amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 7 de Março, 2008

MINHA GRANDE DECEPÇÃO

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

A grande decepção da minha vida

  veio de alguém que só me chamava de querida….

  Que dizia aos quatro ventos

  que eu seu amor era 24hs do dia….

  Ah! Querido porque tudo acabou…

  Porque sem razão aparente você me deixou????

  Porque levou consigo minha alma,

  meus sonhos, minha tão linda calma….???

  

  

  Hoje estou novamente inteira
  Sou uma verdadeira guerreira

  No meu coração somente cabe amor

  e, há muito ele o perdoou…

  Sei que hoje sua vida muito mudou

  que a felicidade vivida ao meu lado

  somente na sua saudade ficou….

  Sei que quando você faz amor

  é no meu nome, no meu corpo, no meu carinho

  que você pensa sozinho….

  Sei que no seu coração sempre estarei…

  Sei que na sua vida uma benção, serei….

   Sei que o amor verdadeiro da sua vida

  Para todo o sempre SEREI EU!

Penhah Castro

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O FILHO DE SUA MÃE

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

 O filho de sua mãe,
            havia partido para a guerra.
            Fora ele e outros também,
            lenços brancos,
            alguns prantos,
            na abandonada terra.

            Ao longe as noivas viam
            o barco a perder-se no mar.
            E os santos traziam,
            para pedir suas almas
            e assim mais calmas,
            esperavam o regresso ao lar.

            No plano do chão,
            o filho de sua mãe,
            atingido por fogo alemão –
            trespassado,
            de lado a lado -,
            jazia morto na terra de ninguém.

            A farda exangue,
            que sua mãe tão bem cuidara,
            raiava-lhe o sangue,
            no canto da boca,
            desta guerra louca,
            que ele em vida desprezara.

            Seus olhos vazios,
            guardavam os céus,
            cabeleira negra os estios.
            Agora jaz frio e arrefece,
            o menino que ninguém esquece,
            que o guarde algum deus.

            E na sua terra natal,
            todos esperam súbito alguém,
            enquanto a comida pascal
            é distribuída,
            mas não servida,
            há espera do menino de sua mãe.

            Jorge Humberto

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NO CRAVO E NA FERRADURA

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

Sou o que sou, sem jamais ter sido,
penso o que penso, num eterno pensar
escrevo o que escrevo, vale o escrito
navego mares, sem jamais navegar.

Perco e me perco, sem ficar perdido
Falo e não falo, mas não sei calar
Morro e não morro, sem ter morrido
Ressurjo das cinzas…só pra te amar.

Dou uma no cravo
outra na ferradura
Mas não jogo água
na tua fervura…

Lembro e relembro o já acontecido
Apago as pegadas na beira do mar
Me perco no tempo, tempo perdido
Se sonho meu sonho, apenas sonhar.

Esqueço o isqueiro, já esquecido,
Acendo um cigarro na luz do luar,
Ouço e não ouço, confusos ouvidos,
Poemas escritos, pro tempo apagar.

Dou uma no cravo
outra na ferradura
Mas não jogo água
na tua fervura.

Jorge Linhaça

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MULHERES NEGRAS.

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

 
Do tempo das amas-de-leite,
das senzalas e mucambas,
Aind’há  quem te desfeite,
(Do tempo das amas-de-leite)
quem deboche  teus enfeites,
e te faça a vida tirana
Do tempo das amas-de-leite
das senzalas e mucambas.

II

Ser mulher e, negra, também ser,
é sentir, em dobro, a dor,
é lutar e sobreviver.
Ser mulher e, negra, também ser,
é por duas sempre valer,
é desdobrar o seu valor
Ser mulher e, negra, também ser,
é sentir, em dobro, a dor.

III
É guardar dentro do peito,
o grito da liberdade,
qual o mais doce confeito.
É guardar dentro do peito,
a esperança dum mundo feito
de paz e igualdade
É guardar dentro do peito,
o grito da liberdade.

