amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for Fevereiro, 2007

Tudo tem sido difícil?

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 26, 2007

Nos momentos de desânimo, em que parece ser impossível

haver melhorias, reaja e busque forças para vencer.

Mas, como superar o abatimento?

As coisas são o que são para que delas você extraia ensinamentos.

E sempre você pode partir para o lado positivo.

Se realmente quiser, você melhora. É só praticar o otimismo.

Mirar-se no espelho e analisar-se, ver-se pleno de beleza,

resistência, saúde, paz e alegria.

Quanto mais isso consegue, mais o pessimismo se afasta.

A vida é bela para quem a vê bela.

Lourival Lopes

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Meus fantasmas

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 26, 2007

Deixem-me em paz todos vocês que me atormentam
Que fazem-me cobranças veladas
Que brincam com as minhas culpas
Que julgam-me inepta e despreparada
Que pegam carona nas minhas carências
Que tiram partido dos meus temores
Que superestimam o que lhes convêm
Que subestimam o que ignoram
Que deitam sal em feridas expostas
Que enfraquecem-me com forças opostas
Que gotejam fel em esperanças parcas
Que aviltam-me a alma com profanas marcas
Que minam as bases daquilo que prezo
Que erigem edifícios sobre o que desprezo
Que vestem máscaras horrendas que não quero ver
Que retiram os sete véus do que é preciso esquecer
Que se instalam como símbolos múltiplos e insidiosos
Que aparecem como ratos nos meus pesadelos
Que insistem neste estranho jogo de dualidade
Que fazem parecer mentiras as minhas verdades
Deixem-me em paz todos vocês
Deixem-me em paz
Deixem
Apenas
Paz.

Fátima Irene Pinto

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Orvalho

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 26, 2007

Uma simples gota de orvalho,

mata a sede de uma pétala de rosa.

Se absorvido por nós

o amor derramado por Deus 

Seremos o orvalho

que matará a sede

de amor do mundo.

Candy Saad

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Ciúmes

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 26, 2007

O ciúme corre em minhas veias

como caudaloso rio de lavas

arrasando as  coerências

fechando o coração com mil travas

 

Aniquilando a razão

escurecendo a visão

tornando-me um ser doentio

que ataca como cão bravio

 

Fazendo minha alma escura…

negra e sombria…tirando-me a luz

Isso é o que o ciúme produz

entregando-me a plena loucura

 

Nesta devastação do meu ser

tento em vão ainda te ter

perdendo o total domínio de mim

mato de vez… o nosso amor sem fim…

Lina Rocha

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RETRATO DO MEU AMOR

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 26, 2007

Teus olhos nos meus, a tez por se achar:
Xaile urdido na mais fina das sedas,
Cinta de cetim cingindo as alamedas,
Dos teus seios que querem deslumbrar,

Perfeito retrato que eu pinto alegremente.
Por escutar ao longe pareço-me com ela,
Cantando nos beiras da alva janela,
As canções que eu oiço tão contente.

Lânguida figura que povoa meus sonhos,
Traz nos cabelos fita de puro escarlate
E nas sandálias pés nada bisonhos.

Quando caminha parece que vai alçar voo,
Fazendo viagem desta para outra parte
E eu que fico sozinho com aquilo que sou.

Jorge Humberto

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Voa borboleta…

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 25, 2007

Foi admirando o meu jardim
apaixonei-me por uma borboleta
Na minha flor
observo a minha borboleta voar
Eu não deixo essa flor…
Fenescer

Ainda tenho esperança…
e aguardando a minha borboleta pousar


Nesse bater de asas
Trazida pelo vento
Vem…
Pousa…
Traz as sementes de alegria
E brota no meu coração
Sei que não posso querer
que fique sempre comigo
é uma borboleta

A borboleta me fascina
Enfeita… a minha vida
Até o meu lado egoista…

Chora…
Que desejo sempre ao meu lado estar
Mais um instante…
Assim posso acaricia-la
E lhe dizer… o que sai da minha alma

 Pousou no meu coração
O meu Eu abre-se em flor


Voa alto…
Voa ao infinito
Mas não me esqueça
Estarei aqui a te esperar

by Sulla

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MEU CÉU DE ONTEM

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 25, 2007

 

Caminho com passadas de quem persegue

para alcançar o suave amanhecer.

