amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 1 de Dezembro, 2008

COM HUMILDADE, VOLTO A TUA PRESENÇA…

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

                                Ah!… Tenho vergonha de pedir a Ti, proteção a este coração…

                                Você que tem tantas ocupações, seria justo pedir-te!?…

                                Pedir por este coração que chora lágrimas de sangue?

                                Amargando suas penas, impostas pelo descaso,

                                O desgosto de uma vida de incompreensões…

                                

                                Senhor!… Pai Onipotente…

                                Você que tem sido companheiro de todos os momentos

                                Seria justo pedir-Te para proteger-me deste sentimento

                                Que corroi minha alma, domina minhas entranhas?!…

                                Sentimento que um dia, me fez general absoluto no amor!

                                Ontem forte e dominador, hoje débil ao que vida impôs,

                                

                                Mendigo do amor, que de sábio  se fez ignorante!…

                                Um sentir que retira de  mim, a força de um Guerreiro;

                                E coloca no canto de minha alma, o medo…

                                Isto sim, venho pedir-Te!… Afasta de mim o medo,

                                Medo do sentimento que domina a emoção,

                                Que me faz cego a tudo e a todos, anula a razão!…

                                

                                Deus!…

                                Dá-me força para levantar e continuar esta minha caminhada

                                Possa eu, voltar a sentir esperança,  acreditar na felicidade!…

                                No amor!…  Reconstruir meu mundo, como Teu servo e filho.

                                Deixar, ao fazer o bem, minha marca nesta terra de expiações!

                                Medo, sentimento forte como o vinho, embriagando

                                as entranhas do saber…

                                

                                Pago por meus medos, minhas dúvidas, minha falta de coragem

                                A inércia diante de meu próprio querer, medo da entrega ao amor…

                                Torna-me pequeno diante de mim, na insanidade

                                de quem deseja sentir a vida na sua plenitude…

                                Estende Tua mão Senhor, arranca minha alma da matéria,

                                Para que eu a possa TE sentir, levar minha dor a Tua presença…

                                

                                Deus!…

                                Que força há neste instinto, que forte este sentimento chamado amor…

                                Agora sou teu servo, e se achares que tenho

                                que me entregar novamente a este sentimento!…

                                Faz de mim novamente, um homem forte, fortalece meu coração…

                                Retira dos meus pensamentos o passado de desilusões

                                E mostra-me o arco-íris, neste novo caminho a seguir…

                                Ilumine com a coragem, minh’alma que ora tão frágil,

                                Prostra-se diante de ti… Envergonhada por ter permitido

                                que este sentimento que tanto me castigou,

                                esteja de volta ao meu coração,

                                Fazendo-me sonhar, desejar vivê-lo intensamente…

                                

                                Com humildade peço por mim Pai!… Senhor Deus do universo

                                Permita que eu renasça para a vida, renasça para o amor,

                                Reencontre a vontade de viver, de ser feliz…

  Paulo Nunes Jr.

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Questão de Bom Senso

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

É impressionante como o ser humano do terceiro milênio ainda faz coisas que um mínimo de bom senso desaprovaria.

 

É claro que não se trata da maioria, mas de uma parcela de pessoas sem compromisso com o bom, com o útil e com o belo.

 

Estamos falando da nova moda que surgiu nos estados unidos e que algumas emissoras de televisão brasileiras resolveram importar.

 

Trata-se da exposição de um grupo de pessoas escolhidas para conviver juntas numa casa, por determinado tempo, onde são observadas pelos telespectadores, graças às câmeras que registram tudo, 24 horas por dia.

 

Que existem pessoas que se comprazem em expor a intimidade a terceiros, não há dúvida.

 

Também não há dúvida de que existem aqueles que gostam de bisbilhotar a vida alheia. São pessoas que sofrem de distúrbios psicológicos e como tal devem ser tratadas.

 

Mas daí a se expor diante das câmeras para a população de um país ou ficar diante da tv observando as momices de alguns desocupados, é falta de bom senso ou do que fazer.

