Arquivos para Maio 18th, 2008
Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Na Lua danço a valsa da morte e da vida,
afago os cabelos do homem amado
deitado em meu colo em suave regalo,
olhos fechados, sonhando com o Paraíso…
Na Lua, encontro meu eu mais antigo,
revivo os momentos felizes com amigos,
desejo um mundo sem guerras
flerto com as estrelas, sonho com quimeras…
São tantas as eras em que estive aqui…
embrutecidas ou acompanhando Davi,
Dele o Descendente do encontro verdadeiro
da calmaria em mares de sossego,
da saúde em oceanos onde nado de peito
aberto na confiança. Ele o meu veleiro!
Margaret Pelicano
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
“Ó Deus! modifica o meu coração e a minha mente
para que eu possa ser feliz, preencher-me de mais paz
e entender as pessoas a partir do que dizem, pelo olhos, timbres de voz,
gestos e expressões, indo ao fundo de suas almas,
compreendendo os seus anseios e necessidades.
Faze-me Senhor, superar minhas deficiências e rancores
e os tratar com delicadeza e bondade, sendo para eles a alma amiga
e protetora.
Com relação a mim, dá a força para me considerar melhor,
ver-me com qualidades, vontade de paz e sucesso,
sem me queixar de nada.
Obrigado, oh! Deus, pois que és o meu Criador.”
Paz no coração!
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Os tempos se vão,
ficam marcas, não somente na tez
mas, talvez na alma,
refletidas na tristeza dos olhares…
O amor, embora perdure para sempre,
aos poucos passa a ocultar-se nas raízes…
Os olhares refletem o peso da experiência,
não se influenciam com falácias…
Os sorrisos, quase sempre tristes,
mesmo assim revelam o espiritual.
Essas distorções com o usual
significam a capacidade de assimilar
a perversa realidade do encontro
dos opostos…
É o tempo passado, machucado,
e o hoje aventureiro
a olhar o passado com desdém
e isso faz sofrer o passado…
No sim ou no não,
há um hiato entre as fases do tempos
consequência da discriminação.
Os tempos passam…
O passado preocupado, abatido,
sente aproximar-se,
numa crescente velocidade,
o momento do abordo do caos…
É aí que se pode medir o quão é cruel
a verdade!
Tarcísio Ribeiro Costa
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Como posso amar assim
alguém que duvido
se do mesmo jeito ama a mim
martirizado por uma angustia sem fim
Incertezas, inseguranças apenas
o que me ronda, tanto as delas quanto as minhas
me dá vontade de sumir, de fugir
de tudo, de todos, inclusive desse amor
Que esta me causando tanta dor
ansiedade, aflição por tanta indefinição
sem norte, sem horizonte
sem saber que caminho seguir
Se não sei se tenho para onde ir
nem sei onde quero ou vou chegar
nem decidir, nem para onde partir
se fico aqui ou vou para ali
É como se nada dependesse de mim
ficando a deriva num mar sem fim
por quanto tempo continuar assim
ou se decido de tudo desistir
Dessa forma acabo não amando nem a mim
Sinto o carinho e a questão que ela demonstra
Será que estou exigindo mais do que ela pode dar
ou está certo meu coração… são coisas da Paixão
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Cheiro de amor no ar!
Uma estrela cintila no céu.
Inspiração secreta, vibrante!
Numa perceptível linguagem de corpos
envolvemo-nos desvendando segredos.
Saciando minha sede,
Cedo aos teu abrasadores beijos.
Tudo aceito,
Oferecendo-te a flor dos teus desejos.
Percorrendo os caminhos do prazer,
embalas minha libido.
Satisfazendo nossos anseios,
em cumplicidade com o universo,
Delirante, entre gemidos
Possuis-me em todos os sentidos
Elaine Ermel
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
São as notas
que vibram em desacordes,
os semitons
que se perdem em surdina,
os agudos
que ferem a carne,
os graves
que assustam os sonhos,
a partitura
que faz dançar os compassos
aos olhos cegos,
os responsáveis
pela desarmonia.
Apenas as flores
ainda colocam a cor
sobre o velho piano
usado e descartado.
Algumas pétalas
mostram sinais de cansaço
e se preparam para tombar.
A voz ainda tenta,
enfraquecida e rouca,
ensaiar um lá menor.