Vejo as nuvens rosicler

margeando os montes

cobertos de gramas verdejantes,

como um corcel soberbo

  de crinas esvoaçantes

galopando inerte para o prêmio receber.

A ventania acelera-me cativante

colocando asas em meus pés

trôpegos e vacilantes.

Arremesso o dardo da antagonia pra envolver.

Alcanço o ápice da quietude

 que se estende,

eufórica esvoaço no abraço que se entende

como o única sobrevivente plácida da noite nua.

Por entre as falhas do éter aglomerado

um punhado de flocos confabulam cominados

 e brincam de esfinge

salpicados pela lua.

Sigo a viagem partida pelo ocaso

sentindo no peito palpitando um sonho vago.

 Etérea vou pra buscar a alma tua

que notívaga caça a minha de déo em déo.

Volto a tisnar a boca com falso riso

almejando habitar o paraíso

retratado no redondo desse céu.

ROSE  AROUCK

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DUETO Assim..

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 25, 2007

Assim,

da forma que vês.

Não

no meio de um jardim!

Não

com importância, altivez!

Não

se vais falar sobre mim!

 

Posso até passar

uma natureza que não tenho,

podes até pensar

que me redesenho

ou de repente possa mudar, 

mas só eu sei

o que se passa aqui dentro

e o que comigo levo

e sempre vou levar..

 

Por vez 

constate uma frieza,

mas tenha certeza,

é para não mais sangrar.

 

Assim!

Uma verdade sem talvez, esteja certo! 

Uma realidade sem altivez, reinado, cetro!

Uma flor a mais..

rivkahcohen

…*…

Vejo essa flor amarela

é a que está ali no meio…

souzinha e quase abandonada

mas…ela apesar de parecer

fria e indefesa, tem alma…

e com sua fragrância e beleza…

apenas está pedindo a câmbio

mas… sem arrogância…

umas gotas de água ou orvalho

para poder sobreviver…

Sua alma é parecida com a minha

que sofre sem piedade

as feridas e as penas

deste mundo cruel…

mas que apenas sobrevive

com o calor dum carinho…

aquele que só pode dar…

um amigo fiel!..

Rosenna

Buenos Aires-Argentina

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LIBERDADE

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 25, 2007

Liberdade é correr como o vento,

Minuano a percorrer os pagos

é um cavalo selvagem no tempo.

 o grito preso na boca de escravos

Liberdade é sentimento de alma

inerente a cada um ser humano

é a  paz  de uma manhã calma

ou o furor do ciclone soprando

É paradoxo entre ser ou não ser

é um escrutínio do sentimento

algo que queremos e podemos ter

A capacidade de encontrar alento

quando o corpo preso pode ser

mas não fica cativo o pensamento

Jorge Linhaça

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Nem Ontem, Nem Amanhã…

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 25, 2007

Não existe nem ontem nem amanhã.
Só existe este momento,
que deve ser aproveitado,
por ser mais precioso do que pensamos.

Sentei-me a beira do lago,
de óculos escuros, para melhor observar,
Mesmo que o sol já tenha se inclinado no horizonte.

A superfície do rio estava lisa
apenas dois biguás deslizavam,
deixando atrás de si um ” V “,
quebrando a monotonia.

No alto uma gaivota gritando,
rodopiava no ar, no crepúsculo, desaparecendo.

Na beira do rio,
lado a lado com as lembranças,
através das lentes escuras,
olhando os círculos que se expandiam
na superfície, estávamos, eu, e o Hoje…

O sol já se despedira,
uma leve brisa afagava meus braços…
Estava pronta para voltar.

Sou grata a vida
por deixar-me captar a sua essência…
E nesta caminhada levarei as recordações
Que aquecerão o entardecer de minh´alma…

Delasnieve Daspet

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Falta de Tempo.

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 25, 2007

O problema mais crucial é a falta de tempo.

Falta-nos tempo.

Falta-nos tempo para os amigos.

Para a familia.

Para descansar.

Para nos divertirmos.

