amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 11 de Novembro, 2008

A Resposta da Gratidão

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

Jim nunca imaginou que as coisas acontecessem daquela forma. Enquanto trabalhava como salva-vidas, amava o que fazia.

 

Num dia de folga, andando pela praia, ele viu uma mulher em perigo. Jogou-se n´água e a trouxe para a praia.

 

Depois a carregou até o posto salva-vidas, onde uma ambulância a levou para o hospital.

 

Victória ficou muito agradecida e passou a visitá-lo, de vez em quando, no posto.

 

Quando sabia que ele estava trabalhando, mandava-lhe pizza. Jim retribuía com visitas e telefonemas.

 

Os outros rapazes faziam gozação da sua amizade com aquela senhora. Ele não ligava.

 

Durante anos, mantiveram a amizade. Certo dia, retornando de uma viagem, Jim ligou para a casa dela. Quem atendeu foi uma jovem, que se identificou como Bárbara.

 

Era sua sobrinha. Contou-lhe que Victoria havia morrido, vítima de um derrame. A sobrinha viera de outra cidade para resolver alguns negócios da tia.

 

Ela sabia tudo a respeito dele porque sua tia lhe falou. O tempo passou.

 

Uma noite, numa festa na praia, com amigos, Jim percebeu que as coisas estavam saindo do controle.

 

Bebidas e drogas começaram a circular. Ele decidiu ir embora. Logo depois, uma mulher que ele havia conhecido apenas algumas horas antes, também saiu.

 

Quando ela foi dada como desaparecida e seu vestido esfarrapado foi encontrado ao lado da estrada, ele foi acusado de assassinato.

 

Parecia um pesadelo. Ele mal a conhecia. Era uma acusação maluca. Mas a polícia precisava de um suspeito. E ele era um suspeito.

 

Um defensor público foi indicado para cuidar do seu caso, porque ele não tinha dinheiro. Foi preso e a fiança estipulada em um valor elevadíssimo.

 

Jim achou que não teria mais saída. Então, um dia, recebeu um telefonema.

 

Era Bárbara. Formada em direito, ela ouviu o noticiário a respeito da sua prisão e perguntava se ele aceitaria que ela o defendesse gratuitamente.

 

Jim aceitou de pronto. Ela começou a se inteirar dos detalhes do caso.

 

A única testemunha ocular que identificou Jim, como o homem que saiu da festa com a mulher, descreveu o casal como sendo da mesma altura.

 

Alguma coisa estava muito errada. A suposta morta tinha 1,65m. Jim tinha quase 1,80m.

 

Graças a esse detalhe, ela conseguiu que a fiança fosse reduzida e Jim pôde ir para casa. Aquilo foi um presente para ele.

 

Ela contratou um detetive que, depois de algum tempo, descobriu que a suposta vítima vivia num país vizinho.

 

Ela decidira sair de casa e abandonar o marido para começar uma nova vida, com outra pessoa.

 

Depois de muita insistência, meses de trabalho, conseguiram que a mulher retornasse e se mostrasse à polícia, provando que estava viva.

 

Jim estava livre da acusação. Hoje, ele vive com sua mulher e três filhos.

 

Tem uma fazenda e dirige sua própria fábrica.

 

Mas nunca vai esquecer aquela amizade especial com Victoria.

 

Comenta ele: “se aquela doce senhora não falasse de mim para sua sobrinha como o fez, é bem possível que eu estivesse apodrecendo na prisão, pelo resto da minha vida. Devo minha vida àquela mulher.”

 

No entanto, Bárbara tem uma versão diferente: “ele merecia minha ajuda. Ele salvou a vida de alguém que nem conhecia, mesmo não estando em serviço naquela hora. Esse tipo de amor pela humanidade não fica sem recompensa.”

 

…………………….

 

Faça o bem, sem nunca aguardar recompensa. Mas guarde a certeza que os benefícios lhe chegarão, de alguma forma, neste mundo ou no outro.

 

Isto porque à toda ação corresponde uma reação. E o bem somente gera bem maior.

 Momento Espírita

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Espanhola

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

                  Por tantas ve…zes
                  Eu andei mentindo
                  Só por não po…der
                  Te ver chorando

                  Te amo espanhola
                  Te amo espanhola
                  Se for chorar
                  Te amo
                  Te amo espanhola
                  Te amo espanhola
                  Se for chorar
                  Te amo

                  Sempre assim
                  Cai a o dia e é assim
                  Cai a noite e é assim
                  Essa lua sobre mim
                  Essa fruta sobre o meu paladar

                  Nunca mais
                  Quero ver você me olhar
                  Sem me enxergar em mim
                  Eu preciso lhe falar
                  Eu preciso, eu tenho que lhe contar

                  Te amo espanhola
                  Te amo espanhola
                  Se for chorar
                  Te amo
                  Te amo espanhola
                  Te amo espanhola
                  Se for chorar
                  Te amo

