amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 27 de Março, 2008

O MAR

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Mar, que encantas aos olhos
e enfeitiças todos os corações.
Em tuas profundezas escondes abrolhos.
São valiosos tesouros cheios de emoções.

Quem me dera em ti poder mergulhar
com a alma lavada e as mãos vazias
sem pensar em mais nada, apenas afundar
morrer de noite, para renascer noutros dias.

Sei que és indiferente às minhas estações.
Sequer queres saber se estou sofrendo.
Apenas te importa fugir das sensações,
que estão a te fustigar, não há remendo!

Talvez neste mergulho eu me perca total,
nem volte à superfície, morra de inanição.
Quem sabe tudo não passe de algo irreal,
que está me levando às raias da alucinação.

Mar, que me fazes entrar em devaneios,
seja a tua força a segurar o meu território.
Não me faças perder a razão, pelos receios
de estar enganada. Conceda-me o teu ofertório!

Guida Linhares

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QUAL O TAMANHO DE TEU GESTO

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Não é só o gesto primário que conta
      mas a continuação, duma boa acção.
      E o gesto duns para outros remonta
      de séculos atrás, sequer havia razão.

      É que o gesto de hoje é feio, aponta
      discretamente e usa a discriminação.
      É como viver, num país, faz de conta
      onde reinasse livre ignóbil purgação.

      Claro que depois todos contrapõem
      tecendo a sua inocência sem mácula
      juram pelos filhos mãos no fogo põe.

      Entanto todos sabem que o Homem
      mente usa subterfúgios e até cábula
      circulando, entre, os que consomem.

      Jorge Humberto

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Vem em Silêncio

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Vem…
Noite nascida destronada
Vem em silêncio
Faze da montanha um bloco
Só do teu corpo
Rasga as diferenças
Desce nos montes que sobem
As casas estão com fome
De distâncias imprecisas
Impossível de percorrer
Nossos sonhos se vão
Mas deixam a raiz
E os frutos são nossos sonhos
Do antiquissimo de nossa alma.
Vem solenemente
Com uma oculta vontade de soluçar
Não dominamos nossos gestos
Com tristeza desprezada
Arranca minha angústia
De inutilidade ao anoitecer.
Como flor desfolhada
Gosto do por-do-sol
Acho-o triste
Mas como gosto de olhar
O por-do-sol de minha terra
É o mais belo,igualç não há.
Só os tristes o admiram
Onde arde o rubro
Que talvez seja o futuro…

  Vany Campos

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A DEMANDA DO AMOR

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Já tanto dissemos um ao outro que o segredo
é imperativo mas nunca omisso, e, a verdade
assim liberta e conclusiva, avança, sem medo
de ser, no ente querido, a recente humildade

Somos filhos do amor, contra todo o degredo
que em silêncio falamos outra tanta liberdade
que nos acolheu como se subíssemos penedo
que esperasse por nós no cimo de uma cidade

E contra tudo e contra todos lutamos, cientes
de que nosso amor, a muitos então estorvava
pois, nossas palavras, sempre foram decentes

Quanta gente maldosa, nós aqui encontramos
no entanto, só o nosso coração, ali, nos guiava
e pelo tempo afora sem mais demora amamos

Jorge Humberto

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A voz que cala

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

A voz que cala no vale,

Sopro de tua voz,

Cheiro de tua boca,

Independente de ti,

Fica ao meu ouvido

Retumbante nos ares,

Dizendo da paixão

Que nos arrebata para a vida.

 

A voz que cala nas colinas,

Vento devastador

Destruindo esperanças,

Em nossas formas

Submersas no tempo

Que não nos exploramos,

Submissa às visões do mundo,

Mais que palavras que falam de ti.

 

A voz que cala na cachoeira,

Brisa serena do universo de nós,

Do mais profundo de ti,

Emergente em meu ser,

Lava nossas almas

Do pecado originado,

Orações não rezadas

De meu clamor por ti.

 

A voz que cala em tua boca,

Teus beijos não dados,

Nossa ânsia louca

Não nos entregando,

Relíquias do prazer

De nos termos para sempre,

Mesmo na certeza de te ter,

Não te tendo aqui.

