Arquivo de Fevereiro, 2009
Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Meu irmão e eu chegávamos sempre em casa com muita fome, ao regressar da escola.
Um dia, como eu pedisse de comer, minha mãe pôs-nos diante de meio bolo, na mesa da cozinha.
Colocando uma faca ao lado do bolo, disse:
- Um de vocês vai cortar o bolo, mas o outro vai poder escolher, em primeiro lugar, o seu pedaço.
Meu irmão, querendo fazer-se de esperto, deitou logo mão da faca e ia, evidentemente, cortar o bolo em dois pedaços desiguais.
Mas, de repente, parou. Olhando primeiramente para nossa mãe e, depois, para mim, cortou o bolo exatamente no meio.
E esperou que eu me servisse.Qualquer pedaço que eu escolhesse daria no mesmo: nenhum de nós sairia prejudicado.
E comemos, alegremente, as porções idênticas.
Desde então, fosse o que fosse que houvesse a repartir – pão com manteiga, doces, pastéis, bolos ou balas -, tudo era sempre dividido conscienciosamente em partes iguais.
Isso nos ensinou um respeito, que nunca conheceu arrefecimento, para com os direitos daqueles com quem tínhamos que compartilhar alguma coisa.
Wallace Leal V. Rodrigues
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
A vida
Um deserto
Sopro
Uma flor
Nuvens esparsas
O calor sobe do chão
Imagens distorcidas
Cheiros de terra e pedra
Dedos tocam
O ar quente
Fantasias de menino
Desejos de homem
Coração se desmancha
Em lágrimas
Tudo evapora
Feito anjo
O vento passa
Arrasta folhas secas
Canta na tarde
E me fascina
A vida
Um deserto
Sopro
Uma flor
Carlos Assis
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Não busque o invisível
Pois ele esta a sua volta
Interage com as sombras
Pequena flor da liberdade
Emoções são outros cenários
Carta oculta na manga do diabo
Mesa grande
Vive-se por dinheiro
O mundo inteiro
Em todo lugar
Tudo tem data
Folhinha velha
O começo não inicia
No berço abandonado num depósito
Mas em outra incerta existência
Feche a conta
Chame o garçon
Pessoas pensam
Que podem qualquer coisa
Herdam esta migalha
Trilha de sangue de cordeiro
Na calçada molhada
Cheiro de carniça
Passos ecoam silêncios
No ar abafado
Carlos Assis
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Tango, alma paixão e coração
Tango que nos seus acordes
Eletrizantes, levam-me por lugares
Perdidos na minha alma,
Apaixonada e saudosa…
Tango que tantas vezes encheu de
Fantasias minha alma adolescente,
Dançando, tendo o salão pra nós dois
Em seus braços sentia toda a força do amor,
Imagina o futuro como algo tão belo,
Dançar, dançar com você pela vida inteira!
Tango que permitia que toda
Minha razão de amor extravasasse…
Jogada por seus braços firmes, sem cair,
Passos ritmados, tão exatos…
Rubra rosa, noite quente e estrelada,
Peito festejando o momento… Acordes
Mesclados de alegria e tristeza…
Em seus braços sentia vida, beleza
Não tinha medo da tristeza,
Medo da partida…
Hoje o tango fala alto…
Cala fundo… Lágrimas
De saudade molham meu rosto…
Nosso bairro, suas casas envelhecidas.
O salão no mesmo lugar…
Paro em frente a ele
E vejo nós dois ainda…
Seus braços fortes levando-me,
Seu sorriso lindo, tão constante…
Ah…Vê-lo voltar no tempo,
Voltar pra mim…
Assim dançar o tango
Até o fim dos tempos…
Até meu fim!
Venha, volte… Dancemos o tango,
Nesses passos ritmados,
Corações felizes e descompassados,
Assim como no passado!
Marilena Trujillo
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
As desilusões pesam
Relicário na corrente
Meninos são meninos
Meninas são meninas
Arcanjos atiram pedras
Se divertem como se estivessem
Treinando pontaria
Numa barraquinha de parque
Alguns erguem muros
Outros túmulos
Enquanto faço canteiros
Para flores ausentes
Não esta claro
O oposto de estrela fica muito distante
Não existe amor fora do poema
Linha apagada no diário das luzes
Nas esquinas do mundo
Espíritos perdidos se abraçam
Fantasmas incompletos
Fumaça e pó de pirilimpimpim
Folhas não se mexem
Dormem tranquilas ou descansam
Esperam a madrugada
E morrem
Fadas suspiram
Cantam para facas afiadas
Choram primaveras
Que nunca falham
Eu me levanto
Feito um anjo
E me deito
Como um demônio
Carlos Assis
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Que tempo maravilhoso!