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Estado do Amor

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

O amor é um estado vasto
faz divisas com muitos sentimentos
É um estado de felicidade
portanto cuidado… nao ultrapasse os  limites

Temos que ter muito cuidado
pois não existem avisos, nem sinais
muito menos cercas para os desavisados
e sair da alegria para a tristeza e dor

Se não for para vizinho pior
pois então, cuidado , muito cuidado
cuide bem do seu povo do seu estado
nunca se sinta tentado
pelas ilusões de outros estados…

Joe’A

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Estou só na multidão…

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

      Estou só na multidão. Talvez eu seja só
      Uma demente, com muitos sonhos idiotas…
      Vejo rostos estranhos, olhares que vagam,
      O meu… Almeja o livre vôo das gaivotas!…
      
      Quiçá… A maldade seja algo normal…
      Seja lá como for, não faço parte do todo,
      Tenho a anomalia do verdadeiro amor…
      Pena da frágil flor que brotou no lodo…
      
      Todos os dias, meus olhos assistem
      Cenas terríveis… De desamor puro…
      A lua já não inspira grandes amores…
      Os corações são vazios, frios, duros!…
      
      Estou sozinha na multidão Senhor!…
      Carregando uma sensibilidade inútil…
      Uma franqueza condenada ao silêncio,
      Tendo que aceitar o ego superlativo, fútil!
      
      Trazendo no peito… A ânsia da luta justa…
      Revolta da covarde omissão em massa!…
      Cansada de um mundo cheio de desgraças,
      Onde só vence o ódio, a inveja e a trapaça!…
      Mary Trujillo

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INFINITESIMAL

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

Onde buliu o acaso infinitesimal
a sorte suspeita dessas origens,
perdeu-se o sentido qual fuligem
na abundância dos ventos ancestrais.

Quando criou os cenários que se estendem
na memória tais fantasmas e assombros,
anteviu o tempo o rastro dos escombros
de todos os conceitos que não se entendem.

Onde agora cresce a impressão da formosura
ainda existe o sereno espelho dos enganos,
envoltos lentamente fantasia e oceanos
no redemoinho que abona a leda desmesura.

Quando e onde aprender dessa paisagem
que ironiza a veleidade e a existência,
será talvez desperdiçar a suposta essência
a desoras e parte alguma da arquejante imagem.

José C. Lopes

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Luz de velas

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

No brilho dos nossos olhos
Refletiam as chamas das velas,
naquela noite propícia ao amor…
Olhares quentes anteviam o ato.
Chamas refletidas no espelho,
mostravam nossa silhueta ,
pelo clarão do luar que adentrava
a janela com o vento suave,
tocando nossos corpos  já nus…
O jazz tocava no fundo…
Olhando nos meus olhos
Tocastes meu corpo
com a delicadeza de suas mãos…
Amastes meus pezinhos,
Mordestes minha nuca,
Percorrestes -me inteira…
Pele arrepiada…
Peito arfante…
Mostrando nosso desejo de amar
Amas como nunca me amastes,
Sem a fúria dos amantes proibidos…
Amastes com o amor do companheiro amado
Sem hora…
Não temos mais que nos despedir
Ficamos  extasiados
abraçados
felizes
Olhando as velas chegar ao fim…
Candy Saad

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MAIS UM DIA

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

Não sou,

Nem maior

Nem menor

Do que ninguém

Me banho deste sol

Bebo desta água

Respiro o  éter azul

Desta manhã

Num canto de quintal

Onde a luz de tão verde,

Pincelando os ermos

Expande a voz

De um canário

Que se fragmenta inteira

Entre os ruídos do cotidiano

A cidade espreguiça-se…

Recebo um beijo de hortelã

Num murmúrio gutural

De um bom dia sonolento

Mais um dia se inicia…

Na cozinha

Os aromas se misturam

Se mesclam com as palavras

Nas novidades anteriores

Pela janela vislumbro

As folhas verdes

De um jovem pé de frutas

Me debruço

Lendo as coisas

Numa brisa transeunte

Que dali se avizinha

Volta para mim

O indesejado cenário

Algo de saudoso me angustia

Uma canção talvez

Denunciadora…

De um amor adormecido

Entre as dobras do tempo…

E a soma de meus dias

Ponte triste

Extravaza

Em ruidos lacerantes

Minha dor de ser impotente

De um canto mais diuturno

Menos frágil

Mais sentimento

Menos parecido contigo.

E respiro a vida

Enquanto tu dormes…

Mavi lamas

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Meu Corpo é seu.

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

      Te levo gravado em meu corpo,
      em milhões de pontos ocultos,
      que a visão, não verá jamais, mas
      o sentimento, sente a todo momento.