O que se ouve
é apenas
o eco da saudade:
“E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão”…
Cleide Canton
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
O brilho do teu olhar
de cores brilhantes
em nuances de sonhos
refletem as cores do amar
Espelho de minha alma
arco-íris do meu céu
escondem os segredos
convidando um desvendar
Guardiões dos sonhos meus
refletindo um desenho colorido
que contornam meu sorriso
quando encontro os olhos teus
Luz que fito embevecida
quando encontro minha imagem
refletida nos teus olhos
tatuada na retina
Sapeka
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Uma escolha pode determinar uma vida.
E assim acontece em todos os momentos,
nas decisões que tomamos,
e nas opções que fazemos.
E assim, talvez deva ser:
fabricarmos nosso destino,
através do livre-arbítrio,
a cada gesto e a cada escolha.
Cono não posso prever a decorrência de cada ação,
Fico tranquilo no único lugar que conhêço de fato:
-Exatamente em mim mesmo,
-Precisamente neste instante.
E não fico imóvel e estático,
temendo tomar a decisão errada,
porque, não podendo prever o futuro,
e nem modificar o passado,
AJO, VIVO, SINTO, REPOUSO,
nêste presente eterno, que é
a única alternativa de quem realmente está
AQUI E AGORA
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Entrego minha vida em suas
Mãos e deixo-me agora levar nesse
Sonho de amor, magia e feitiço.
Tomada de emoção, intensa vibração,
Meu ser inteiro entoa um hino
De desejo e paixão, cada beijo
Cada carícia tem sabor de vida,
Vida bendita, renascimento,
Estrelas passeando no corpo,
Luar brilhando em seus olhos…
Meu amor, nossa estrada é a mesma
E nossas mãos, dadas, assim seguirão
Em busca do sonho comum, a felicidade.
Já não há caminhos pra voltar;
Já alcançamos um ponto do trajeto em que
não queremos mais pensar em meia-volta;
Estamos amando mais do que o amor permite…
Enquanto você nota o luar luzindo em meus olhos,
Vejo nas estrelas, incontáveis no firmamento,
A vontade imensurável de amá-la para sempre.
Desejo, paixão, amor…
Toda minha vida em suas mãos,
Gritando amo você e seus olhos de estrelas
Seguindo meu corpo, meus passos…
Minha vida inteira depositada confiante
Nessas mãos feiticeiras, levando-me
Por um furacão amoroso e louco…
Minha vida em suas mãos sem culpa,
Sem dores, sem preconceito…
Meus olhos se encantam ao seguir seus passos;
Vêem, nos seus gestos, atitudes que me fazem seu fã;
Minhas mãos apertam as suas, querendo lhe dar calor.
Quando, de você, ouço que confia em mim, que me ama,
Sinto-me revigorado em meus propositos de amá-la.
Isso tudo, na mais extensa acepção da palavra amor.
Eu a quero fundindo todos os sentimentos do meu ser.
Serenando suas aflições, enxugando suas lágrimas;
Sorrindo em sua alegria,
dando-lhe o céu na hora do prazer.
Leva-me, toma-me, ama-me,
Assim, rumo ao desconhecido,
Rumo aos sonhos divinos
De felicidade
Por hoje… amanhã e para
Todo o sempre…
Minha vida em suas mãos!
É fascinante, amor, o rumar para a felicidade.
De mãos dadas, movidos por uma certeza…
A convicção de que não estamos sós.
Neste percurso, contamos com proteção divina.
Que nunca nos faltou nas horas mais difíceis…
Sua vida pode estar, sim, nas minhas mãos.
Pois nosso amor, todinho, está nas mãos de Deus.
Marilena Trujillo
&
Lorenzo Yucatán
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Se da vida nada levamos,
pelo menos algo deixamos…
Nossas obras… Nossas palavras…
Amizades… Boas lembranças…
Amigos guardando no coração
sempre uma doce recordação
Por esse motivo,
temos que bem viver o presente,
que é o maior presente
que recebemos no momento presente…
E devemos abrir o presente,
antes que problemas se apresentem…
Marcial Salaverry
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Vamos esquecer os dias de nuvens pesadas
E, delirar com o sol resplandecente…
Vamos deletar as derrotas sofridas
Vamos salvar no arquivo da memória
as vitorias merecidas…
Vamos aprender com os erros cometidos
e, fazer uma festa com as lições aprendidas….
Vamos apagar as infelicidades
Vamos festejar a maravilhosa felicidade….
Vamos retirar as pedras do nosso caminho
e, alegrá-lo com um sorriso contagiante….
Vamos sonhar muito e, nossa vida programar…
Fatalmente a felicidade sempre em nós estará….