 

Do ponto de vista das emissoras é de se pensar se não há nada de bom, de útil ou de instrutivo para se veicular nesses horários.

 

E da parte dos espectadores, é de se questionar se não têm mais nada a fazer que possa dar utilidade às suas horas.

 

Conviver mais com os filhos, caminhar ao ar livre, ler um bom livro, fazer uma visita a um amigo, a uma pessoa enferma, a uma instituição de caridade.

 

A grande responsável por esses programas de má qualidade é a demanda. É a audiência. É o cidadão que permite que esse lixo seja despejado em seu lar, em sua sala de televisão.

 

Isso nos parece muito lógico: se não houvesse o prestígio da população, não haveria interesse por parte das emissoras em veicular, já que divulgam o que o público pede.

 

Século XXI… e ainda se perde tempo com coisas tão inúteis e até prejudiciais…

 

Se os espectadores que assistem esse tipo de programa pudessem avaliar a importância do tempo que Deus lhes concede na presente existência, certamente não o desperdiçariam com tolices dessa natureza.

 

Dizemos que é prejudicial porque assistir televisão, sem critérios rígidos de seleção, pode entorpecer os sentidos, prejudicar a criatividade, a capacidade de conversar, de conviver.

 

Ademais, esse tipo de programação cria a ilusão de que se pode penetrar a intimidade daquelas pessoas enclausuradas, e a de que se pode preencher o vazio interior e superar as próprias frustrações, convivendo com um grupo de estranhos.

 

É uma grande ilusão, pois os próprios participantes dessas casas de clausura admitem que é impossível ser verdadeiros diante das câmeras.

 

Dessa forma, uns fazem de conta que expõem a intimidade, e outros fazem de conta que acreditam…

 

Pense nisso e não ligue a televisão apenas porque ela está lá. Ligue-a somente quando houver algum programa que você realmente queira ver, que lhe acrescente algo de bom, de belo, de útil, de instrutivo.

 

Aqueles que participam desse “faz-de-conta” têm o interesse financeiro, pois há um prêmio em jogo…

 

As emissoras querem faturar, numa eterna guerra pela primeira posição nas pesquisas…

 

E você, telespectador?

 

…………………………………….

 

Se todas as pessoas usassem o bom senso antes de acionar o controle remoto da TV, selecionando as boas programações, as emissoras não colocariam no ar programas de má qualidade, inúteis ou prejudiciais.

 

Assim como o voto é uma arma poderosa nas mãos do eleitor, o controle remoto é a única arma que poderá mudar essa triste realidade, e promover uma mudança na cultura das telinhas.

 

Pense nisso, e faça a sua parte!

Momento Espírita.

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El Valor del presente

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

  La rutina, del  día a día…?
  Normalmente no damos valor al presente,
  solamente lo reconocemos , cuando esta ausente…
  Por qué es  necesaria la ausencia
  para sentir la falta de la  presencia ?
   Qué insensatas nostalgias de la inconsecuencia
  Bastaría usar la conciencia y mimar  la presencia
  acariciar la auto-estima
  asi, como  con  mucho  cariño considerarla
  Y tu tendrás siempre joyas en tus manos…
  No sentirás sed ,de aguas escurriéndose
  por los dedos…
  siempre tendrás la chimenea
  con los leños ardiendo,
  que te .
  Asi como
  sonidos y  hombros amigos…
  Siempre tendrás una palabra
  o un gesto de amor
  El respeto fecundará en  admiración,
  Como una flor en petálos de amor

  (c)   Joe’A

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Dor no silêncio

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

                                Que silencio existe em minha alma

                                já não escuto nem meu coração bater

                                não me importam as manhãs

                                nem me importa a noite cinza.

                                

                                Que tristeza a que sinto

                                nunca antes havia me sentido assim

                                penso que  o vento

                                passa e burla de mim.

