amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 9 de Dezembro, 2008

Ah, doce magia a cair sobre a terra

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

      Ah, doce magia a cair sobre a terra,

      estrelinhas nos céus a anunciar que chegara…

      Nesta noite de magia e encanto

      famílias reunidas, árvores, bolinhas e luzidias…

      Bela e aconchegante

      faz com que a reflexão tome conta de nossas almas…

      

      O momento de fazermos nossos balanços…

      Aceitar nossos erros e corrigi-los com humildade,

      instante de entrelaçarmos nossas mãos

      Perdoar nossos ofensores recordando-se sempre do teu calvário…

      Momentos de agradecermos,

      por termos suplantando nossos obstáculos,

      Este instante de reflexão de união de amizade e amor

      deveria se repetir por todos os dias a seguir

      certamente, ai sim, estaria você Pai feliz com teus filhos…

      

      Agradeçamos a nossa mesa saudemos o amor,

      Antes de tudo limpemos nossos corações dos rancores,

      purifiquemos nossas almas,

      jogando para o abismo do esquecimento nossas mágoas,

      entreguemos os que feriram ao vale do perdão…

      

      Sejamos teus filhos,

      branco, amarelo, negro, vermelho

      todos em um só canto de perdão, de amor e de paz

      a saudar-te…

      

      Ah meu Divino Pai…

      Sou lhe grato sempre por conceder-me o que lhe peço:

      Forças para superar minhas dores…

      Assim, sinto-me cada vez mais pertinho de vós…

      Possam teus anjos virem ao encontro do planeta terra

      Enfim, trazer a luz a penetrar todos os corações…

      Que em um só coro te ofertem o amor que ensinastes…

      

      Feliz Natal Pai,

      Feliz Natal meus Irmãos…!

      

      Paulo Nunes Junior

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ESTOU IMERSA NESTE SEU MUNDO…..

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

Estou imersa neste mar de prazer

Sentindo vibrar todo o meu ser…

É como se uma foto pudesse captar

Meu corpo, minha mente & meu espírito…

 

Meu corpo agradece a renovação de vida constante…

Quando pulsa de satisfação e prazer
Deixando-se embalar pela novidade

Na música em que você me chama…

Na poesia em que se declara…

 

Minha mente é abençoada

Quando você a preenche de amor…

Quando nos mesclamos na paixão

Quando entregamos nosso coração…

Aí, então, amor da minha vida,

não pode mais ser contida

esta paixão em ebulição

que inflama o meu coração…

 

Meu espírito fica tranqüilo

Porque entra em harmonia com esta energia…

Que está em conformidade

Com toda a minha verdade…

A verdade do meu viver!

A aceitação do meu sofrer!

A vontade soberana de ser feliz…

Amo em toda intensidade!

Esta é a minha verdade!

Penhah Castro

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Nossos Olhos!…

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

Ah dia aquele!…Que chamado às pressas,

fui atender o clamor de um coração desesperado…

Eu tão forte, tão seguro de mim,

de meus passos sozinhos,

para não ser tocado, machucado…

Fugindo do amor…

Eis que te vejo!…

Naquela casa entre os teus, nossos olhos!…

 

Naquele instante, falaram, um ao outro…

Será você?…

Minha alma tremera…o corpo em calafrio…

Medo!…Medo!…Ah que medo!…

Você com seu jeito fechado

parecia comandar o próprio mundo, algo intocável…

 

O amigo que me acompanhava disse-me:

“- Pois é meu caro, agora você esta perdido,

entrou naquela casa como alguém pronto a socorrer

e agora quem pede socorro é você!”…

Tentei de todas as formas esquecer-te,

quanto mais fugia desesperado, mais você se aproximava…

 

Nossa!…Que dia aquele em que te aceitei,

parecia-me que iniciava um novo mundo,

Com você eu conheci o verdadeiro amor,

Em sua pele conheci o verdadeiro prazer,

Em tua companhia senti a palavra proteção…

 

Com você também conheci a dor, o pecado,

a indiferença, até mesmo a traição…

por nós dois, na ânsia do mútuo esquecer,

Como, se adentrei pelas portas de tua alma?…

Você pela minha, nossos olhos!…

 

Através desta porta selamos nosso amor eterno!…

Algo tão forte que nenhuma força da terra é comparada,

Amando-nos sentimos a sensação dos terremotos, dos vulcões.

Sentimos a brisa do mar, nosso cheiro se confunde com as flores,

As vozes com o cantar dos pássaros mais raros,

 

Somos assim, enfim…

Não adianta mais correr,

Entreguemo-nos a este amor de chamas.