      Na minha cabeça ressoa seu nome,
      que de tão constante, já esqueci o meu
      e neste vendaval de pensamentos,
      esqueci, quem eu sou ou onde vou.

      Meus braços, te carregam, para grandes
      bailes da vida, e faz palpitar meu coração
      de saudade e paixão. relembrando dias
      de loucuras de amor, numa cabeça, vazia.

      Meu peito ainda te abriga, embora você,
      já tenha me abandonado e me tornando
      um prisioneiro do destino, sem parada,
      sem destino, sem porto e sem carinho.

      Minhas pernas , já cansadas de andar
      a sua procura, e sempre retornar ao
      mesmo lugar, no vazio, que me deixaste.
      E tristemente me calo  sentindo frio.
Sávio Assad

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Nunca Serás Para Mí

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

Te sueño…Pero antes que yo, alguien te soñaba. 
Te extraño…Pero ese alguien te extrañaba. 
Te amo…Pero ese alguien ya te amaba. 
Te deseo…Pero ese alguien ya te deseaba. 
 
Y sigo soñándote, extrañándote, amándote y deseándote;  
respiro por ti, vibro por ti, y espero por ti… 
aunque sé que…¡Nunca serás para mí! 
 
Estás en mi mente noche y día. 
Espero con ansias el momento de tenerte cerca. 
Deseo con todas mis fuerzas sentir tus latidos, 
estrecharte en mis brazos y acariciarte. 
Sabes que ese alguien, no te ama con esta intensidad; 
en el fondo conoces que eres mi debilidad… 
 
Llegaste tarde a mi vida, dejando huellas imborrables; 
metiéndote en lo más profundo de mi ser, 
pero alguien ya existía. 
Y aunque te das cuenta que su amor, 
no se compara con el mío, 
sigues amando a ese alguien 
que no llena tu vacío, que no calma tu locura, 
que no enciende tus sentidos. 
 
Sé que me quieres, aunque no quieres aceptarlo. 
Me alimento con recuerdos que me ayudan a vivir… 
que me atan, que me envuelven, 
que me acercan más a ti… 
Aunque muy adentro siento, 
¡Que nunca serás para mí…!

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O AMOR É O SOL DA VIDA

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

                 O amor é sol que brilha em nossa vida,
                 dando-nos a força devida
                 para bem vivermos…
                 É preciso um amor termos,
                 para viver com plenitude,
                 enfrentando qualquer vicissitude…
                 Um amor para ser verdadeiro,
                 tem que ser vivido por inteiro,
                 com uma entrega total,
                 pois o amor não pode ser parcial…
                 Ou existe, ou não existe,
                 só sendo real, persiste…
                
                Marcial Salaverry

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PENSAMENTO É TUDO

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

                  Nascem rosas, no sopé de meus sonhos
                  acordados.
                  Nos meus múltiplos e constantes estados
                  de espírito, onde meu pensamento eleva-se,
                  quantas vezes, além do concebível,
                  tal a sua complexidade, meu estado febril
                  acompanha-me e deixo de ser eu, para ser
                  algo de bem maior, que ao comum dos mortais.

                  E deambulando, de lá para cá, no estreitar
                  de meu quarto, estranho me sinto, pois que
                  alcanço o imaginável e o inimaginável, fruto
                  caído a meus pés, pela insubordinação das
                  pessoas, caminhando sem nexo algum, nesta
                  vida, que não foi feita, para ser levada de
                  ânimo leve, sem qualquer respeito, pelas suas
                  directrizes, que o pensamento, a tal obriga.

                  Meu pensamento profundo, não deixando
                  nada ao acaso, quando se põe a reflectir,
                  repugna todo o tipo de omissão e qualquer
                  inacção, provocada pelo desleixo e pelo ócio,
                  tão comum ao Homem, onde não impera o
                  bom senso, muito menos a paragem, para a
                  necessária reflexão, uma doença para mim,
                  que me obrigada a exigir mais do pensamento.

                  Aumenta a febre; esmurro cinzeiros e abro as
                  poucas janelas, em perfeito desalinho, com o
                  quarto, que me parecem rodopiar, a cada passo
                  meu. Mas o pensamento persiste, numa
                  consciência líquida, que por nada deste mundo,
                  se deixará corromper, nem por palavras feitas,
                  nem por maus costumes, que a sociedade aceitou,
                  como passível de renegar, menos a força do músculo.

                  Deito-me na enxovia e assumo a ignorância do
                  Homem, que, olvidando pensamento, a si mesmo
                  se olvidou, tornando-se em algo bruto e ordinário,
                  sorrindo ao acaso do álcool, seu alimento diário,
                  que leva para o trabalho e traz para casa, sem ter
                  um pingo de responsabilidade, que a vergonha, já
                  não mora ali, de tão perdido que está, sem uma
                  ideia sequer, falho de intelectualidade e humanidade.