                                

                                Que importa a beleza

                                de uma rosa no jardim

                                nada é certo…nada é bom

                                se não te tenho junto a mim.

                                

                                Eu compreendo que a vida

                                com seus golpes ensina a viver

                                mas, quem esplica ao coração

                                quem o ensina a não sofrer?

                                

                                Quiça seja o momento

                                e equivocado estou no meu pensar

                                mas é duro o sofrimento

                                que eu passo se não estás.

                                

                                Meus olhos já estão cansados

                                de tanto e tanto chorar

                                e a dor que há em meu peito

                                cada vez aumenta mais.

                                

                                Se ao menos eu pudesse

                                a teu lado estar

                                cessaria minha tristeza

                                em ti poderia descansar.

                                

                                Sinto que as forças

                                pouco a pouco se vão

                                quisera compreender

                                que a paciencia e a esperança

                                solução a tudo dão.

                                

                                Ja quero que isso se acabe

                                essa dor que me afoga

                                porque é perpetua e covarde

                                porque meu coração já não mais suporta.

                                

                                Quisera ver de novo luz

                                e deixar isso no esquecimento

                                livrar-me desta  cruz

                                e que se acabe esse silencio.

                                 

                                Denny Llanos Tirado

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CONTO DE FADAS

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

                  O primeiro me chegou
                  com seus olhos de príncipe,
                  me pegou pela mão e me arrastou
                  ao som de tantas melodias,
                  por anos a fio.
                  Até que um dia,
                  sem que me desse conta,
                  do conto de fadas, um elo se partiu
                  e para sempre, ele se foi, sumiu!

                  O segundo me chegou,
                  parecendo tão amável;
                  recolheu meus cacos,
                  transformou-os em páginas alegres
                  de meu conto de fadas.
                  Era como uma brisa a
                  refrescar um coração atormentado.
                  Rápido veio, mas logo se foi, nem elo formou.
                  Do livro, as páginas arrancou.

                  O terceiro me chegou,
                  trazendo rosas brancas
                  ofertando-as com carinho,
                  de quem vem, mas ainda nem sabe,
                  se quer realmente ficar.
                  Talvez ainda hajam tantas incertezas,
                  que nem mesmo eu sei,
                  onde guardei meu conto de fadas.
                  Esqueci do livro,
                  em algum momento de forte crivo!

                  As chegadas da vida
                  sempre são surpresas que o tempo,
                  prepara cauteloso,
                  pois o coração humano,
                  sempre será uma caixinha de surpresas.
                  O encanto da vida
                  está em vivê-la com toda a sua plenitude,
                  e no livro de contos de fadas,
                  cada um escreve a sua estória,
                  de sonhos, esperança, fracassos e glórias.

  Guida Linhares

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ANGOLA TÃO SOFRIDA

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

            É uma vergonha, para nós Ocidentais e
            restantes países, o que se está a passar,
            imponentemente, em Angola, um de
            vários países, da mãe África, ela já de si,
            tão sofrida, que acho insustentável, o que
            aí se passa, demonstrando a todos, a
            enorme força de viver, desse povo, quase
            sem nada, desde água potável, a saneamento
            básico, medicamentos e casas dignas, de lá
            se viver condignamente.  

            Doenças, que, para nós, são banais e tratáveis,
            para eles são miséria, doença, sofrimento, e,
            muitas das vezes morte. Hospitais não há, o que
            existe, são casas de campanha, dirigidas pela
            cruz vermelha, que, com todo o seu altruísmo e
            amor ao próximo, faz o que pode, em casas sem
            ventilação, onde mais facilmente as doenças se
            propagam, com o cúmulo de aí viverem todos
            juntos, transmitindo viroses, de uns para os outros,
            apesar da boa vontade dos enfermeiros e alguns médicos.