Amor às vezes bandido, mais tão forte que tudo supera,

Amar-te-ei pela eternidade!

Paulo Nunes Junior

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Nossos olhares!

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

Naquele dia em que lhe aceitei

o sol inundou minha alma,

querubins cantaram jubilosos

festejando o nosso amor.

Pássaros voavam pelas campinas

celebrando essa cumplicidade

que se via nos nossos olhos,

Olhares apaixonados, enfeitiçados….

Naquele dia

nem tentei resistir

vi que lhe queria muito

que minha vida estava ali, a seu lado.

Tudo simples, nada complicado.

Na recalcitrância do meu querer

beijei você e jurei nunca mais

iria lhe perder…

Hoje, quando recordo

daquele dia, toco o horizonte

com o coração

a procura do nosso apaixonado olhar…

acho que se perdeu atrás de uma nuvem

ou esta vivo, bem lá….

onde ainda brilham as estrelas

e existe a grande esperança

do reencontro do nosso

sublime e sereno olhar.

Arneyde T. Marcheschi

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TEUS OLHOS

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

Encontrei-me perdida em teu olhar…

Tão profundo, tão mágico

que parecia minha alma penetrar

e todos meus segredos desvendar!

Ah! Este teu doce olhar…

Acompanhado de sorrisos marotos

Verdadeiro convite para amar…

Não houve sequer um momento

Quer faíscas não pudesse lançar

Neste teu doce olhar…

Jamais esquecerei este olhar

E tomada por um arrebate

Ponho-me novamente a sonhar…

Te esperar…

Infinitamente te amar…

Iaramel

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Poeta, ah poeta!…

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

Poeta, ah poeta!… – Sua poesia
Chora, sem porvir, sem aurora!…
Cala a voz do sonho e chora…
Deixa a alma vagar sumir lá fora…

Amar e ser amado é só em poesia,
Poeta é um expectador do alheio amor.
Vagabundo, errante e mau entendido…
Rabiscando em filetes de sangue sua dor…

Visionário, construtor do impossível,
Obstinado, apaixonado, ardoroso…
Caçador na escura selva do peito…
Dilacerando o coração a ferro e fogo!

Poeta repousa a pena agora,
As tintas coloridas secaram…
Não há céu para pintar, nem luz,
Apenas uma alma em frangalho.

Seus versos morreram à míngua,
Chegou a hora da cruel despedida,
A lua já não inspira suas poesias…
Da enorme paixão, só restou desdita!
Mary Trujillo

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Caiu a cortina…

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

Desde quando deixei de viver?
Não sei, sei apenas que já
Não vivo, respiro apenas…
Estou em pleno pesadelo ainda…
Caiu a cortina do meu cenário…
O teatro fechou pra reforma…
As luzes se apagaram,
A música cessou…
Já não haverá fantasias,
Estórias maravilhosas…
Romances do século!…
Caiu a cortina e já não
Haverá noites de espetáculos…
Beijos, abraços, frases ricas e
Comoventes…
Não haverá danças, risos…
O teatro está às escuras…
Vazio, frio e triste…
Aqui ouço ecos do que outrora,
Era vida plena, amor…
Uma voz clara, ainda ecoa em
Meus ouvidos: – Te amo… Te amo…
As lágrimas banham-me as faces…
O sonho acabou…
A cortina caiu…
O teatro fechou!…
Mary Trujillo

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A arte de agradar a todos

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

            A difícil arte de agradar a todos…
            Nesses últimos dias fui levada
            Por uma enxurrada de contradições.
            Será que sou boa ou má?
            Será que sou agradável ou não?
            Sincera e humilde, sei que sou…
            Se falo estou errada…
            Se calo, mesmo calada sou julgada
            Como prepotente e esnobe…
            Hora… Faça-me o favor!
            Tenho o direito de me proteger,
            O direito de me afastar,
            Porque dentro de mim há uma
            Bússola certeira e afinada
            Que acusa a hora de parar
            A viagem, descer na estação
            Mais próxima, encurtar a estrada…
            Se sou desagradável porque
            Sou autêntica, continuarei
            Sendo desagradável,
            já que não me rendo
            A conversas enganosas e cheias
            de segundas intenções…
            Não sou de usar cabresto,
            Muito menos bailarina
            Para ser levada pelos sons…
            Se alguém quer minha amizade,
            Terá, desde que a sua seja de fato amizade.
            Não use, por favor, de meias palavras,
            Meias conversas, meias verdades…
            É difícil agradar quando a meta da maioria
            é olhar para o próprio umbigo…
            Exterminada será e a minoria será um fato.
            Mas por que agradar?
            Pra quê?
            Eu desisti dessa arte. – Ou artimanha?
            Ser popular é caminho para a mediocridade,
             É perder a própria identidade…
            O artista por melhor que seja
            Conquista a fama e perde a liberdade…
            Entre o dono da boiada e os bois,
            Não serei pasto, me afasto…
            Não me abalo, não me arrasto…
            Faço parte de um grupo de poucos…
            Como agradar muitos nesse teatro de loucos?
            Se o maior homem do mundo,
            Não conseguiu agradar a todos?!…
            Mary Trujillo

