amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

PENSAMENTO É TUDO

Posted by vidapura2 em Novembro 11, 2008

                  Nascem rosas, no sopé de meus sonhos
                  acordados.
                  Nos meus múltiplos e constantes estados
                  de espírito, onde meu pensamento eleva-se,
                  quantas vezes, além do concebível,
                  tal a sua complexidade, meu estado febril
                  acompanha-me e deixo de ser eu, para ser
                  algo de bem maior, que ao comum dos mortais.

                  E deambulando, de lá para cá, no estreitar
                  de meu quarto, estranho me sinto, pois que
                  alcanço o imaginável e o inimaginável, fruto
                  caído a meus pés, pela insubordinação das
                  pessoas, caminhando sem nexo algum, nesta
                  vida, que não foi feita, para ser levada de
                  ânimo leve, sem qualquer respeito, pelas suas
                  directrizes, que o pensamento, a tal obriga.

                  Meu pensamento profundo, não deixando
                  nada ao acaso, quando se põe a reflectir,
                  repugna todo o tipo de omissão e qualquer
                  inacção, provocada pelo desleixo e pelo ócio,
                  tão comum ao Homem, onde não impera o
                  bom senso, muito menos a paragem, para a
                  necessária reflexão, uma doença para mim,
                  que me obrigada a exigir mais do pensamento.

                  Aumenta a febre; esmurro cinzeiros e abro as
                  poucas janelas, em perfeito desalinho, com o
                  quarto, que me parecem rodopiar, a cada passo
                  meu. Mas o pensamento persiste, numa
                  consciência líquida, que por nada deste mundo,
                  se deixará corromper, nem por palavras feitas,
                  nem por maus costumes, que a sociedade aceitou,
                  como passível de renegar, menos a força do músculo.

                  Deito-me na enxovia e assumo a ignorância do
                  Homem, que, olvidando pensamento, a si mesmo
                  se olvidou, tornando-se em algo bruto e ordinário,
                  sorrindo ao acaso do álcool, seu alimento diário,
                  que leva para o trabalho e traz para casa, sem ter
                  um pingo de responsabilidade, que a vergonha, já
                  não mora ali, de tão perdido que está, sem uma
                  ideia sequer, falho de intelectualidade e humanidade.

                  Jorge Humberto

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