 

A voz que cala no silêncio,

É a minha a teu ouvido,

Sinfonia que não quer parar

E te ofertando

O tema escolhido,

Inacabado assim, mas salutar,

Virtual, virtuoso, reprimido,

Vida e sobrevida para amar.

 

A voz que cala no tempo,

É meu ser que invade o teu,

A lira que me encanta,

E, maga, realiza meu sonho,

Apesar do desencanto,

De tua surdez aos meus apelos,

Indubitavelmente,

É a voz do meu amor por ti.

Ieda Cavalheiro

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QUEM ME DERA…

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Ouve os versos que eu canto,
e se queres, canta comigo,
deixa-me secar o teu pranto,
deixa-me ser o teu abrigo!

Se os meus versos parecem,
preto e branco ou coloridos,
são teus olhos que merecem,
da tua boca um sorriso.

Quem me dera ter, eu, asas
– navegar solto no espaço –
e ir pousar na tua casa
para aliviar-te o cansaço.

Quem me dera, ó coração,
a tua alma poder aquecer,
libertar-te de tua aflição,
e tuas cadeias romper…

Quem me dera, as musas,
divinas patronas das artes,
abrissem do amor as eclusas
e a minha paixão  inundar-te.

Jorge Linhaça

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Canção para o meu amor

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Teus olhos são luminárias,
      Clareando a noite escura,
      Onde versejo a ventura,
      Ora de amor…
      Ora de amor e amargura.

      Tuas mãos são as aves mansas,
      Que planam pelo meu céu,
      Num verso que é seu troféu,
      Vôo sutil…
      Mas do sutil é infiel.

      Teu sonho é ventania,
      Que costuma aqui pousar,
      Minhas cismas afagar,
      Mudando até…
      Até o meu jeito de amar!

      Teu pensamento é um intruso,
      Do tipo que eu mais preciso,
      Que mesmo sendo conciso,
      Sempre me chega…
      Chega em tristeza ou riso.

      Tua dor, ainda não sei…
      A minha, é a grande ausência,
      Do destino,  displicência,
      Porque ignora…
      Ignora a extrema urgência.

      Teu coração é meu ninho!
      Misto de jovem brejeiro
      Com esse velho guerreiro,
      Que bem me faz…
      Faz feliz o tempo inteiro!

      Tua alma, meu doce amor…
      De águas mansas,  é meu lago,
      Taça que sorvo de um trago,
      O fino vinho…
      Vinho do qual me embriago!

      E ao passarmos pelo tempo…
      O tempo eu vou desvendando,
      Sem que esteja preocupando,
      O que me importa…
      Me importa é seguir te amando!

Tere Penhabe

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Carinhoso convite

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Voando longe em pensamento galopante,
                  aceito o teu convite, amável e preciso,
                  embora esteja feliz no aconchegante
                   espaço do meu pequeno paraíso.

                  Aceito penetrar nesta encantadora utopia,
                  até por conta da minha tão amada poesia.
                  Quanto então me entranho em seus versos,
                  descortino cá de longe, mil sóis e universos.

                  Fecho os olhos às demandas lá de fora.
                  Abro as asas de passarinho libertado.
                  Colo meu rosto ao teu, a mão em boa hora,
                  busca teu peito, o coração bate acelerado.

                  Me aproprio das tuas pontes ilusórias.
                  Caminho pelas areias escaldantes
                  do deserto do Saara em provisórias
                  caminhadas rumando às ilusões mais penetrantes.

                  Na ilusão encontro o encanto dos dias,
                  em que sonhávamos com lagos e rios,
                  de frescas nascentes e nas cercanias,
                  alegres bichos copulavam em seus cios.

                  Encostarei em teu ombro a minha face;
                  caminharemos até quando o sol se deitar
                  lá atrás das montanhas. A lua em suave enlace
                  desvelará pela noite adentro, sua magia lunar.

                  Estarei de cara limpa, descalços os pés,
                  um simples vestido branco ajustado,
                  um chapéu rústico com laço de viés,
                  e o perfume que tanto gostas, almiscarado.