De noites enluaradas,
E tanta estrela encantada,
Que me fazia sonhar…
Sonhos puros e indecentes!
Onde ficaram, não sei…
Fui eu que desencantei,
Ou já não sei esperar?
Entro no túnel do tempo
Tentando compreender,
Se ainda há o que aprender
Ou se é tarde demais.
Tudo parece tão longe…
A minha expectativa,
Que antes nunca foi nociva,
Machuca cada vez mais.
Relembro as tardes fagueiras.
Como era fácil sorrir!
Ninguém vinha desmentir,
A minha intensa alegria.
O mundo era conivente…
E também as borboletas,
Amarelas, espoletas,
Era rica a parceria!
Passarinhos… (Nem se fala!)
Até flor era mais flor,
Tinha perfume de amor,
E cores fenomenais.
Céus! Será que envelheci?
Onde estão as primaveras,
Azuis, brancas, amarelas,
Que sinto falta demais!
Onde está a minha audácia?
Minha ousadia, coragem,
Hoje tenho só miragem,
Desencanto, frustração.
As mãos vazias de tudo…
Até o espelho me trai!
Nele, quando eu olho, cai,
Mais algum sonho no chão.
Mas eu li. Eu sei que li!
Como se fosse um mandato,
Eu não sonhei, isso é fato!
“Não desista! Nem pensar!”.
E eu sempre soube também…
Ninguém finda o seu caminho,
Só porque ficou sozinho,
É preciso acreditar.
E eu creio como ninguém!
Creio até no impossível,
Nada na vida é infalível,
Não se pode esmorecer.
Sonhar é um dom divino!
Sonharei! Dane-se o mundo!
E todo conceito imundo,
Que quiser me entristecer.
E o tempo que feche a porta.
Não quero ver nem saber,
Meu velho modo de ser,
Renasço, se precisar.
Eu posso, enquanto viver…
Posso tudo que eu quiser,
Se ao meu Deus lhe convier,
Eu só preciso tentar…
– Chispem daqui, lembranças!
Vão cantar noutro lugar,
Que eu já não quero escutar,
Tenho muito que fazer!
Ainda estou encantada…
E preciso desenhar,
Novos sonhos e sonhar.
Sonharei !
Até morrer…
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
O Valor de um Sorriso.
Não custa nada e rende muito…
Enriquece quem recebe,
sem empobrecer quem dá…
Dura somente um instante, mas
seus efeitos duram para sempre…
Ninguém é tão rico que dele
não precise…
Ninguém é tão pobre que não
possa dar a todos…
Leva a felicidade a todos e a toda parte…
É o símbolo da amizade,
da boa vontade…
É o alento para os desanimados,
repouso para os cansados,
raia de sol para os tristes,
ressurreição para os desesperados…
Não se compra não se empresta…
Nenhuma moeda do mundo
pode pagar o seu valor…
Não há ninguém no mundo
que precise tanto de um sorriso,
como aquele que não
sabe mais sorrir…
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Não há tempo, não há espaço e nem lugar,
Que permita o crivo do esquecimento,
Séculos, milênios, vidas diversas,
E o amor ressurge a todo momento.
Esse beijo macio que me faz viajar,
O toque suave que me aconchega a alma.
O abraço que enlaça, e meu corpo se encaixa,
A presença que me transmite paz e calma.
Quando estou ao seu lado, sou afortunada.
Minha riqueza é você, esse sentimento tão bonito.
Não preciso de mais nada, a não ser seu amor,
Para mim isso basta e sigo rumo ao infinito.
Sei que o tempo para nós é relativo,
Já ultrapassamos as barreiras, sinta o vento!
Percorremos eras e nos reencontramos.
E não há o que impeça esse momento.
Sigo em paz, tranquila, sem qualquer receio.
Confio no tempo, ele sempre foi meu aliado.
