amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

O QUE É AFINIDADE

Publicado por vidapura2 em Março 12, 2009

Afinidade, como explicá-la? Segundo a fria explicação “dicionaristica”, é “conjunção, relação, semelhança, conformidade”. Mas no correr da vida, descobrimos outras definições, à medida que vamos encontrando essas tais afinidades em outras pessoas.
 
Na realidade, afinidade é um sentimento de difícil explicação. Vamos tentar chegar a algum lugar, analisando as coisas curiosas que às vezes acontecem conosco, pois com alguma frequência  encontramos ou só conhecemos, mesmo sem encontrar, pessoas que nos despertam de imediato uma grande simpatia e, por vezes uma grande antipatia? Perguntamo-nos o porque disso. Na verdade, não deixa de ser estranho sentir-se tais reações com pessoas que mal conhecemos, ou que, por vezes, sequer as conhecemos.
 
O normal seria simplesmente aguardar os acontecimentos para saber se essa pessoa, por suas atitudes futuras pode ou não merecer nossa amizade. Mas assim, à primeira vista ? A única explicação que encontro, por vezes não tem concordância de muita gente. Entendo tratar-se pura e simplesmente de reencontro de vidas passadas, com as cobranças e resgates naturais de embates anteriores. E isso ocorre com muita freqüência, bem mais do que se pode imaginar.
 
Basta puxar pela memória para lembrar de quantas vezes isso aconteceu, ou seja, aquela sensação de, à primeira vista, pensar que determinada pessoa pode ou não ser uma pessoa confiável, alguém de quem  iremos gostar, ou não. Algumas vezes essa primeira impressão é errônea, mas é a que prevalece até que tenhamos provas contrárias.
 
Vamos assim tentar definir o que vem a ser essa Afinidade, acompanhando o raciocínio de meu guru L’Inconnu”.
 
Pode não ser o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. Não importa o tempo, a ausência, a distância, pois, em caso de afastamento, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto onde foi interrompido. Parece, na verdade, não ter o sentido do tempo.
 
Na realidade, é muito raro manifestar-se, mas quando ela existe, é de fácil entendimento, pois essa afinidade já existia antes mesmo do conhecimento, e permanece ainda que as pessoas se afastem. É o caso daquelas “presenças ausentes”, quando ainda que os amigos estejam longe ou afastados, sempre serão lembrados, pois é uma presença que se fixou na alma. Uma presença “afínica”.
 
Quem não tem aquela amizade inesquecível? Aquela pessoa que mesmo longe, sempre é lembrada com saudade, devido à grande semelhança de pensamentos, idéias, sentimentos. Mesmo longe, sentimo-la presente. Chegamos a conversar com ela.
Sentimos simplesmente. Nem contra, nem a favor, muito pelo contrário. Sentimos a presença, sem ter necessidade de explicar o que estamos sentindo. É olhar e perceber.
 
Sem dúvida, é um sentimento singular, discreto e independente. A presença pode ser detectada a quilômetros de distância, mas é percebida pela maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar… Enfim… Está sem estar.
 
Quando existe uma afinidade, a relação é retomada no tempo em que parou, pois ela é atemporal. A amizade pode ser destruída por muitas coisas, muitas mágoas, mas a afinidade a tudo resiste. As pessoas sentem esse sentimento, porque ele existe, e não buscam explicações. É quando vem aquele pensamento de tristeza por uma amizade perdida, ao passo que outras perdas nos provocam uma sensação de alívio.
 
Explicações? Para que?
 
Procuramos motivos para sermos amigos de alguém, e o primeiro dos quais, é se existe alguma afinidade entre nós. Então, para haver Amizade, é preciso que haja Afinidade. Para que possamos amar alguém, então ela é imprescindível… Não podemos amar ninguém com quem não tenhamos sentimentos “afínicos” (favor avisar o Aurélio… pode incluir). No caso de Amor, então, além da Afinidade, também há que existir a Amizade. E um quê de paixão também.
 
Em casos de separação prolongada, o amor pode desaparecer, amizades podem ser esquecidas, mas se existir Afinidade, o esquecimento não existe, porque para sua subsistência, basta a vida. A qualquer momento que se dê o reencontro, ele será gratificante, porque, tanto o tempo quanto a separação, na verdade nunca existiram. Foi apenas a oportunidade dada pelo tempo para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse sentir cada vez mais que realmente são “afínicas”.
 
Resumindo tudo, Afinidade vem a ser a presença do ausente. Mesmo que não estejamos perto, assim nos sentimos, pois nossos sentimentos comungam, nossas idéias “batem”, nossos pensamentos, enfim, são “Afínicos”. Reside aí o princípio, meio e fim de lindas amizades.
 
Então, “afinicamente”, vamos nos dar as mãos, imaginando-nos num grande círculo, e nos desejando
 
Marcial Salaverry

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