Passaram-se horas
sem fugir dos obstáculos
Passaram-se velhos meses
tão conhecidos
para afugentar as névoas
Novos dias surgirão…
para clarear as idéias
Entre o Céu e a Terra
um novo Tempo para semear
A Esperança da colheita
O abençoar dos frutos
Tempo da Renovação
no aprendizado diário
na troca de experiências
o espalhar de inesperadas sementes
através de atitudes mais equilibradas
ao se cruzar sabiamente os rios…
o acompanhamento do olhar nas margens
vai além das palavras rasas
Bons ventos
têm atitudes enérgicas e racionais:
Desejos de Saúde, Harmonia nos lares
Prosperidade,
Votos de Paz na Terra
da Conscientização fixando serenos ideais
A espera do ANO NOVO… gera uma época de
expectativas de Vida em Festa, nos corações.
Rosangela_Aliberti
Archive for 1 de Janeiro, 2008
FELIZ ANO NOVO
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
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Alma Corsária
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
De tanto sono me baixa uma lucidez estranha
em que a amendoeira pousa, luminosa, rara,
sob o fundo escuro da noite meio baça
(cilíndrica, roliça, bizarra)
seu vulto verde acocorado sobre a água
da piscina que não tem um pensamento.
Eu sinto inveja dessas águas anuladas
tão plácidas, idênticas ao próprio contorno
enquanto eu mesma nem sei onde começo,
quando acabo
e sofro o assédio de tudo o que me toca.
O mundo ora me engole, ora me vara
e tudo o que aproxima me desterra.
Chorei, ao ver no chão da cela,
o botão arrancado na contenda,
os óculos pisados do escritor judeu.
Tenho um coração que estala
com o peteleco das palavras de Clarice.
Numa vila miserável na Bahia,
um negro lindo, lindo,
dança ao som do corisco
_ e só me apaixono por casos perdidos,
homens com um quê de irremediável.
Mais de uma vez, imóvel, circunspecta,
vi abrir-se a máquina do mundo
sob a luz inclinada de Ipanema,
na Serra da Bocaina, no meio da floresta,
no alto da escada no topo do morro
por onde a moça seqüestrada vinha subindo
debaixo das lágrimas do pai.
Mais de uma vez meu coração trincou feito vidro
diante da página impressa,
e sempre que a palavra justa vem tirar seu mel
de dentro da copa do desespero de amor.
Acredito, do fundo das minhas células,
que uma amizade sincera “é o único modo de sair da solidão
que um espírito tem no corpo”.
Sim, eu acredito no corpo.
Por tudo isso é que eu me perco
em coisas que, nos outros,
são migalhas.
Por isso navego, sóbria, de olho seco,
as madrugadas.
Por isso ando pisando em brasas
até sobre as folhas de relva,
na trilha mais incerta e mais sozinha.
Mas se me perguntarem o que é um poeta
(Eu daria tudo o que era meu por nada),
eu digo.
O poeta é uma deformidade.
Claudia Roquette-Pinto
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Divina Música!
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Filha da Alma e do Amor
Cálice da amargura e do
Amor
Sonho do coração humano, fruto
da tristeza
Flor da alegria, fragrância e
desabrochar dos sentimentos
Linguagem dos amorosos, confidente de
segredos
Mãe da lágrimas do amor oculto
Inspiradora de poetas, de compositores
e dos grandes realizadores
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
das palavras
Criadora do amor que se origina da beleza
Vinho do coração que exulta num
mundo de sonhos
Encorajadora dos guerreiros, fortalecedora das
almas
Oceano de perdão e mar de ternura
Ó Música
Em tuas profundezas depositamos nossos
corações e almas
Tu nos ensinastes a ver com os
ouvidos
e a ouvir com os corações
Kahlil Gibran
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Lagrimas de saudade.
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Adentras a porta de minha alma, toma meu coração e me tornas teu em noites intermináveis de magia e sedução.
Fazes de cada dia um instante mágico e meu coração sorri com serenidade. Repousa, enfim, após a longa batalha.
Dá a solidão como vencida, promete-me poder ter-te pelos meus dias e, a seguir, a crença que, enfim, poderei voltar amar e ser amado.
Gestos de menino, de homem e de mulher se misturam sem limites, os corpos se entregam em êxtase total.
Faz tudo ao redor parecer pequeno e transformas meu mundo em teu, coloca chaves em meu coração e se torna o guardião das mesmas.
Silhueta de homem, alma de mulher… traz a mistura do mistério, sensualismo, delicadeza e ao mesmo instante, de força e persistência.
Faz enfim, de pequenos caminhos de minha alma grandes alamedas floridas e prontas a receber-te em solo seguro.
Mas o tempo ingrato, senhor absoluto vem e cobra teu retorno.
Voltas tu para os teus agora.
Será dada a resposta.
Seremos fortes o suficiente para a tal espera ou seremos vencidos?
Cristal Solitário
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Impressão Digital
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.
António Gedeão
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ÁRVORES ARTIFICIAIS DE PLÁSTICO
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
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Velhas Roseiras
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Eu já tive milhares de companheiros e colegas.