Sei que ao final disso tudo, será o recomeço,
E seguiremos juntos, unidos, lado a lado.
Seus olhos me envolvem, mergulho nesse mar,
Impossível, impraticável não me apaixonar.
Nós precisamos realmente acreditar,
Que este é um amor para recomeçar!
Akasha De Lioncourt
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Existen varias maneras de contemplar la lluvia
la manera mas bella es la del poeta
El poeta no observa ahi las nubes cargadas
ni las inundaciones embarradas.
Mas ve millares de flores que en breve iran a florecer
coloreando los campos, distribuyendo su perfume
Asi son las lluvias que caen sobre nosotros
y que parecen más allá de nuestra capacidad para apoyar
la lluvia de decepción, de la falsedad,
la destrucción de nuestros planes,
de las grandes decepciones, haciendo al corazon temer y
estremecer de tanto sufrimiento.
Las nubes oscuras que pasan sobre nosotros
traen consigo lluvias de bendiciones,
cuando cesan traeran para nosotros
las flores del enriquecimiento del espíritu
experimentaremos fragancias y bellezas
que nunca habíamos conocido
cosas que no imaginabamos posíble
antes que estas aguas cayeran sobre nosotros.
Es cierto que siempre veremos las nubes y las aguas que de ellas caen,
mas precisamos observar las flores, mirar su florecer y
las fragâncias que vendran con ellas.
Esta lluvia va a ablandar nuestros corazones,
nos va a preparar para el resurgir del sol,
nos va a recordar que precisamos tener entre nosotros sentimientos ,
la serenidad para ver el caer de la lluvia y la consecuente
compasion por otros que son azotados por las águas por falta de entendimiento.
No tonemos las lecciones de la afliccion,
mas si de la dulzura venidera, de compasion, paciencia,
serenidade, amor y de la esperanza divina;
y, mil otras flores y frutos que nacen de nuestra fe en Dios.
Se como el poeta y durante la lluvia, observa las flores.
Candy Saad
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Existem várias maneiras de contemplar a chuva
A maneira mais bela é a do poeta
O poeta não enxerga ali as nuvens carregadas
nem as enxurradas enlameadas.
Mas vê milhares de flores que em breve irão desabrochar
colorindo os campos e enchendo-os de perfume
Assim são as chuvas que caem sobre nós
e que parecem além de nossa capacidade de suportar
a chuva do desapontamento, da falsidade ,
da destruição de nossos planos,
das grandes decepções, fazendo o coração temer e
estremecer de tanto sofrimento.
As nuvens escuras que pairam sobre nós
trazem consigo chuvas de bênçãos
quando cessarem trarão para nós
as flores do enriquecimento do espírito
experimentaremos fragrâncias e belezas
que nunca havíamos conhecido
coisas que não imaginávamos possível
antes que estas águas caíssem sobre nós.
É certo que sempre veremos as nuvens e as águas que delas caem,
mas precisamos enxergar as flores,antever seu desabrochar e
as fragrâncias que virão com elas.
Esta chuva vai abrandar nossos corações,
vai nos preparar para o ressurgir do sol,
vai nos lembrar que precisamos ter entre nossos sentimentos ,
a serenidade para ver o cair da chuva e a conseqüente
compaixão por outros que são acoitados pelas águas por falta de entendimento.
Não tiremos dai lições de aflição,
mas da brandura vindoura, de compaixão, paciência,
serenidade, amor, da esperança divina;
e, mil outras flores e frutos que nascem de nossa fé em Deus.
Sê como o poeta e durante a chuva, enxergue as flores.
Candy Saad
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Que amor é este?
Que faz -me virar um vulcão,
espalhar larvas de paixão,
abala o meu e o teu coração?
Que amor é este que deixa -me insana
de vontade de teus braços?
Que amor é este
que faz -me sentir a única?
Que amor é este
Que faz nossos encontros
ter tanto encantamento?
Que me deixa perdida
Querendo mais
Saciar -me
fartar-me
Desfalecer em ti.
Candy Saad
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Calça jeans, tênis nos pés,
Mochila nas costas, lá vou eu enfim,
Outra vez viajar pelo mundo, nas
Eternas andanças buscando por mim…
Onde será que me deixei?
Perdi meu eu, minha identidade?