Até para sonhar, para amar,

Falta-nos tempo!

O corre-corre da vida

Nos deixa apreensivos e tensos.

São tantas as obrigacões

Que não sobra espaço para a gratuidade.

Para o encontro das coisas belas,

Para a grandiosidade da vida.

Não sobra dinheiro para nada.

Não podemos nem mais passear.

Ou comprar algo para os nossos familiares.

Nem tempo para agradecer, temos!

Tudo agora tem de ser medido.

Calculado.

Pesado.

Estamos perdidos!

Vivemos apreensivos com as coisas

Que nos cercam.

A nossa mente já não se organiza

Para corresponder a tantas solicitações.

Tamanha é a opressão!

E com falácias lamentamos

Não poder fazer nada pelos pobres,

Obras sociais, pelos doentes…

Os fins de semana não são suficiente para

Cuidarmos de nós, quem dirá  dos outros!

Mas lembremos que tudo que  dá paz e serenidade

Reside na gratuidade.

Se a tua alma for grande.

Se teus sentimentos forem nobres,

Se não desprezares teus semelhantes,

Estarás pleno!

Encontre apenas – um tempo em tua vida.

– Um espaço em  teus sonhos –

Para o amor e a ternura,

Não te contentes com sobras.

Delasnieve Daspet

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Conduta

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 25, 2007

Agora vou mudar minha conduta,

não vou mais fazer sofrer meu coração

Chega de tédio, chega de saudade…

Vou fazer da minha vida uma canção,

que fale de amor sem preconceito,

que fale de saudade sem  contexto

Que as notas musicais corram leves e soltas

 no teclado da minha existência….

Que eu seja feliz…

Que eu seja amada por alguém diferente,

que não seja na vida um mero aprendiz

Vou mudar o modo de me vestir,

trocar a cor dos meus cabelos

Vou tomar sol, me bronzear…

Vou mudar tudo…

até o meu modo de pensar.

Aquela menina que um dia te amou

acabou, ficou p´ra trás

Não adianta bater o pé,

ela não vai mais voltar…

Agora é uma mulher

que pensa e sabe o que quer,

e o que ela quer é ser feliz,

é viver e vencer na vida.

P´ra isso ela foi a luta,

e vai mudar sua conduta.

faffi..

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Apelo

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 24, 2007

Vou colhendo de minha vida todas as derrotas,

assustada, eu sigo alimentando o fio das certezas,

e então, prostrada nessa imensa fila de tristezas,

sorteio ao dia o gris papel da contorcida bancarrota.

 

 

Ouço o duro hino ao não, e da parede envelhecida,

vejo um triste mosaico na pintura agonizante,

retratando tais anseios com tristonho horizonte

confessando à prece a minha história repetida.

 

 

Sorvo o gole negro empurrando a sobra da migalha,

amargando a corda na garganta um tanto sofrida;

se um sentimento condecora a ousadia dos suicidas,

por conseguinte, o pulso foge aos riscos da navalha.

 

 

Clamo a esperança deslumbrante de um arcanjo revesso,

quem sabe o milagre ao vão nascido nos nascidos vãos,

mas meus estilhaços tão cansados vêem o pó do chão

… ironizando o vácuo tão descrente do meu gesso!

Sandra Ravanini

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Esquecer Eu Quisera

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 24, 2007

Esquecer eu quisera…

Ah, quem me dera!
Minha mente alucinada vibra, gira…

 Entorta minha cabeça,

Mas sempre diz sim às lembranças…

Que não esqueço!


  Esquecer eu quisera…
Da responsabilidade da vida

Que me engole aos pedaços, 
Sem mastigar minha carne,

 Sem sentir meu gosto!


  Esquecer eu quisera…
Das décadas todas da minha vida,
Onde presenciei uma guerra traiçoeira
Através de filmes, jornais…

E revistas sem censura!

Bombas despencando

Sobre cabeças adormecidas,
Antes mesmo do alvorecer…

Explodindo sem aviso, destroçando

 O que encontravam à sua frente!

Esquecer eu quisera…
E não mais lembrar do medo que eu sentia, 
Sem saber se era verdade ou mentira,

 O que eu via e ouvia!