Dentre eles, fiz centenas de bons amigos.
Mas nem todas as amizades duraram.
Algumas pareciam sólidas como rochas,
mas não resistiram aos tempos e às circunstâncias.
Assim sobraram poucos amigos de infância,
pouquíssimos amigos de escola,poucos amigos
de adolescência,poucos amigos de juventude!
E pensar que a gente brincava todos os dias,
via-se todos os diase não saia da casa um do outro…
De repente, outros afetos, outros amigos,outros
interesses, outro tipo de vida,longos anos de
distância e mil preocupações da vida nos
afastaram totalmente.
Agora não sei onde andam e os que vejo
aqui e acolá são amigos de “Bom dia”…
Mas nada acontece.
A gente se respeita e se admira, mas a amizade
de infância, de juventude não volta.
Mudaram eles ou mudei eu?
Ou foi a vida que nos mudou a todos?
Restam algumas amizades fiéis que resistem a tudo…
O que sei é que fiz muitos amigos e não conservei
aquelas amizades.
De bons amigos que éramos, somos hoje bons
conhecidos que se saúdam de passagem e se respeitam.
Às vezes nem isso.
Crescemos e nossa amizade ficou lá no passado.
E eu digo a mim mesmo:
“Feliz o homem que sabe cultivar sua roseira!
Talvez não seja tarde..
Roseiras velhas
também produzem rosas lindas e viçosas.
Basta recultivá-las…”
Padre Zezinho
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Sem medo
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Que a felicidade não dependa
do tempo,
nem da paisagem,
nem da sorte,
nem do dinheiro.
Que ela possa vir com toda a simplicidade,
de dentro para fora,
de cada um para todos.
Que as pessoas saibam
falar,
calar,
e acima de tudo
ouvir.
Que tenham um amor ou
então sintam falta de não tê-lo.
Que tenham um ideal e tenham
medo de perdê-lo.
Que amem ao próximo e
respeitem sua dor,
Mas acima de tudo,
que sejamos amados,
para que tenhamos a certeza
de que viver… vale a pena!…
Vera Durães
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VEM PEQUENO… DEVOLVA-ME O QUE PERDI!
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Vem devagarzinho toma conta de meu coração,
Em teus dias mostra-me o caminho de volta,
Conceda-me a força que o teu antecessor me retirou,
Devolva-me aos olhos o brilho da alegria,
Dá-me o amor que foge entre as mãos…
Deixa sentir-me amado, desejado, querido,
devolva-me as palavras, o encanto, o gesto simples de simplesmente falar….Eu Te Amo!
Vem devagarinho reconstrói em mim tudo de bom, perdido no caminho e na selva da ingratidão,
faz-me sentir gente, desejado amado, devolva-me o sentido de pensar, buscar em mim as forças que sei que ainda me restam, transforme a minha gotícula de esperança em oceano de maravilhas, de sabedoria e de felicidade.
Vem dia-a-dia, minuto a minuto não castigue meu ser, tende piedade dos meus sentimentos, prepara-me sempre para o perdão.
Dei-me as forças de reconstruir tudo de bom, que se fora, deixado ao longo da estrada, dai-me sempre a luz, dai-me sempre o entendimento, dai-me a paz.
Devolva-me os braços que me protegem, devolva-me o coração que me idolatrava pelos sentimos mais profundos.
Renasça em mil o vulcão do amor, faz-me sorrir, aplaudir a natureza, voltar a falar com os pássaros, sentir-me próximo aos anjos, faz-me um exemplo de amor de alegria e de força.
Ah!… fui castigado, duramente, por aquele que se vai,
será que tu vens para ajudar-me a fechar as feridas
será que me darás mais uma chance de voltar a ver meu coração bater, meu corpo tremer, será?
Enfim,… não há como fugir de ti…então…
Vem era do amor! E cumpre teu papel!….
Vem, reconstrói os corações, sepulta as ofensas, os desalentos, as discussões, aproxime as mãos, abre o coração, de lugar, enfim… ao entendimento……
Vem ano novo, vem!!!……….
PAULO NUNES JUNIOR
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O culpado
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
A gente morre a cada maldito instante
Sem saber o que acontece
Com remédios ou sem
Pensando nas coisas que fizemos
Ou de olhos fechados
A gente morre como nos filmes
Rápido na multidão
Tendo um ataque do coração
Ou aos poucos na calçada
Com um corte de faca
A gente morre escrevendo obituários
Temos o cheiro da morte
Os animais nos evitam
Então os parentes choram
Depois nos mandam flores
A gente morre nos porões
Antes,durante e depois dos interrogatórios
Somos a razão das dúvidas
Somos as forças ocultas
Somos a ameaça aos poderosos
A gente morre nos noticiários
Nas manchetes jornalistícas
Vítimas de acidentes aéreos
Destroçados por carros sem controle
Atingidos por balas perdidas
A gente morre nos braços da amante
Envenenados na sala de jantar
Queimados nos incêndios
Ouvindo sentenças nos tribunais
Dos cumpridores das leis
A gente morre sozinho
Dentro das quitinetes
Jogados em casas de repouso
Abandonados nos albergues
Esquecidos debaixo dos viadutos
A gente morre nos bastidores
Chifrados por touros
Sonhando com anjos
Dormindo na banheira
Esticando as pernas
A gente morre fulminado por raios
Na portas das catedrais
Orando para árvore da vida
Cantando para um Deus surdo e vingativo
Senhor dos campos de Ur
A gente morre nas palavras
Dentro dos livros de bolso
Consturando meias verdades
Contruindo mentiras políticas
Vendendo pão e peixe
A gente morre demolindo o tempo
Esquecendo a quem se ama
Partindo para um lugar distante
Renegando os filhos
Pulando dos abismos
Carlos Assis
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MAIS QUE VÃS PALAVRAS
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Levam sorrisos e também um lamento
Por não serem lidas com mui atenção,
Por todos que cingem em seu coração
A apetência, em aprender com alento,
O que lhes vou dizer deveras sedento
De passar, a palavra útil, sem coação,
Levando de mim toda a contemplação.