                  Jorge Humberto

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PENSAR EM TRABALHAR

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

                             Trabalhar…
                              Nisso pensar,
                              já começa a cansar…
                              Melhor é viajar…
                              Curtir, passear…
                              Claro, também namorar…
                              Ninguém é de ferro,
                              e no trabalho não me enterro…
                              Adimiro quem o faz,
                              porque lembranças me traz…
                              De um tempo que o fazia…
                              Acabou, com a aposentadoria…
                              Agora, até dinheiro querem emprestar…
                              De todo jeito, querem nos ferrar…
                              Assim, só voltando a trabalhar…
                              Falar nisso… é até pecado…
                              É judiar do aposentado…

Marcial Salaverry

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QUERER-TE ASSIM!

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

A angústia da espera

Na madrugada fria que desespera

Tua freqüência que traga meus pensamentos

Invade minha emoção.

Quero você me descobrindo

Mapeando cada extremo

No encanto que emudece

Um respirar ofegante

Só experimentado pelos amantes

A voz afetuosa ao ouvido

No corpo que estremece

Febril pela urgência

 Em sentir teu peso

Suas mãos na intimidade

Decifrar em teus olhos a cobiça

Sem fenecer…. Por querer-te assim!

Tânia Ailene

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QUERO SER…

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

      Quero ser o teu dia
      Para poder te alegrar
      Contigo poder passear
      E sempre te amar.
      Quero ser o teu sol
      Teu corpo poder aquecer
      Tua pele poder bronzear
      E teu dia alegrar.
      Quero ser a noite
      Para poder te encantar
      Teu sono poder embalar
      Ao teu lado poder dormir e sonhar.
      Quero ser a lua
      Tua noite iluminar
      Para que possas me namorar
      E teus segredos me confidenciar.
      Quero ser o amanhecer
      E ao teu lado poder acordar
      Teus beijos poder ganhar…
      Dos teus olhos
      Quero ser a lágrima
      Em tua face escorrer
      E acariciar…
      Dos teus lábios
      Quero ser o sorriso
      E a todos encantar…
      Quero ser o remédio
      Para tuas dores aliviar…
      Quero ser o jardim
      Minhas flores iria te ofertar
      Tua casa irei alegrar
      E teu caminho perfumar…
      Quero ser a poesia
      Ser a tua musa
      E toda a tua inspiração.
      Quero ser teus sonhos,
      Tua realidade
      Ser o motivo de tua saudade
      E da tua felicidade…
      Em teu pensamento sempre quero estar.
      Quero ser a dona do teu coração,
      A tua tentação.
      Dos teus problemas a solução.
      Do teu amor a razão.
      Quero ser a chuva
      Teu corpo poder banhar
      Em tua pele escorregar
      Teu rosto iria acariciar.
      Quero ser vida
      Ser a alegria
      E toda a tua euforia.
      Eu só quero ser o teu amor

Catarina Yunen

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SOBREVIVENTE

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

     Por entre as brumas mais densas,
      ziguezagueando pela floresta,
      trazendo atrás de si o frio, que tudo
      desmembra e nos deixa alucinados,
      alheia me pareces, às agruras do
      tempo inóspito, e entrando na água,
      de um rio ali perto, banhaste em
      êxtase, tendo o silêncio a teu lado.

      Fascinado com tal visão e um tanto
      perplexo, pergunto-te se não há frio,
      que te perturbe, vendo-te acolher as
      águas gélidas, como algo de natural,
      tendo à tua volta, neve e nevoeiro,
      que até os pobres dos animaizinhos,
      se recusam a enfrentar, preferindo
      a segurança e o quente de suas tocas.

      Relembras-me que és filha da natureza,
      e que todas essas coisas banais, que aos
      homens fazem recuar, são para ti parte
      integrante de tua vida, tua casa sem fim,
      por onde percorres os teus passos,
      enaltecendo a beleza, que te viu nascer,
      entregando-te à água, terra, ar e fogo,
      na mais das sublimes e verdadeira entrega.

      Como tudo o que é natural, assim és tu,
      sem mostrar qualquer tipo de pudor,
      que te arranque cerce a raiz da liberdade,
      que é tudo aquilo porque tu prezas e lutas,
      de há muito a esta parte, quando a vida,
      a certa altura, resolveu ser cruel contigo,
      deixando-te numa luta a sós, até te levar,
      longe da vista, a clarividência da natureza.

      Haverias de voltar, solene, à mãe de tudo,
      ultrapassadas as contingências e agoiros
      mil, que te tentaram derrubar sem pejo
      algum sem dó nem piedade, fruto da malsã,
      de gente má, que, não conseguindo, tua
      heresia, lhes ficou o espanto, por recordação,
      quando agora, reconquistada a tua vida,
      passam por ti e reparam que, enfim, cantas.

      Jorge Humberto

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