amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 16 de Junho, 2008

Esqueceram-me os deuses!

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

Silêncio… Um silêncio profundo
Açoitando minha face dolorida…
Mortas estão todas as horas…
Morta está a minha vida…
Esqueceram-me os deuses.
Pela felicidade fui banida!

Sou um espectro que não é ouvido,
Alma penada em meio a toda a gente!
Implorando uma existência descente…
Pedindo que se quebre esta corrente…
Vendo tantos sorrirem covardemente!
Tornando-me uma revoltada, descrente!

Por quê? Por que fui abandonada?
Por que não fui compreendida…
Nesta longa e miserável sobrevida?
Ofereci o melhor de mim sem medida.
Recebendo fel dos que ofereciam mel.
Cobrindo-me todos de afeição fingida!

Imperioso, é o veredicto que recebo…
É mister morrer para voltar a viver!
Criança que volta ao mundo é tão contente…
Acredita no afeto, na bondade, piamente…
Em colo amoroso pode adormecer…
Sabe que só carinho e amor irá receber!
Mary Trujillo

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BATE LEVE, LEVEMENTE

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

Bate leve, levemente, à minha janela,
Um Açor ferido de morte; dirijo-me a ela,
Para socorrer o pobre coitado,
Que em meus braços cai desmaiado.

Que se passou – pergunto eu – depois
De reanimado? Foi um caçador e seus dois
Cães, que me deixaram neste estado;
Oh, pobre Açor, bicho desgraçado!

Trato dele com todo o cuidado e galhardia,
Mantenho-o comigo por alguns meses,
Até que ele saia dessa eterna letargia.

Hoje é um belo animal, como ninguém,
Só peço aos caçadores que são corteses,
Que o deixem ir à sua vida também.

Jorge Humberto

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Amar você.

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

     Amar você é ficar inspirada.
        É escrever com o coração,
        é suspirar a cada letra bordada
        em linhas douradas…
        Amar você …
        é sonhar acordada,
        é sorrir ao receber um poema teu.
        Amar você …
        É falar de amor, sonhos , de perfume no ar
        é falar de saudade.
        É saber que tem alguém que ama como eu !
        Jamais serei tua jamais serás meu!
        Porém esse amor não terminará nunca,
        Posso amar outro alguém.
        Posso beijar outras bocas…
        mas meu coração será sempre teu.
        Posso tudo que eu quiser..
        Só não posso te  esquecer,
        porque nesse dia  em mim
         não haverá mais vida !

        Ana Maria Brasiliense

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Amar você !

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

   Amei você !  Amo você! Amarei você !
        Ontem, hoje, sempre !

        É em você que eu penso quando durmo…
        De você eu me lembro ao  acordar.
        Você é  a razão do meu viver.
        Sentir amor é a melhor coisa do mundo. 

        Pode ser que esse amor um dia acabe,
        que eu já não pense em você ao acordar.
        O futuro é incerto,  ninguem sabe .

        Mas, em mim suas marcas vão ficar !
        Em minha vida nada será maior
        do que a alegria ou a dor de te amar

 

Gildina Roriz

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AMOR!…

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

Só, triste e amargurada,
      Sonhava encontrar carinho!
      Desejava me sentir amada,
      Compartilhar meu caminho…

      Viver as verdades de uma relação,
      Sem medo de enganos e dissabores…

      Então, um dia, com emoção,
      Em teus olhos, percebi o amor…
      Era do sonho a realização!
      Recuperar da vida o sabor…

      Soube, ali, que meu sofrido coração,
      Estaria livre de todas as dores…

AMOR!…

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Amor em cárceres

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

Existem amores que dão medo
tem algo neles de ameaçador
um misto de paranóia com possessão
Se torna impossivel amar com restrição

O amor nasce para ser livre
e não para viver em prisão
isso não  quer dizer permissividade
mas a simples liberdade

Ninguém pode viver com alguem
que quer até as sombras possuir,
assim como todos sonhos e criações
A expontaneidade será contida

Ninguem poder amar alguém
que constrange em carceres,
por um unico anseio ter… fugir
de qualquer grilhão, mesmo com amor no coração

Joe’A

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AMOR DE UMA VIDA

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

     Dizer de teu amor, é dizer de mim
                  e no que em ti cabe, por direito merecido.

                  Pois que nada está tão longe assim,
                  quando é do amor, o nosso distinto abrigo.

                  E se o oceano é toda esta distância,
                  mais verdadeiro, é do outro, o sentimento.

                  E embora possa parecer aqui discrepância,
                  peca por defeito, que nosso amor sofre de juramento.

                  Desde o dia, em que nos conhecemos,
                  que o fogo-fátuo arde, em toda a sua eloquência.

                  Seja pois que de nós nunca o olvidemos,
                  na entrega de nosso amor, sem qualquer displicência.