                  Nossas inquietas almas no éter irão flutuar,
                  ao som de melodias as mais harmoniosas.
                  Abraçada a você, sentirei que o desejar,
                  tem a marca das horas, as mais formosas.

                  Claro que a idade não importa,
                  tenho muito orgulho dos anos vividos.
                  Dançarei a noite toda, meu corpo suporta
                  o movimento em alfa dos pés abastecidos.

                  Minhas rugas de expressão, velho mapa
                  de tudo quanto a vida me deu em extensão.
                  Celulites e estrias? O que importa que não escapa
                  são mesmo as jóias que trazemos dentro do coração.

                  Por não teres rosto, chego bem perto,
                  para sentir o perfume que emana de ti,
                  nesta viagem astral, no campo ou no deserto.

                  És o meu EU! E sempre danço contigo!
                  Sejam alegres músicas ou tristes lamentos.
                  Habitas meu portal, és meu maior amigo,
                  tão certo quanto a esfera dos meus pensamentos.

                  Amar-te-ei nesta e em outras vidas.
                  Meu eu que me acompanha na trajetória.
                  através de um anjo de longas asas travestidas
                  de douradas penas em toda a sua glória.

Guida Linhares

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TEU CANTAR É DE SAUDADE

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

No aconchego de minhas lembranças,
      ouço tua voz cantarolando melodias
      com letras impregnadas de saudade…
      Acalentando meus momentos
        a sensação de tua presença,
      jeitinho manhoso, olhar meigo, sorriso maroto.
      Convite para carinhos, beijos e juras de amor…
       Convivência marcada em meu coração,
       um sentimento eterno,
      além, muito além desta vida…
       Nossas almas se completavam,
      quando uma era alegria
      a outra era só felicidade…
      Arde em meu interior
      e jamais se apagará,
      a chama eterna de nosso amor.
       Meus versos são de tristezas é verdade,
      é o sentir de meu coração
      na tormenta de tua falta…
      Não importa onde estejas,
      tenho plena certeza,
      entre emoções incontidas
       teu cantar é de saudade…

    J. Edwards

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Deixa eu Te Amar

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Quero ir na fonte do teu ser
            E banhar-me na tua pureza
            Guardar em pote gotas de felicidade
            Matar saudade que ainda existe em mim
            Afagar teus cabelos molhados
            Pelo orvalho que a natureza rega
            Com a sutileza que lhe fez a perfeição
            Deixando a certeza de amor no coração
            Deixa eu te amar
            Faz de conta que sou o primeiro
            Na beleza desse teu olhar
            Eu quero estar o tempo inteiro
            Quero saciar a minha sede
            No desejo da paixão que me alucina
            Vou me embrenhar nessa mata só porque
            Existe uma cascata que tem água cristalina
            Aí então vou te amar com sede
            Na relva, na rede, onde você quiser
            Quero te pegar no colo
            Te deitar no solo e te fazer mulher
            Quero te pegar no colo
            Te deitar no solo e te fazer mulher
            Deixa eu te amar
            Faz de conta que sou o primeiro
            Na beleza desse teu olhar

Agepe

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Segredo de amor

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

O meu segredo já ninguém se importa…
      Talvez seja porque não peco mais?
      Ou será a esperança que está morta?!
      O fato é que não ouvem os meus ais…
      
      Ah!  Emoções que a minh’alma conforta!
      Que me levam ao tempo de ancestrais.
      Porque para elas não há qualquer porta,
      E sem fronteiras, sou feliz demais!
      
      O meu amor é um cigano andarilho…
      Que deita no meu peito a repousar,
      Mas para sempre, nega-se a ficar.

      É como ter projétil no gatilho…
      De atirador que não sabe atirar.
      De morte lenta morre sem lutar…

 Tere Penhabe

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SEGREDO DE AMOR

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Todos nós, dentro da alma, temos um segredo,
      um pecado de amor, uma paixão proibida…
      Ninguém por certo o diz, porque sentimos medo
      desta fera enjaulada e solta em nossa vida.
      
