Arquivo para Maio 9th, 2008
Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Sou o sereno que brilha em tua fronte,
quando nas noites frias tu me abrigas,
em teus braços que mais parecem um monte
que recebe meu corpo, livre das cruéis urtigas.
Minh`alma de ti cativa só se alegra,
quando chegas com teu largo sorriso.
Olho para dentro de mim; um receio que medra,
talvez a sentida despedida após teres me dado o paraíso
Me presenteastes as mais lindas flores que sonhei,
em tantas madrugadas de carinhoso afago,
foram tantas e tão perfumadas que me acostumei,
a buscá-las no céu estrelado do teu imago. *
Banharei os teus pés, para livrar-te do cansaço
da tua lida diária, em perfumadas águas de rosas,
olhando-te nos olhos, sonhando com o teu regaço,
pouso seguro para o meu coração em polvorosa.
Beijo as tuas mãos, tal qual imaginastes,
neste amante solo que enfim enseja,
os sonhares que sempre desejastes,
em fazer de mim a tua adorada princesa.
Da solidão que tanto te preocupa,
prisioneiro da saudade passageira,
tens em mim um calmo querer que ocupa
o teu coração.Sou da tua alma companheira.
Do jardim das ilusões sou a singela margarida,
sustentada pela haste que é o teu carinho.
No mal me quer, bem me quer a preferida
do teu universo, tu que és da poesia doce escaninho.
Serei gotas de orvalho da noite, mesmo que não queiras;
nas longas madrugadas à beira do rio que serpenteia,
entre as tantas quimeras causadoras de cegueiras.
Mas nossos olhos serão o espelho que nos clareia.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Perdoa-me amor
por não estar ao seu lado fisicamente
quando me necessitas tão conscientemente…
Por não saciar sua fome de amor….
Por não te tocar…
Por não poder te beijar….
Mas prometo que em minha alma
floresce o mais lindo amor…
Que em meu tempo ,
no meu presente
estarei sempre contigo…
Que me lançarei nos seus braços
do mais alto do meu amor
para receber o mais caloroso abraço….
Que o tempo que ficaremos juntos
será eterno enquanto alimentarmos
o amor ,
o carinho e,
a paixão
que está estocado em nosso coração…
Penhah Castro
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Quero sentir seu amor
ao meu lado aonde eu for…
Dando-me um conforto
sonhado e muito esperado….
Quero sentir o seu beijo
roçando nos meus lábios
ora suave , ora sensual
Um beijo que transcende o natural…
Quero sentir seu abraço
e, no seu corpo encontrar
tudo que andei a procurar…
Sem nada precisar mudar…
Quero ser inundada de desejo
sentindo-me sedução e seduzida
inundada de alegria e de amor,
neste sentimento de plenitude …
Quero sentir a sensação
de estar numa montanha russa
com a noite nos envolvendo
com o vento como brisa
com muito amor acontecendo…
Quero escrever a mais linda história
dos momentos mais lindos da minha vida
Nela estaria contido
todo o amor que vivi contigo….
Penhah Castro
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
A tempestade chegou forte,
lavando a alma entristecida,
que chorava as últimas lágrimas,
de uma paixão assim descolorida.
Talvez nem fossem tão intensas,
as cores com as quais pintavas,
este amor em si tão descabido,
que teu coração poeta anelava.
Lavadas as fundas feridas da alma,
o arco-íris, teus olhos contemplam.
Nele encontrarás a harmonia das cores,
belos matizes que aos sonhos despertam.
E te verás bailando entre as flores do jardim,
despida de tristezas, com vestes de beleza,
agora com a alma leve e o coração aberto,
pleno para o amor, em toda a sua realeza.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Depois da tempestade…
vem a bonança…
Vem a felicidade,
no lugar da saudade…
Vem o amor,
trazendo seu calor…
Vem o amor,
no lugar da dor…
A dor de perder,
que traz o sofrer…
O amor, é da vida o amanhecer…
A dor, é o seu anoitecer…
Amanhecer, com o brilho do sol…
Anoitecer, com o escuro após o arrebol…
Vamos viver o amor enquanto existir,
Vamos viver com sinceridade, sem fingir…
Não deixemos que essa tempestade,
abale do amor, a felicidade…
Marcial Salaverry
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
o vendaval soprou,
o céu escureceu,
o aguaceiro transbordou…
mas que bobagem,
esse temor de afogar
já sem calor, meu coração,
não mais eu sou
essa chuva, passageira,
de verão…agora vivo
serena e seca,
só desfrutando,
da paixão, a estiagem
Gui Oliva
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Em devaneios apaixonados,
eu chego a ouví-los querido!
Poemas de amor declamados,
intensos em nuances e sentido.
E para sempre seja,
tanto carinho especial,
que o meu sonhar deseja
de maneira tão natural.
Em nosso aconchegante festim,
despertado na reciprocidade,
um sonho de amor enfim.
Do encantamento à realidade,
num forte perfume de jasmim,
prenuncia-se toda a felicidade.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Ah! Minha solidão era tanta
Que no íntimo virava pranto.
Daquele pranto sem encanto
Desencadeavam-se as horas.
Assim da solidão ao pranto
E, do pranto à solidão, os sentidos,
Pérolas de amor e de dor em eleitos
Degraus de uma sala de nados e_feitos.
Recordam-se todos os meus pesares
Alertas aos tais instantes des_ditos;
- Lógicos ponteiros nada inusitados?
Ah! À lápis preto no papel passado.
Não eram meras ilusões de ótica
O desencanto e as tais horas.
Dos olhos, sem desejo, vertiam
Lágrimas frias. Ora, vivo auroras!