O pavor tomava conta do meu corpo
Encolhido na cama…

 Onde meus olhos choravam!
Não havia entreatos…
Os soldados jamais voltavam,

Ao levantar do pano,

 Para o início do segundo ato!

Ficavam ali, tombados, expostos às moscas,

 Vermes e abutres esfaimados!
   Onde, os deuses ensandecidos,

 E toda sua maldade?


Nunca soube que em sua sanha…

 Houvessem deuses compadecidos…

Ao assistir o sofrimento do povo!

    Compaixão não existia por qualquer alma,

 Por alma nenhuma… E nem por nada!


  Esquecer eu quisera…

E não lembrar mais dos fogos da minha infância,
Por não serem eles bonitos,
como fogos de artifício!

Fogos daninhos que me assustavam…

 Faziam-me tremer de pavor…

 Porque a queima de fogos  apresentados…

Nunca passaram de bombas, canhões,

 Rajadas de metralhadoras, aviões explodindo,
Pára-quedas no ar incendiando!

 

 Esquecer eu quisera…

E apagar da lembrança, a visão de soldados

Desacompanhados de suas damas,
Dançando uma valsa desconexa
nos campos de batalha…

Rodopiando até à morte!


  Esquecer eu quisera…
De donzelas graciosas, que, existiram sim,

Mesmo que por pouco tempo… 
Vítimas inocentes, violentadas e mortas,

 Por seres sem escrúpulos!


Esquecer eu quisera…

 Dos rapazes, que, nasceram sim, 
Mas os governos em seus extremos,

 Os tornaram adultos de pouca idade!


Seguiam aos campos de batalha

 Com passagem paga!

Partiam com pouca bagagem

Sem o bilhete de volta!
  
Esquecer eu quisera…

Que eu não andava por ruas, e ruas…

Eu não andava por rua nenhuma,
Pelo pavor que os bombardeios me causavam…!

E o barulho imaginário das bombas…

Explodindo em meu quintal avermelhado

Refletindo a cor das chamas…!

Eu não escrevia frases, nem frases…

Eu sabia, mas não escrevia nada…

Apenas orava, e orava…
Para que Deus fizesse calar o ruído das armas

Que martelavam meu cérebro e ouvidos,

 Pondo-me em estado de alerta…

 Ao imaginar bandeiras esgarçadas,

 Hastes cravadas ao solo, pelas mãos de soldados

Ao se apossarem de novas terras ensangüentadas.

 Naquela época, o relógio do tempo era calmo…

Não gritava, não dava ordens, nada demarcava…

Para ele pouco importava o fim, ou o começo de nada!


 Ah, se eu entendesse de profecias quando criança,

 E soubesse que o instante é fixo,

Mas não duradouro, talvez não tivesse sofrido tanto!
  

Ah, quisera ainda lembrar das santas…

Que cultivavam rosas…
E de suas imagens cristalizadas,

 Ocultas em algum canto de minha memória!


Aonde, o mundo, o povo sem vida

 Enterrando seus mortos?

Como seria bom serem eternos,

Somente pensamentos que nos fizessem reviver

Momentos mágicos!

Esquecer eu quisera…

 Mas como?

Se ainda me lembro o quanto doeu,

 E dói, o terror do holocausto,

Da guerra maldita que me volta à memória,

 Ou em pesadelos, reaviva meus medos,

Fazendo rolar novamente…

Cada lágrima chorada dos meus olhos…!

Iracema Zanetti

À amiga Rivkah Cohen


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PROHIBIDO AMOR

Posted by amizadepoesia em Fevereiro 24, 2007

Paraíso terrenal que nos cautiva,

como fruta prohibida es tu amor.

Serpiente que me incita a pecar,

estallido de locuras por doquier.

Moldeas mi cuerpo con tus manos,

alfarero regodea con su arcilla.

Palmo a palmo lo tallas a medida,

de tu cuerpo apetente de placer.

Me sumerges en tu copa de champagne,

en burbujas me elevo hasta las nubes.

Mis pupilas que asemejan dos estrellas,

bajo una luna cómplice se estremecen.

 

©SKORPIONA

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