aflora, emana,
o calor da libído dá o tom.
A velha canção embala os beijos,
as carícias trocadas nos aquecem,
as nossas fantasias aparecem:
somos amantes ardendo em desejo.
Mãs que deslizam, bocas que devoram,
centímetro a centímetro de nós,
as roupas alí no chão se embolam
perdemos a razão, também a voz,
somos dois corpos que já se devoram,
hoje e pra sempre, se estamos sós.
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Fecha os olhos, assim de mansinho,
vem aqui, isso, mais pertinho,
não tenhas medo…nós dois vendados,
nada de olhares, só o toque…
o cheiro, o gosto…a audição…
A expectativa do próximo passo…
mãos e bocas que deslizam corpos,
sopros suaves pelo corpo suado de amor.
O som dos gemidos abafados…
o aroma do desejo atiçado…
o sabor dos corpos em erupção.
Vem, devagar…não tenhas pressa,
temos todo o tempo do mundo.
Somos exploradores cegos de amor
a desvendar , em braile , a geografia
de nossos corpos sedentos de paixão.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Se pisca o farol, longínquo, distante,
ao navegante, indicando o rumo,
presumo que, a sua luz piscante,
não tire da nau, jamais,o seu prumo.
Navega a alma, por dentre as marés,
velas abertas, peito decerrado,
buscando ser, em bom porto atracado,
liberto dos vis grilhões das galés.
Pisca, farol, ilumina à noite,
afasta do açoite, o corpo febril,
Pisca farol,que és tu o meu guia,
trazei-m’ alegria,em tons de anil.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Fico aqui pensando,
na frente do computador,
ansioso aguardando:
ver uma carta de amor
O tempo vai passando
e aumentando minha dor
a carne vai se secando
vai sumindo meu vigor
hoje feito esqueleto
a carne já consumida
o vazio dentro do peito
a esperança exaurida
Mas já vi, não tem jeito,
na magreza assumida,
quase em pó desfeito,
pela carta não parida
Se a carne se desfez,
secando até as feridas
é o esqueleto que vez
o que restou-me da vida
Escrevo mais uma vez
revelando minha dor:
Por que você não me fez,
uma simples jura de amor?
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 7, 2008
Murmura riacho, sussurra,
sussurra palavras ao vento,
murmura o meu sentimento,
abre as portas desta clausura.
Mergulha no mar, doce lua,
incólume às forças do tempo,
ó deusa imortal, dá-me alento,
nessa tua face sempre tão nua.
“Um verme vagueia na lua cheia “
tão cheia de marcas , cicatrizes,
São Jorge, do cavalo, já apeia…
Onde andam os tempos felizes?
Perdidos na vazante,na areia,
filetes do infinito, sem matrizes
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