IV
É ser sempre a guerreira,
vencendo obstáculos,
e tomando a dianteira.
É ser sempre a guerreira,
e vencer, à sua maneira,
desta vida os percalços
É ser sempre a guerreira,
vencendo obstáculos,

V
Mulher negra, negra mulher,
fica aqui esta homenagem,
de um poetinha qualquer.
Mulher negra, negra mulher,
venha o tempo que vier,
és sinônimo de coragem.
Mulher negra, negra mulher,
fica aqui esta homenagem.
 
Jorge Linhaça

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Eu quero ser!

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

Anjo na sua vida
  enfeite da sua árvore
  a bola da vez
  a poeira da estrada
  o cansaço da caminhada
  problema a ser resolvido
  solução que alegra
  peito que aconchega
  colo quente pra sua cabeça

  Eu quero ser pra você!
  Companhia desejada
  presença marcada
  ausência que não existe
  emoção benfazeja
  comida na mesa
  chão que você pisa

  Me deixa ser
  a musa da tua poesia
  do mar a maresia
  do vento o assopro fresco
  me deixa ser
  Eu quero ser

  Sua metade!
  onde não exista maldade
  só querer!
  Deixa vai?

  SuelyDam

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FADO TROPICAL

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

Oh, musa do meu fado
        Oh, minha mãe gentil
        Te deixo consternado
        No primeiro abril
        Não sejas tão ingrata
        Não esqueças quem te amou
        E em tua densa mata
        Se perdeu e se encontrou
        Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
        Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

        “Sabes, no fundo eu sou um sentimental.
        Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo (além da sífilis, é claro!).
        Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,
        trucidar,
        o meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora…”

        Com avencas na catinga
        Alecrins no canavial
        Licores na moringa
        Um vinho tropical
        E a linda mulata
        Com rendas do Alentejo
        De quem numa bravata
        Arrebato um beijo!
        Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
        Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

        Guitarras e sanfonas
        Jasmins, coqueiros, fontes
        Sardinhas, mandioca
        Num suave azulejo
        E o rio Amazonas
        Que corre Trás-os-Montes
        E numa pororoca
        Desagua no Tejo

        Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
        Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
        Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
        Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Chico Buarque
 Carlos do Carmo

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Desatinos.

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

Desdisse o ditado,
Imaginei ter soletrado
Com todo rigor,
O nome de um grande amor.
Mas fracassei no sentido,
Sentindo-me assim oprimido
Na clausura do estado,
Estático; do surpelativo
Absoluto sintético.
Que se tornou o meu viver.
Tudo isso quando enfim teus lábios intensos,
Na minha boca fez repouso.
Para que eu bebesse do desatino.
Destino!
Instituindo loucura no meu coração.
Razão!
O que será de ti….
 
Gerson F. Filho.

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Coercivo Silêncio.

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

O vazio,
Minha impertinência.
Solidão,
Meu acesso a circunstância,
O desconforto de ter opinião.
Ocasião e desperdício,
Pois o cerne do sacrifício
Está no profilático estar só.
A escolha entre ter atitude
Ou ser apenas solicitude.
Massa de manobra,
Um lugar comum ao vento.
Aquelas coisas que decoram o átrio,
Elemento artificial.
Substancial apenas ao uso
E desuso das oportunidades de plantão.
No silêncio cultivo meus azedumes;
Mortifico-me.
Porque na ausência do inesperado
Mora a monotonia.
 
Gerson F. Filho.

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Vá Embora!!!

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

Não… não diga nada…

                                Qualquer palavra,

                                bem sei… não seguraria

                                as lágrimas…

                                Vá, vá embora por favor…

                                Nada irá curar a minha dor…

                                Amei, amei demais…

                                nada mais restou…

                                Não importa se você

                                ainda me ama… ou amou…

                                Vou sair… cuidar de mim…

                                Beijar outras bocas…

                                Apagar a tristeza que ficou…

                                Outros irei conhecer…

                                Sem jamais lhes dar amor!…

                                Vá…  vá embora…

                                Por favor!…

   Marilena Trujillo

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Pensamento

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

 “Ainda não consegui decifrar…
      O que é mentira e o que é verdade…
      Mas sempre
      Minto… Dizendo a verdade”.
      Mary Trujillo

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Ambigüidades.