            Não tendo consigo, os objectos necessários,
            para levar avante suas aulas, é com esforço e muita
            dedicação, que, os poucos professores, transmitem
            aprendizado, aos mais petizes, que, não tendo
            cadernos nem lápis para escrever, o que o professor
            lhes dita, fazem do chão seu material escolar,
            enquanto o professor vai utilizando o único quadro
            existente, com uns rudimentares cotos de giz, para
            que ao menos, as crianças, possam ler, o que se lhes
            está ensinando, ao frio e à chuva, pois as salas de
            aula, não têm nem tecto nem paredes, como
            protecção, dos pobres meninos e do próprio professor.

            E tudo isto, pelo petróleo e pedras preciosas, que
            vão alimentando guerras civis e enchendo de
            riqueza, os senhores da guerra, autênticos bandidos,
            que tudo fazem para que o país não evolua, relegando
            o povo, para carne para canhão. De reparar que nenhum
            dinheiro, fica nos bancos angolanos, mas sim em bancos
            estrangeiros, onde os arruaceiros, vão vender, o que não
            lhes pertence, mas a Angola e a seu bom povo. E velhos
            e crianças caminham, amputados de braços e pernas,
            batendo no rosto e chorando lágrimas, que de há muito
            secaram, pedindo humildemente, ajuda imediata, para que seus filhos cresçam dignamente, num país livre, com tudo,
            o que qualquer país exige, para que suas estruturas funcionem
            e Angola volte a ser um país lindo, para se viver e visitar.

            Jorge Humberto

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PRESO À FORÇA

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

      Por entre caminhos improvisados,
      repletos de mato solto, que vai dificultando,
      a minha passagem, e tendo por fronteira
      o rio, que corre solto, suas margens,
      cheias de galhos secos e pedras,
      tento achar uma aldeia, onde as pessoas,
      me aguardam, de braços abertos,
      levando-me para dentro de suas casas,
      e, sentando-me, em mesas rudimentares,
      enfim alimentar-me, bebendo do bom leite.

      Encontro-me em fuga, num país estrangeiro,
      apenas por inaptidão, aos costumes
      do país em questão.
      Assim resolvi fugir, do imenso castelo,
      saltando uma janela aberta, para a noite e
      para o total desconhecido, com vozes
      conhecidas no meu encalço, chamando por
      meu nome, em vão.

      A essa altura já eu tinha escolhido a linha do
      comboio, pois sabia, que iria dar a algum lado.
      Mas minha visão era parca,
      pela inexistência, de qualquer luz, e, aqui e ali,
      por tremendos sustos passei, ao sentir
      animais selvagens, no restolho, e, veio o
      medo, de poder vir a ser atacado.

      Entretanto apercebi-me, de um monte, repleto
      de árvores, e resolvi desviar meu caminho
      e subir, até ao seu cimo, e, aí, fiz minha cama,
      até o sol surgir, pela manhã.
      Descendo o monte, encontrei um carro,
      como uma jovem da terra, que, sem preconceitos,
      um lugar em seu carro, me dispensou,
      dirigindo-se, para o centro principal, da aldeia.

      Já aí, e, depois, de me ter pago o pequeno-almoço,
      fui falar com os vários camionistas, que ali se
      encontravam. E, de fala em fala, consegui que um
      deles me levasse, até à estação de comboios,
      mais próxima. Pessoa afectuosa, conversamos todo
      o caminho, chegando a Montpellier. Descendo
      agradeci e fui comprar meu bilhete, de regresso a casa,
      até ao meu querido e excelso Portugal.

      Jorge Humberto

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PELA MINHA VONTADE

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

                  Não. não me digas nada, por favor!
                  e que eu solte as amarras, deste silêncio,
                  que me cerca, e, de tanto te procurar,
                  se faça o nosso encontro, realidade.

                  Agora que desfrutas, do prazer marítimo,
                  que te traz o mar, generoso, imenso, em
                  sua dádiva natural, apelo aos sentidos.
                  e viajo incógnito, por todos os azuis do céu!