Véra Lúcia de Campos Maggioni®
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Pobre mãe-menina, marginalizada!
Sozinha, deu à luz debaixo da ponte
Um ser de paternidade ignorada…
Agora, mãe e filho sem horizonte!
Malvista, miserável e mãe solteira;
Retrato de mulher achado no lixo,
Pelo jeito, vai passar a vida inteira
Enfrentando do destino o seu capricho.
É “Socialite” às avessas no jornal…
Com um filho recém-nascido na vida.
Às vezes, sai no noticiário geral:
Retrato de mulher pedindo comida!
Ah, se a cronista da página social
Não se preocupasse só com as madames!…
E mostrasse à sociedade por igual
Outro retrato de mulher, das infames!…
Somente assim creio que seria possível
À camada rica se dar uma pista
Do tanto que ela se apresenta insensível,
Toda voltada para si, tão egoísta!
Retrato de mulher, foco de beleza!
Impróprio para propagar mendicância.
Não podemos contrariar a Natureza,
Retrato de mulher é só elegância!
Ógui Lourenço Mauri
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Ao cair a noite, tocas a melodia
que guardas secreta em teu coração.
Viaja o espaço a tua sinfonia,
ouço teu piano e a tua sedução.
Mergulho no mar das notas sonantes,
deixo-me viajar até o teu saguão,
me aguardas desnuda, instigante,
despida dos medos , és pura paixão.
Dedilho teu corpo, teclado macio,
martelo as cordas do teu prazer,
sou teu ouvinte, ardendo no cio.
Piano e sedução ao anoitecer,
sonho dum poeta em desvario,
que seus versos não aprende a conter.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
A alma pede e o corpo clama
a paz que se faz necessária.
Em meu peito arde a chama
dessa necessidade primária.
Se eu falo hoje do assunto,
é por busca-la pra mim mesmo.
me pergunto e repergunto,
se a paz se consegue a esmo.
Tantas coisas trago comigo,
coisas do bem e, nem tanto,
buscando na paz um abrigo,
o sal a correr-me em prantos.
Pazear…que bela utopia,
bailando em tantos versos,
num dia trazendo a alegria
no outro o pranto perverso.
Quem me dera, quem me dera,
fosse tudo como esta paisagem,
ninguém pensando em guerras,
sem perder, jamais, a coragem.
Mas a paz que tanto almejo,
não se faz sómente de rimas,
é a paz contida num beijo,
amor, que à todos aproxima.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
” O cravo brigou co’a rosa,
debaixo d’uma sacada
O cravo saiu ferido
e a rosa despetalada”
Conte-se em verso ou prosa,
o fim não muda em nada.
O que ambos tem sentido,
depois da briga apagada.
Canta a rosa, canta o cravo,
tocam o cravo e o piano,
desfilando desagravos,
dos cravos dos seus enganos.
Toda rosa tem espinhos,
cravos, na carne, incrustrados,
Todo cravo tem caminhos,
os pés feridos, cortados.
Fossem do cravo os espinhos
e da rosa os pés cortados,
entenderiam os caminhos,
por um e outro pisados.
Canta a rosa, canta o cravo,
tocam o cravo e o piano,
desfilando desagravos,
dos cravos dos seus enganos.
Tanto o cravo, como a rosa,
tem muito o que aprender
são almas esperançosas
cansadas d’igual sofrer
A vida dá tantas voltas,
que é dificil de dizer
por linhas retas ou tortas
o que pode acontecer.
Canta a rosa, canta o cravo,
tocam o cravo e o piano,
desfilando desagravos,
dos cravos dos seus enganos.
Se podem as duas flores,
florescer em um jardim,
esquecendo suas dores,
sob um pé de alecrim:
Quem sabe dos dissabores,
fiquemos livres enfim;
vivendo só os amores
e esquecendo o que é ruim.
Canta a rosa, canta o cravo,
tocam o cravo e o piano,
desfilando desagravos,
dos cravos dos seus enganos.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Voa anjo, sobre vales de cristal,
azuiz cristais de luzes refletidas,
projetadas pelas rochas esculpidas
em efluvios duma paz universal.
Voa, anjo azul da tranquilidade,
asperge sobre o mundo tua magia
fazei florescer a nossa utopia
de ver a paz em toda a humanidade.
Das tuas asas, respinga o amor
que prencha de luz o universo,
suplantando ao medo e à dor
Atinge pois cada ser, te peço,
ó meu anjo bom e consolador
Fazei verdade a estes meus versos.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Sobre os penhascos desta nossa vida
uma ponte suspensa se estende
e, desde muito cedo, se aprende
a enfrentar as tormentas vividas.
Seguros nas cordas e nas correntes,
das esperanças sempre renascidas.
No balanço das idas e vindas,
sobrepujamos os ventos latentes.
Se, o amor é, pois, o nosso guia,
em meio aos desafios do mundaréu,
estamos sempre em boa companhia
Pois o amor defenestra o fel
das nossas dores e das agonias,
calçando nossa ponte para o céu.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 9, 2008
Gula insana por novas experiências
fome , larica, que corrói corpo e mente,
estados passivos de semi-consciência,
a destruir o homem assim velozmente.
Distorções da mente atrofiada, insana,
miragens, delírios, em megalomania,
o mal disseminado já se esparrama,
limite entre a loucura e a fantasia.
Entre as drogas largamente disseminadas
que criam mundos de dor e de agonia,
deixo todas, de mim, bastante afastadas
A minha droga rara que me alumia,
é a droga que não tem as horas marcadas
meu alucinógeno é minha poesia.
Jorge Linhaça
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