      Como é sofredor ocultar tanta emoção!…
      Segredo é como imã que gruda-se no ferro,
      convém não declará-lo, afinal não sei se erro,
      se o certo talvez fosse um erro de atração…
                                                      
      Trapaceiro este amor; se mete onde não pode…
      Quando ele toma posse e o coração sacode
      com força de torrente, nos leva de roldão…
      
      Age como a morte, fatal, definitivo…
      Durante toda a vida está presente e vivo,
      mastigando o segredo, remoendo a paixão.
      Ângelo d’Avila

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Paz…

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

A paz, desejada por todos
      nela muito se fala
      mas não é o que acontece
      não é assim o que se faz

      Pois não combina com interesses
      este sim que é capital
      que atropela pessoas e meios
      que todos consideram fundamental

      Não interessando se é ou não etico
      onde com a moral a maioria fica cetica
      sendo o principal o vantajoso, o lucrar
      mesmo que a outros venha a prejudicar

      Sem saber dividir
      não há como somar
      nem como a paz cultivar
      para a harmonia multiplicar

      Somente o subtrair
      e a individualidade cultivar
      não há uma justa sociedade
      que será forte, apenas, se a todos unir

      A riqueza para todos fruir
      do homem para o homem usufruir
      A justiça com igualdade decidir
      A economia com equilibrio distribuir

      Que o interesse maior seja o social
      que seja apenas um meio o capital
      O Homem é que é o fundamental
      Que a Paz e a Harmonia seja o existencial.

      Joe’A

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Paz…

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

      La paz, deseada por todos
      de ella mucho se habla
      pero no es lo que pasa
      no es así lo que se hace

      Pués no combina con intereses
      estos sí son capital
      que atropellan a personas y medios
      que todos consideran fundamental

      No interesando si es o no ético
      donde con la moral la mayoría es céptica
      siendo lo principal o ventajoso, ganar
      aún que a los otros se pueda perjudicar

      Sin saber dividir
      no hay como sumar
      ni como la paz cultivar
      para la armonía multiplicar

      Solamente el substraer
      y la individualidad cultivar
      no hay una justa sociedad
      que será fuerte, apenas, si a todos une

      La riqueza para a todos fluir
      del hombre al hombre usufruir
      La justicia con igualdad decidir
      La economía con equilibrio distribuir

      Que el interes más grande sea el social
      que sea apenas un medio el capital
      El hombre es lo fundamental
      Que la Paz y la armonía sea lo existencial.

      Joe’A

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Encontrei o amor…você

Posted by amizadepoesia em Março 27, 2008

Somente agora. conheci o amor
Poderia ter sido há muito tempo atrás
Poderia ter sido em vidas passadas
Mas lhe encontrei somente agora
Quando o sofrer já se faz longo
Quando as marcas  deixadas
Ainda estão dolorosas
Magoando,  doendo, sentidas.
Ah” como eu quisera ter lhe conhecido antes
Ter me preparado para  seu corpo, sua alma, seu olhar.
Ter tido a paciência de esperar e não sofrer
Não ter as cicatrizes amargas em minha alma
Mas, o amor que lhe tenho,
É um amor intenso, sereno e vai  ser eterno
Confie em mim, eu vim neste mundo, para lhe amar.
Só quero mesmo, as cicatrizes curar.
Esquecer das noites perdidas, as seqüelas deixadas,

Me busque em conforto, não chore em silêncio.
Me deixa lhe amar
São marcas passadas, mas dores presentes
Que me fazem às vezes  ausente de mim.
Venha, estou aqui…
Sou frágil e sereno
Mas meu coração é forte, o meu amor é uma muralha
Meu corpo é para você  repousar
Aceite meu braço num longo abraço
Meu corpo sedento de amor, de paixão.
Entregue-se ao nosso amor , retira essa dor que me devora.
E me aceite em você
Vamos recuperar todo o tempo perdido
Até agora não vivido como tem que ser.
Estou aqui…encontrei o amor em você
Somente prá você…eternamente

José Eduardo C. Trefiglio

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