Quem ler e reler milha poesia cuidará
De a cultivar na terra, bem mais fértil,
A si e aos outros depressa aprenderá
A tratar, como fertilizante flor nascida,
E tudo o que era coisa rude e infértil,
Será por vós, leitores, agora induzida.
Jorge Humberto
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Libertando sonhos
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Libertando sonhos
Festeje o ano que acabou não apenas como dias que se passaram,
e sim como mais um trecho percorrido na estrada da sua vida!
Festeje a alegria que lhe extasiou e a dor que lhe fez crescer!
Festeje pelo bem que foi capaz de fazer e pelo mal que foi capaz de superar!
Abra os braços e o coração para receber os sonhos e expectativas do ano novo.
Jogue fora o medo, sinta a vida! Sonhe, busque, espere… ame!
Deixe sua alma voar alto… Mentalize seus desejos mais íntimos
e acredite: eles também chegaram ao céu.
Irão se misturar as estrelas, irão penetrar no Universo
e voltarão cheios de energia para tornarem-se reais.
Basta você querer de verdade, ter fé e nunca, nunca desistir deles!
Acredite nos seus sonhos e seja feliz acima de tudo !!!
Th@
Feliz 2008.
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Ano FELIZ de 2008
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Ano FELIZ de 2008
O nosso tempo diluído no tempo.
O tempo que já passou,
foi folha solta no ar.
Resta o que se lembrou,
que nunca irá voltar.
Diz o povo: Há sempre um amanhã.
Mas ninguém nos pode garantir se nesse amanhã estaremos representados. Mas na verdade poderemos ser lembrados sim.
Não por termos passado impunemente por esta vida, gozando das suas delícias, ocultando-nos em sentimentos secretos, criando um mundo de auto veneração não permitindo a partilha dos nossos valores, se os tivermos, desacreditando assim o ser humano como criativo.
Mas sim, realizar-nos em obras de cunho social, dando de nós os valores, que nossos vindouros possam pautar-se para definir o que é bom e proveitoso para o seu bem-estar.
Elaborar obras cujo conteúdo, seja lição de vida ou motivo de reflexão ou até de elevação, como o caso da música, poesia, pintura ou de outras manifestações de arte ou simplesmente dar muito amor. É assim que poderemos ter para sempre um amanhã.
No entanto com a ajuda de DEUS ainda estamos cá para festejar a vinda do ANO DE 2008 e é neste contexto que vos desejo que sejam lembrados sempre.
Que este novo ano vos traga a realização dos sonhos difíceis, que perpetuem a vossa presença, neste mundo cada vez menor.
Do fundo do meu coração a todos os meus amigos, inimigos e afins: Desejo as maiores FELICIDADES.
FELIZ ANO DE 2008
António Zumaia
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ESTE ESTAR SEM TI
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Este estar sozinho, este estar sem ti,
Deixa-me tão absorto como nunca vi
Em ninguém; e, se minha poesia flúi,
É porque, a si própria, ela se conclui.
E age tão naturalmente de si para si,
Que eu, sou um mero espectro, aqui.
Espectador atento de tudo que influi,
E em letras e conspicuidade, se dilui.
Sim porque aqui a riqueza já tendeu,
Por sua iniciativa, ocupar, em mãos,
Estes versos, que, se comprometeu,
Serão seus, jamais meus. Disforme,
Insano compadecer, cheio de nãos,
Assim, pois então, que se conforme.
Jorge Humberto
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ANO NOVO
Posted by amizadepoesia em Janeiro 1, 2008
Mais um ano se passou, outro, se acerca,
Boas novas nos trará que ninguém perca
O que ele nos reserva; do ano que findou
Só a lembrança já esquecida, inda restou.
É altura em que uma nova porta é aberta,
E as pessoas saem à rua, na descoberta,
De novas caras e novo corpo se aligeirou
Para ficar bonito, o que, a todos, mostrou.
Aberrações e outras agilidades, prestam,
Aqui, seu serviço, em nome de uma festa
Que milhares de pessoas aí bem atestam.
Muita bebida rolará, muito sexo praticado,
Mas sem esses condimentos nada presta,
E a ressaca, resume-se, a mero vomitado.
Jorge Humberto
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