Penhah Castro
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Uma nostalgia me invade o peito
como se urtigas fossem minhas companheiras e me queimassem…
Tudo dói e castiga
e decepciona…
Uma melancolia do que podia ter sido…
Sou uma cidade vazia
cheia de ruelas escuras,
onde morcegos guincham a qualquer passagem…
Nessa cidade,
Jack , o estripador, feriu fundo todas as mulheres
tirou-lhes a liberdade de ir e vir
porque injetou-lhes o pânico, o medo do absurdo
do intolerável preconceito…
e por isso, elas não sabem mais caminhar sozinhas pelos becos…
Sim, uma melancolia me invade o peito
dilacerado pelo que está oculto, opresso
sem solução…
pelo que podia ter sido só retidão…
Tudo é tão simples, assim…
e os homens tudo complicam
será que sou única no mundo a enxergar a verdade das coisas?
Dos interditos?
Uma morbidez me chega e me visita,
espero que ela seja breve
porque a morbidez sempre é temerária
e traz poesia culta que não tem pressa e não agrada…
Mais uma noite em minha vida
só jaça, só com a graça divina
a abençoar cada momento que passa…
Espero que Deus esteja com sua atenção fincada em mim…
Mas que não abandone o vasto mundo de sua criação…
Será ele um polvo cheio de tentáculos?
Um ET cheio de olhos?
Há um mundo cheio de problemas
e, eu aqui, falando das dores de amor…
das tristezas da rotina, da solidão,
todas se achegando…trazendo seus tacapes de amargura
que amassam minha alma…
o estômago me dói, busco o esquecimento no sono
espero no sonho as bênçãos de Deus
e ao vir o dia, que seja tão ofuscante
que eu pegue minha chuteira imaginária
e chute toda essa borrasca, para além, além, além
da manhã que vem…e passa…
Margaret Pelicano
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Ontem demorastes a chegar!
As horas não passavam e eu a te esperar.
Ah, essa doce espera
que alimenta ainda mais o desejo.
O coração parece que nem cabe no peito.
A mesa posta para o jantar à luz de velas.
Um leve e doce perfume amadeirado no ar.
O som de Ray Conniff já antevê o café da manhã,
depois da suave delícia de um preguiçoso despertar.
Nos lençóis macios, você estará aconchegado,
e eu segura em teus longos braços,
tão enlaçada que será difícil deixar a cama,
depois de tanta ternura, beijos e abraços.
A campainha toca e me desperta do devaneio.
É você…chegando com rosas vermelhas perfumadas.
Um beijo molhado prenuncia tudo o que vem depois.
Eu e você, sob a mira de Eros, inquieto demais!
As horas vão passeando pela noite afora.
Nós a bailarmos num momento atemporal,
dentro de um espaço infinitamente bonito,
em que corpos se fundem e as almas se enlaçam.
As estrelas piscam suas luzes, que entram pela janela,
iluminando a alcova com mágicos raios prateados,
e até a emotiva lua, pára de passear e aprecia
dois seres alados em plena fantasia amorosa.
Ah! Como é bom imaginar, que tudo isso fosse verdade.
Afinal nas imagens em ação, revelam-se os sentimentos,
as cálidas emoções que se encontram ao alcance da mão,
e que num breve instante virtual, nos levam à felicidade.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Sob o sígno de áquario,
o caranguejo e a sereia,
fizeram o seu cenário
de amor em plena areia.
Criaram o seu relicário
na sua pequena aldeia;
escreveram seu calendário
sob a luz da lua cheia.
O caranguejo e a sereia
na areia se encontraram
namoraram na lua cheia:
ceia d’amor degustaram.
A pérola, preciosa,
da paixão entronizaram.
Cultivaram um mar de rosas,
que as águas perfumaram.
Quem nos dera todo amor
fosse assim eternizado
jamais perder o sabor
ser, sempre, em versos, cantado.
O caranguejo e a sereia
na areia se encontraram
namoraram na lua cheia:
ceia d’amor degustaram.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 18, 2008
Dói, ó saudade, dentro do meu peito,
abre as comportas do pranto voraz!
Só a lembrança não me satisfaz,
não fica o meu coração satisfeito.
Fere, saudade, meus olhos desfeitos
em lágrimas que o tempo me traz,
qual verdugo, carrasco ou capataz,
a salgar, com os meus olhos, meu leito.
Fala, saudade, com língua mordaz,
reforça as cores dos meus mil defeitos,
dize que sou, de mudar, incapaz
conjuga o amor num tempo imperfeito,
lembra-me já, de olhar para trás,
e ver a amplitude dos meus feitos.
Jorge Linhaça
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