                  Por isso, e, sem que o notes, pela tua
                  lembrança, chego-me a ti, descansando,
                  linda, como sempre, no areal, depois de
                  um banho refrescante, onda atrás de onda.

                  E sem que o vejas, pois que me tornei etéreo,
                  sinto o cheiro de teu corpo, juntando-se ao
                  do sal do mar, e, vejo-te sorrir, às gaivotas doidas,
                  que te cercam, na esperança, de uma migalha.

                  De repente levantas-te e as gaivotas dispersam,
                  enquanto eu, ser invisível, mantenho meus
                  olhos pousados em ti, e, toda a graça, de mulher,
                  acompanha-te, passo a passo, olhando a horizonte.

                  O sol desceu, e, cobrindo-te, por inteiro, o rosto,
                  até o próprio mar se envergonha, ante tal beleza.
                  Cabelo solto e selvagem, olhos cor de mel e um
                  sorriso, que manténs insistente, em teus lábios.

                  Quase que te posso tocar, que intenso é o desejo
                  e a saudade!  Mas guardando, cada gesto teu, que
                  bem conheço, soletro teu nome baixinho, entre
                  nuvens e o mar, cá mais em baixo, e sinto-me teu.

                  Por hoje parto, meu amor, guiando-me pelo vento,
                  mas no fundo estivemos juntos, em cada coisinha,
                  do qual fizeste o teu dia, e, eu estava lá, observando
                  teu ser, deixando meu amor sem fim nem barreiras.

                  Amanhã regressarei, metamorfoseando-me, no que
                  mais não é do que uma vontade expressa, de meu
                  ensejo, em estar junto a ti, a qualquer momento,
                  que o pensar-te, assim o exija, sem nenhum esforço.

                  Jorge Humberto

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Beijos Roubados…

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

      Não ousei pensar que teu silêncio
      indicasse uma resistência…
      Ousei sim, pensar como um sugestivo
      e delicioso consentimento.
      Fui mais além e ousei olhar com profundidade
      nos teus olhos e quase tocando teus lábios, te
      desejei, insinuei e sem tempo para sugerir,
      no ímpeto do momento, não resisti ao teu hálito
      quente, respiração ofegante e roubei-te os beijos
      que eu queria…
      Molhados…
      Alucinados…
      Desejados…
      Ousei tomar teu sim e não, só por um desejo meu…
      Ousei tomar teu espaço, uma deliciosa invasão…
      Ousei tirar teu equilíbrio, só pra você segurar a minha mão…
      Ousei mudar teu caminho, só p’ra tê-lo no meu…
      Ousei deixa-lo sem ar, enebriado e te abusei…
      Roubei-te tantos beijos quantos eu desejei…
      Safados…
      Sonhados…
      Demorados…
      Apaixonados…
      Não ousei argumentar,
      só quero ouvi-lo dizer,
      ouse mais e me roube mais.

Naidaterra

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Noviembre, místico noviembre

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

Aún guardo en el recuerdo aquel día ….
Mis manos trémulas y heladas
Corazón disparado, respiración suspensa
Alegría y ansiedad con esfuerzo disimuladas
 
Cada frase una nota musical sonaba
La noche entre mil estrellas se inclinaba
Miedo y ganas; ganas, deseo y miedo …
Tantas caricias telepáticas derramadas ….
 
Barcos balanceándose al sabor del viento …
Dos faroles clareando el firmamento …
Almas embaladas en las palabras de amor
Pronunciando tiernamente un juramento …
 
Entre mil disculpas, allí estábamos …
Ojos perdidos, labios susurrando un nombre
Ah, agonía deliciosa, percorriendo el cuerpo, leer
y releer mil veces cada carta; era nuestra hambre …
 
Poesías embalando sentimientos, respondiendo
Inquiriendo, despejando miel, locura, frenesí ….
Cecília, Pablo, Casimiro y Florbela,  cuantos !
Así mágicamente lo encontré y me perdí …
 
Noviembre, fascinante y místico noviembre …
Llevando todos los dolores de la vida, del mundo
Todas las heridas curadas con sus labios
Pegados en los míos, el amor invadiéndolo todo ….
 