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Poeta louca, eu?

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

                              Poeta louca, – Quem?… Eu?
                              Trago nas mãos versos lindos, tristes… De um
                              Romance que só Shakespeare escreveu,
                              Fortes, melancólicos, alegres…

                              Eles caminham por meu corpo,
                              Caminham por minha alma,
                              Então voam alto, longe!…
                              Viver ou morrer de amor? – Tanto faz!

                              Meus gritos não são ouvidos, meu amor
                              É um martírio que persigo para sorrir…
                              Viver e mal respirar… E chorar de saudade…
                              De que?… Já nem sei, talvez de Romeu e Julieta
                              Que sequer sei se existiram…

                              Amo, odeio, sorrio, choro e morro a cada verso!…
                              Sim sou poeta… Faço poesia… Festejo a vida,
                              A alegria que não tenho e choro pela tristeza ,
                              Que não me deixa viver ou morrer de rir!

                              Mas, ah, que raiva sinto, quando meus versos falam de
                              Um amor do passado perdido, rejeitado…
                              E quando olho em meu jardim todas as flores dizem;
                              Bom dia poeta! – Colha a mim!

                              Mas meu amor persiste em tudo que toco e vejo… Sei que
                              Existo… E percorro em rimas meus próprios dias, sempre.
                              Buscando o amor que virá e então sorrio desvairadamente,
                              Sei que já o encontrei, ele apareceu-me furtivamente…

                              Eu o abracei na madrugada… Com minha poesia lhe dei
                              Bom dia,  sei que o dia nasceu… Uma andorinha ao longe
                              Voando, mais uma vez, trouxe-me a poesia, a lucidez que é
                              Tão grande e disse: – Isso, vá em frente, porque sua loucura,
                              Nada mais é que lucidez constante, vá poeta, isso! Viva!

                              Ame como uma criança!
                              Que importa a guerra?
                              A falta de motivos para sorrir?
                              Pois que a vida aflora em seus versos,
                              E emociona, e fala e cala uma verdade.

                              Sem amor nada vale nada vinga!
                              E assim… Eu poeta, vou rasgando
                              Peitos com meus versos e sorrindo,
                              Porque sei que planto
                              Em todos uma verdade…
                              Amor… Amor… Sempre Amor!…
                              Mary Trujillo

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BAILEMOS…

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

          Vem meu amor te convida
          Vem, bailemos nessa nuvem
          Embevecidos, porque o amor
          É lindo enquanto dura,
          Enquanto o coração palpita…
          Dê-me tua mão vem…
          Saiamos como
          Quem sai desavisado que a
          maldade existe…
          Deixemos que nesse bailado o
          Coração marque compasso…
          Amemo-nos sem qualquer cuidado…
          Vem que nesta noite, meu amor
          E o meu carinho serão teus…
          Fique assim calado, colado ao
          meu lado, grudado em meu corpo…
          Não falemos de adeus…
          Vem sem susto, deixemos as lágrimas
          Para depois, para a despedida,
          Pois bem sei, haverá trevas nos
          Teus, nos olhos meus…
          Enquanto existir amor em nosso
          Sangue, serão  tuas as minhas
          Horas, minhas
          As tuas horas, teus todos os
          Meus carinhos…
          Vem, bailemos a dança do ventre,
          A dança da chuva,
          O bolero, a dança das horas…
          Vem, abra a porta, bailemos nós dois…
          Podemos sair se quiseres…
          Bailemos Então na relva, nas nuvens…
          Não importa onde a brisa bata
          E nem o que será depois…
          Vem… Vem…
            © Mary Trujillo

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Bateu Forte!

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

                        Bateu de repente… Bateu forte…
                        Como uma águia riscando o céu…
                        Perdi meu norte… Melhor a morte!…
                        Mergulhar no breu… Arrancar o véu!