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

Arguta fase.
Astuta catarse,
Que me onera a vida
Entre atributos nulos,
Neste ocaso empírico
Que finaliza a sensação.
Pois vivi a fundo
E profundamente,
Obliterei o exato
Por uma gota de emoção.
Exclusão exposta dos sentimentos,
Estes tão lenientes com a questão:
Minha alma presa no grito,
E o gemido gerando sustentação.
Estabilidade morfológica
No ambíguo umbigo da razão.
 
Gerson F. Filho.

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A ÁGUA ESTÁ A ACABAR

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

O Homem subtrai-se e aos recursos naturais.
                  Pensamos que as coisas duram para sempre
                  mas se virmos bem da´águas os seus caudais
                  há muito estão a morrer, assim, de repente.

                  Os cientistas em seus esforços excepcionais,
                  gritam a quem quer ouvir, que a vil semente
                  que está a acabar com nossa água, florestais
                  causas tem, ao destruir-se aí, implicitamente

                  As florestas e os matagais que são os diques
                  naturais, que sustém a água, suas nascentes
                  fazendo-as recuar sem estorvo ou repiques.

                  Temos água pra mais cinquenta anos, dizem
                  seria pois bom que os nossos lautos crentes
                  as nossas comunidades cientificas ouvissem.

                  Jorge Humberto

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VOCÊ : ALIMENTO DA MINHA EMOÇÃO

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

Já o inundei com o meu amor!
      Já derramei sobre você, minha PAIXÃO!

      Já é todo seu meu coração…

      E, o meu amor se alastra sobre nossa vida
      como um tsunami feroz
      que me deixa prostrada, mas FELIZ
      porque sei que sou muita amada…

       Você meu amor veio a mim de mansinho,
      tocou minha alma,
      aos pouquinhos ganhou meu carinho
      e, agora, tem toda minha vida,
      que dentro do meu peito não mais pode ser contida…

      

      O meu amor é eterno como o espírito…

      Inocente como uma criança…
      Apaixonante como a força do fogo…
      Compartilhado, iluminado, completo…
      Nosso amor está impresso no meu coração
      Editado nas paginas da minha alma…
      

      Diante de Deus e do mundo sou sua a cada segundo
      desta e de todos as vidas…

      Entre todos os meus amores você é aquele que veio
      pra ficar gravado no meu corpo
      e, fixado na minha alma…

Penhah Castro

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FUNESTO

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

Já descarnado de cor azulada
                  todo o corpo se decompõe.
                  A alma aprisionada,
                  pelos próprios desvarios,
                  tenta libertar-s do
                  cárcere privado,
                  no qual ela mesma se encerrou,
                  em sua vida fugaz,
                  cheia de erros e desatinos.
                  Pobre alma,
                  presa ao lodo da terra,
                  sem poder alçar
                  o vôo da redenção.
                  Funesto Ser
                  teu destino é a escuridão,
                  onde te sentirás morto,
                  sem um corpo a te servir.
                  E nada mais terás,
                  do que as trevas
                  da perdição!

Guida Linhares

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SINISTRO

Posted by amizadepoesia em Março 7, 2008

Com tochas roubadas
                  furámos as trevas
                  soltámos os cães
                  furtámos à noite
                  mansões assombradas
                  vertendo pavor.

                  Pisámos tapetes
                  de folhas que davam
                  estalidos de dor.

                  Os olhos das sombras
                  e os os uivos das feras
                  e as aves gemendo
                  fendiam o chão.

                  Atrás vinha o medo
                  e à frente clarões
                  trovões no arvoredo
                  com braços gigantes
                  dedos retorcidos
                  e já descarnados
                  de acor azulada.

Orlando Caetano

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