                  Jorge Humberto

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ALVORADA DA PAIXÃO

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

   Quando os primeiros reflexos do sol
      emolduram, de doirado à janela,
      encontram-me abraçado a ela
      trocando beijos por sob o lençol.

      Seu corpo é o violino tangido
      pelo arco retesado de amor
      Desabrocha em seu corpo a bela flor
      envolvendo meu arco intumescido

      E nos acordes dessa alvorada
      inebriados de pura paixão,
      as nossas pernas tão entrelaçadas

      No ar o cheiro de nosso tesão
      percorrendo a brisa na madrugada
      embriagando nosso coração.

Jorge Linhaça

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AL ESCRIBIR

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

 Laberinto de letras en mi mente
      alborotadas fluyen por mis dedos.
      Las tejo como perlas en palabras,
      como ónix labro en ellas mi sentir.
      
      Se ahogan emociones en mi alma
      que apacible escribo en un papel.
      Son versos que le cantan a la vida,
      son versos que le lloran al amor.
      
      Cuando esculpo sueños en las nubes,
      utopías que ansiosa deseo disfrutar,
      jugando al ajedrez con las palabras,
      todo es real en mi mundo de papel.
      
      Dicen que el papel aguanta todo
      que el viento se lleva a las palabras
      que nada existe, que sólo es fantasía
      si es falso o verdadero: ¡me vale igual!
      
      Vuelan almanaques corazón en mano
      juego con palabras, escribo en libertad
      y en mis versos, cual orgasmo literario
      persisto en plasmar locuras en papel.
      
      Si por ello a mi vida resto o sumo días
      no lo sé… sólo sé que ahora soy feliz.
      ¿Si mañana lo seré?, me importa poco:
      ¡porque ayer también lo fui al escribir!

      ©SKORPIONA

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ABRÁZAME ASÍ

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

 Abrázame así
      que esta noche yo quiero sentir
      de tu pecho el inquieto latir
      cuando estas a mi lado.

      Abrázame así
      que en la vida no hay nada mejor
      que decirle que sí al corazón
      cuando pide cariño.

      Abrázame así
      y en un beso te voy a contar
      el más dulce secreto de amor
      que hay en mi corazón.

      Acércate a mi
      que esta noche vivamos los dos
      la mas linda locura de amor
      Abrázame así.

      Abrázame así
      que en la vida no hay nada mejor
      que decirle que sí al corazón
      cuando pide cariño.
Roberto Carlos

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AO MEU PAI, NO ALÉM…

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

Meu pai, você está vivo em meu coração,
Ainda que não acalente mais meu convívio;
É pensando em você que recobro o alívio,
Sinto que, de onde está, ainda me dá a mão.

Tenho por bússola sua figura no além,
Conferindo minhas vitórias e fracassos;
Sei que aí está, a acompanhar meus passos,
Noto sua força a me encaminhar para o bem.

A abrupta viagem para um Plano Superior
Sequer interrompeu os seus ensinamentos,
Pois eles me surgem em todos os momentos,
Postulados afeitos ao trabalho e amor.

À minha prole, repasso sua diretriz,
Que fez de mim um homem à sua semelhança,
Preso à luta, sem nunca perder a esperança;
Condutor firme, de uma família feliz.

Às vezes, eu tenho uma vontade incontida
De irmos juntos a um estádio de futebol,
Torcer pelo “Verdão”, fazendo chuva ou sol,
Voltando felizes ao final da partida.

Ainda sinto falta de sua satisfação
Ao comemorar os feitos de cada filho;
Seus olhos, nessas horas, revelavam brilho
Oriundo das dimensões do seu coração.

Que bom seria se eu pudesse estar agora
Comprando seu presente para o Dia dos Pais;
Preocupação gostosa, que não terei mais…
Que pena, meu Velho, que já tenha ido embora!

Ógui Lourenço Mauri

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A ÁRVORE DO DESEJO

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

Nas ramas emaranhadas
      da árvore do desejo
      nossas raízes fincadas
      regadas de abraços e beijos

      Eterno conto de fadas,
      dos pássaros o solfejo,
      nas ramas emaranhadas
      da árvore do desejo

      Duas almas entrelaçadas
      unidas num só ensejo.
      As mil carícias trocadas
      suaves como um harpejo
      nas ramas emaranhadas. 
           
  @Jorge Linhaça

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O Testamento do Mendigo

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

Agora, no fim da vida
      Como mendigo que sou,
      Me sinto preocupado,
      Intrigado e num momento
      Me pergunto, embaraçado,
      Se faço ou não testamento.

      Não tendo, como não tenho
      E nunca tive ninguém,
      Pra quem é que eu vou deixar
      Tudo o que eu tenho: os meus bens?

      Pra quem é que vou deixar,
      Se fizer um testamento,
      Minhas calças remendadas,
      O meu céu, minhas estrelas,
      Que não me canso de vê-las
      Quando ao relento deitado
      Deixo o olhar perdido,
      Distante, no firmamento?