A viagem será longa e pedregosa
Na bagagem carrego infinda saudade…
Pé na estrada digo, repito bem alto…
Nada de olhar para trás, vá em frente!
Nossa vida é feita de passos e compassos,
Não deu certo?… – Tente outra vez, tente!
Pé na estrada, pé na estrada!
Não chore, não pense em mais nada!
Recolha os cacos, ponha na mochila…
Limpe a vista turva e embaçada…
Onde será sua próxima parada???
Sente medo dela? – Covarde!…
Enfrente a vida, enfrente a sorte!
Antes que seja muito, muito tarde!
Mary Trujillo
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
O poeta no telhado
foi arranjar a antena
após um vento danado
que veio cobrar pecados
e varreu tudo sem pena
Tão leve como um jumento
logo as telhas partiu
a antena ele arranjou
mas sua sorte mudou
coisa igual nunca se viu
Quando as telhas foi trocar
foi que a coisa deu rombo
não é que ele foi achar
para o cúmulo do azar
um ninho de marimbondos
Imaginem pois a cena
o gordo sobre o telhado
e os bichos sem ter pena
( nem adiantava novena)
a pica-lo em todo lado
O poeta se defendia
co’aquilo que tinha à mão
lutou pois com valentia
acertando o que via
sem dizer um palavrão
Foi aos poucos se afastando
gatinhando sobre as telhas
os marimbondos voando
ainda o foram picando
na sua mão e orelha
Consegui se pôr a salvo
descendo pela escada
deixou de ser pois o alvo
( inda bem que não é calvo)
da fúria da bicharada
O estrago estava feito
e o telhado descoberto
o poeta insatisfeito
teve então de dar um jeito
de livrar-se dos insetos.
Apanhou o inseticida
e lá se foi pro telhado
a escada protegida
e acabou com a vida
daquele enxame danado
E não me venha o IBAMA
querer dar voz de prisão
a picada é como chama
e bem depressa inflama
não tinha outra solução
Voltou ele ao telhado
para o conserto final
desceu de lá todo inchado
e depois de sossegado
foi parar no hospital
Tomou duas injeções
(na buzanfa e no braço)
teve umas implicações
( vomitou aos borbotões)
mas voltou ao seu regaço.
Esta história é verdadeira
podem até duvidar
mas foi nesta terça-feira
de carnaval, terça cheia
que ela teve lugar.
Agora fica engraçado
na forma deste cordel
mas na hora foi danado
eu me vi bem enrascado
quase fui para o pinéu.
Teve gente que ajudou
dando conselhos e tal
no google foi, pesquisou
remédios me indicou
Viva o mundo virtual.
Jorge Linhaça
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
Águas Límpidas, fonte cristalina;
mata-me a sede, refresca meu ser;
Ao véu do tempo: abre, descortina;
Plácidas águas do meu bem querer.
À alma morna vem e vitamina
Renova as forças do querer viver
Banha meu corpo em tua cortina
Água da vida, de luz e poder
No teu marulhar tu me acalentas
E o teu frescor conforto me dá
Como uma ovelha, tu me apascentas
Regas-me qual flor que além florirá
Alívio me dás das minhas tormentas
Ó fonte do amor, do céu a brotar.
Jorge Linhaça
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Publicado por vidapura2 em Fevereiro 28, 2009
O tempo caminha e eu não saio do lugar, parei
Desaprendi como seguir sem te ter por perto
Lembro dos nossos momentos de felicidade, em que
Bastava a música tocar para que saíssemos a
Bailar, esquecí-amos da vida e trocávamos carinhos
Sinto saudades dos teus braços a me envolver pelos
Salões da vida, onde tudo parecia ser impossível, unidos
Encontrávamos soluções, e assim, a vida seguia…
De repente me dou conta que a música parou e …
Ouço apenas o eco da saudade do passado, que teima
em viver no meu presente e que o seguro, para poder
respirar neste labirinto de emoções, e lentamente
Flutuo na canção do teu eterno amor, onde encontro
a paz para o meu coração, mesmo sabendo que existe
um muro entre nós, mas que, de uma forma ou outra,
te vejo em sonhos imaginários, diminuindo assim,
o espaço físico que nos separa nesta vida…
Zilca P. Tricerri
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