Manto invisible, misterioso que nos transformó
Nos dio nueva vida, nuevo rumbo, nueva esperanza
Nuestros barcos aún navegan en ese mar
 como barquitos de papel en las manos de un niño …
 
Noviembre, místico y maravilloso noviembre ….
 
Mary Trujillo

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Leva-Me

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

            Noite linda, convidativa. Leva-me inteira,
            Para aquelas paragens, hum… Aquelas….
            Voando para seus braços, seu louco querer.
            Deixa-me viver tudo, as mais loucas quimeras…

            Quero beber, me embriagar na taça do amor,
            Sorvendo tudo, devagarinho, até a última gota…
            Num paraíso de ilusão, molhada de paixão,
            E que o dia chegue e me encontre em sua boca.

            Leva-me aos seus braços como ré… Cativa,
            Prisioneira, condenada, malabarista, artista…
            Como algema, cofre, chave, segredo, cadeado…
            Deitada na relva orvalhada, na noite, na pista…

            Faz-me dele como pele, veia, coração…
            Seu violão, sua fada, seu sorriso e sangue…
            Bruxinha, bailarina bailando em seu corpo
            Que a vida se faça e o desejo se estanque!

            Mary Trujillo

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Chantagista do Amor

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

    Sim… chantagista do amor… é o que ele é!…
    Faz chantagem virá a mesa, chora por meu amor
    e sempre ganha o que ele quer!…
    Eu sempre boba no amor, como toda mulher…
    Diz adeus… jura não mais voltar…
    Me arrenpendo…
    Também choro e que nada… ele ali está!…
    Promete não ter ciúme, faz mil queixumes…
    Nem percebo o seu jogo…
    Embriagada com seu charme e seu perfume!…
    Chantagista do amor… é o que ele é!…
    Mais um dia que amanhece, sua cisma
    me condena… ele desaparece…
    Pinto e bordo, juro dessa vez não voltar!
    Sua voz macia, diz me amar como uma prece…
    Afinal o que ele quer?…
    Chantagista do amor, é o que ele é!…
    Ah… meu chantagista… moleque dengoso
    e teimoso… aqui estou aos seus pés!…
    Já perdida com o seu carinho e o seu beijo…
    Chantagista do amor é o que você é!…
    © Mary Trujillo

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Renascendo…

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

Que tempo maravilhoso!
De noites enluaradas,
E tanta estrela encantada,
Que me fazia sonhar…
Sonhos puros e indecentes!
Onde ficaram, não sei…
Fui eu que desencantei,
Ou já não sei esperar?
 
Entro no túnel do tempo
Tentando compreender,
Se ainda há o que aprender
Ou se é tarde demais.
Tudo parece tão longe…
A minha expectativa,
Que antes nunca foi nociva,
Machuca cada vez mais.
 
Relembro as tardes fagueiras.
Como era fácil sorrir!
Ninguém vinha desmentir,
A minha intensa alegria.
O mundo era conivente…
E também as borboletas,
Amarelas, espoletas,
Era rica a parceria!
 
Passarinhos… (Nem se fala!)
Até flor era mais flor,
Tinha perfume de amor,
E cores fenomenais.
Céus! Será que envelheci?
Onde estão as primaveras,
Azuis, brancas, amarelas,
Que sinto falta demais!
 
Onde está a minha audácia?
Minha ousadia, coragem,
Hoje tenho só miragem,
Desencanto, frustração.
As mãos vazias de tudo…
Até o espelho me trai!
Nele, quando eu olho,  cai,
Mais algum sonho no chão.

Mas eu li. Eu sei que li!
Como se fosse um mandato,
Eu não sonhei, isso é fato!
“Não desista! Nem pensar!”.
E eu sempre soube também…
Ninguém finda o seu caminho,
Só porque ficou sozinho,
É preciso acreditar.
 