      Se eu fizer um testamento
      Pra quem é que vou deixar
      Minha camisa rasgada,
      As águas dos rios, dos lagos,
      Águas correntes, paradas,
      Onde às vezes tomo banho?

      Pra quem é que vou deixar,
      Se fizer um testamento,
      Vagalumes que em rebanhos
      Cercam meu corpo de noite,
      Quando o verão é chegado?

      Se eu fizer um testamento
      Pra quem vou deixar,
      Mendigo assim como sou,
      Todo o ouro que me dá
      O sol que vejo nascer
      Quando acordo na alvorada?
      O sol que seca meu corpo
      Que o orvalho da madrugada
      Com sua carícia molhou?

      Pra quem é que vou deixar,
      Se fizer um testamento,
      Os meus bandos de pardais,
      Que ao entardecer, nas árvores,
      Brincando de esconde-esconde,
      Procuram se divertir?
      Pra quem é que eu vou deixar
      Estas folhas de jornais
      Que uso para me cobrir?

      Se eu fizer um testamento
      Pra quem é que eu vou deixar
      Meu chapéu todo amassado
      Onde escuto o tilintar
      Das moedas que me dão,
      Os que têm a alma boa,
      Os que têm bom coração?

      E antes que a vida me largue,
      Pra quem é que eu vou deixar
      O grande estoque que tenho
      Das palavras “Deus lhe pague”?

      Pra quem é que eu vou deixar,
      Se fizer um testamento,
      Todas as folhas de outono
      Que trazidas pelo vento
      Vêm meus pés atapetar?

      Se eu fizer um testamento
      Pra quem é que vou deixar
      Minhas sandálias furadas,
      Que pisaram mil caminhos,
      Cheias do pó das estradas,
      Estradas por onde andei
      Em andanças vagabundas?
      Pra quem é que eu vou deixar
      Minhas saudades profundas
      Dos sonhos que não sonhei?

      Pra quem eu vou deixar,
      Se fizer um testamento,
      Os bancos dos meus jardins,
      Onde durmo e onde acordo
      Entre rosas e jasmins?
      Pra quem é que vou deixar,
      Todos os raios de luar
      Que beijam minhas mãos
      Quando num canto de rua
      Eu as ergo em oração?

      Se eu fizer um testamento
      Pra quem é que vou deixar
      Meu cajado, meu farnel,
      e a marca deste beijo
      Que uma criança deixou
      Em meu rosto perguntando
      se eu era Papai Noel?

      Pra quem é que eu vou deixar,
      Se fizer um testamento,
      Este pedaço de trapo
      Que no lixo eu encontrei
      E que transformei em lenço
      Para enxugar minhas lágrimas
      quando fingi que chorei?

      Se eu fizer um testamento…
      Testamento não farei!
      Sem nenhum papel passado,
      Que papéis eu não ligo,
      Agora estou resolvido:
      O que tenho deixarei,
      Na situação em que estou,
      Pra qualquer outro mendigo,
      Rogando a Deus que o faça,
      Depois que eu tiver morrido,
      Ser tão feliz quanto eu sou.

      ® Urbano Reis…

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INCONDICIONAL

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

Quando procuro a mim mesma
no redemoinho de sonhos
a que me entrego
vejo mil olhos que mostram beleza
mil dedos que buscam ilusões
em versos que tracejo
às vezes sem nenhuma razão que não seja
simplesmente o prazer de rebordar palavras
e transmitir sentimentos.

Quando desço aos meus porões
onde inconscientes dispersos se agitam
encontro mil demônios aflitos
pois anjos fiéis guardam as suas portas
e não há qualquer derrota
que não seja justa ou certa
ou qualquer sucesso que envaideça
tanto que me retire a meta.

Quando olho para os lados
vejo legiões de pessoas
que lutam em busca da felicidade
e às vezes sequer enxergam
que dentro delas há todo um território
desocupado, e que basta estender
um pouco a mão
e fazer valer a vóz do coração.

Quando olho para a minha frente
vejo você que assim como eu,
busca se auto-conhecer melhor
para que possa abrir os caminhos
livrando-se dos espinhos,
caminhando na direção do horizonte
buscando Deus na pródiga natureza,
a sua fonte incondicional.

Guida Linhares

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Barlavento.

Posted by amizadepoesia em Junho 16, 2008

Solidão é o mar aberto.

      Saudade, o sal da emoção.

      Distância vento esperto,

      Que ilude meu coração.

      Se o horizonte fica perto,

      Espaço tamanho e sensação.

      Solidão é o mar aberto.

      Saudade, o sal da emoção.

      Onde ausência é o epíteto,

      De algo maior, desolação.

      Dos dias sem este teu jeito,

      Dessas horas sem criação.

      Solidão é o mar aberto.
Gerson F Filho

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