E eu creio como ninguém!
Creio até no impossível,
Nada na vida é infalível,
Não se pode esmorecer.
Sonhar é um dom divino!
Sonharei! Dane-se o mundo!
E todo conceito imundo,
Que quiser me entristecer.
 
E o tempo que feche a porta.
Não quero ver nem saber,
Meu velho modo de ser,
Renasço, se precisar.
Eu posso, enquanto viver…
Posso tudo que eu quiser,
Se ao meu Deus lhe convier,
Eu só preciso tentar…
 
– Chispem daqui, lembranças!
Vão cantar noutro lugar,
Que eu já não quero escutar,
Tenho muito que fazer!
Ainda estou encantada…
E preciso desenhar,
Novos sonhos e sonhar.
Sonharei! Até morrer…

Tere Penhabe

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Discurso

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

     Queria aquietar o impotente discurso empapelado nos meus poemas; dói demais perceber o fracasso dos gritos, o insucesso das minhas bandeiras hasteadas com fervor, o clamor em defesa dos animais, da natureza e dos meus iguais.

          Que grande socorro eu prestei à humanidade!

          Nenhuma vírgula mudou as vidas discursadas nessas linhas reclamantes… só reticências e interrogações somatizadas.

          Queria orar e crer que fiz o diferencial, e depois dessa prece, abriria os meus olhos e veria algum minúsculo milagre – preciso de pouco -; só um pequeno sinal bastaria, mas nada acontece.

          Não consigo ajudar os meus irmãos, muito menos salvar o eu de mim, afastando a incômoda sensibilidade que capta as dores e se alimenta das tristezas.

          Poemas indiferentes, linhas fracassadas, minha rima aos derrotados: é só o que eu sou e o que faço.

          Dou as mãos à palmatória, me calo à glória de um mundo rosado que eu não vi, à história de um amor eterno que não resistiu ao egoísmo dos anos desperdiçados em partilha.

          Rasgar os papéis das ruas obscuras que desenhei, dobrar a bandeira do meu país manchado de corrupção, de fome e descaso, jogar as palavras e as folhas na chuva, sem olhar para trás; depois ficar olhando uma lua esburacada e distante nesse céu chato e poluído, esperando que ela preencha o vão desse lamento surtido retinindo aqui dentro, preso na garganta, invertendo toda a tradução do que vi.

          Fotografar a esperança escorregadia e cair na passarela bucólica, dentro do fantástico carnaval colorista, beber dessa orgia esquecendo as quartas-feiras cinzentas tão cheias de ressacas estampadas nas faces assustadas, enfrentando o sol abrasador, derretendo a ilusão plastificada da cera humana.

          Queria agradar os olhos famintos de beijos escritos, aquecer os corpos carentes de gozos múltiplos, saciar os peitos solitários que buscam o toque lírico no branco decote do vestido virginal, ourando a aliança findada no círculo feliz até que a morte da união separe o para-sempre do final amargurado e rotineiro.

          Eu queria não sentir, mas eu sinto…

          Sinto muito!

 Sandra Ravanini

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FUI EU

Posted by vidapura2 em Dezembro 1, 2008

É mais um dia sem você, mais uma noite que eu espero.
se alguém no mundo quis você…fui eu
Te dei os sonhos que eu sonhei
te imaginei pra vida inteira
Se alguém fez tudo por você…fui eu
Diz agora o que é que eu faço pra viver
Se a cada dia é mais difícil te esquecer
Tudo isso faz doer demais
Eu queria só voltar atrás, ficar contigo
Diz agora o que é que eu faço pra aceitar
será que existe outra pessoa em meu lugar
Mas o tempo vai te convencer
e um dia vai reconhecer que sem mim não pode mais viver
Sentimento, dói com o tempo
E a solidão não quer parar de machucar
Sentimento, dói com o tempo
Meu coração não quer ninguém no teu lugar.

JOSÉ AUGUSTO

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