                        Dar a cara de frente… Para bater…
                        Cerrar os dentes e dizer… Não… Não!
                        Enfrentar todos os bichos… Atrever…
                        Sorrir e … escorregar pelo corrimão…

                        Bateu forte… o que me importa???
                        Bati forte também… Ousei… Eu ousei!
                        Que se lasque a vida… Que feche a porta!
                        Cansei de ser a boazinha… Cansei!…

                        Saturei de comportamento certinho…
                        De normas… Regras… Tabus… Etiquetas…
                        Vai escoando a vida entre meus dedos…
                        Não quero mais ordens… Nem muletas…

                        Hoje… afastei meus medos e fantasmas…
                        Mal olhei para o espelho… Para a casa…
                        A sapeca que mora em mim gritou alucinada:
                        – Nada de tristezas mulher!… – Vaza… Vaza!

                        Amanhã? – Amanhã posso voltar a ser tonta…
                        Chorar… Fazer coisas femininas e idiotas…
                        Mas voltei ao normal… – Estou pronta!…
                        Abri dos meus direitos… As comportas!

                        Essa bateu forte… Ah… Bateu sim!…
                        Mergulhei numa piscina vazia!…
                        Mas foi bom… Foi bem melhor assim…
                        Despertei enfim… Da imbecil covardia!…
                        Mary Trujillo

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Moço

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

Que alma é a sua?
Que nos dias de hoje
Ainda consegue ser humano,
Carinhoso e gentil?
Onde ficou seu passado?
Quantas lágrimas rolaram em seu rosto?
Quantos amores passaram por sua vida?

Não sou moço… você responde…
Ah, moço que engano o seu!
Pois que ama feito um louco
E acredita na vida como poucos!
Só um moço ama desse jeito
E fala do seu amor como se fosse
O primeiro!

E diz da saudade que doeu…
Do sonho de ser feliz…
Da distância que separa dois corpos
Mas nunca dois corações
Que amam…
Que vai as raias da loucura quando
Diz que me ama… que sou o seu tudo!
Quando me cobre de beijos e carícias mil!…

Moço…você é um moço… porque
No coração traz a chama da vida,
Nos olhos o brilho de todas as estrelas
E no corpo a energia da juventude!…
É por essa razão que o amo…
  Moço!…

Marilene Trujillo

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No Jogo Da Sedução

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

      No jogo da sedução
      O coração fica a deriva
      Mergulhado na ilusão
      Entrega-se sem reserva à paixão.

      No jogo da sedução
      A alma carente
      Permite ser levada
      Como folha ao vento
      Sem se dar conta
      O quanto irá ser machucada.

      No jogo da sedução
      O coração fica sem juízo
      Perde o medo de amar
      Sem importa-se com a desilusão
      De corpo e alma se lança
      Num desconhecido mar.

      No jogo da sedução
      A razão sai, entra o coração
      E com ele suas loucuras
      Levando para profundos mares
      Sem o caminho de volta.

      No jogo da sedução
      Torna-se prisioneiro,
      De um belo sonho inicial
      Pode torna-se um pesadelo
      Sem outro igual.

      Ataíde Lemos

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DO NADA UMA VIDA

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

Não sei que coisa é esta, que me
deixa tão assim, quase sem reacção,
diria, se por um só momento sequer,
não estás a meu lado, cobrindo-me
de lindas palavras de amor, incentivo
de uma vida, numa conjugação,
entre homem, mulher e natureza.

Juntos, partindo do nada (que bem
te recordas), pegamos num pedacito
de terra abandonada, e, revolvendo
o solo, abriu-se para nós um belo
espaço. Sua cor tinha a cor do barro,
quando húmido, e, uma a uma, botamos
à terra, várias sementes, de flores únicas.

De esforço e dádivas extremas, cuidando
do solo e regando, apenas o quanto baste,
para não sufocar as inermes plantinhas,
fizemos nossos dias e noites, já com aquele
gozo de antecipação, de virmos a ver, nosso
jardim, começando a florir, feito de suor,
entrega e tão delicada generosidade.

O jardim hoje resplandece, a cada manhã,
no luzir do sol, entre a claridade dos azuis
do céu. E mal nossos olhos se dão, ao
fulgente clamor do dia, juntando-se-lhe
as fragrâncias, bem acentuadas, das flores,
abrem-se janelas, de par em par, e, não
há, quem se mostre indiferente, ante o belo.

Como um perfeito par de namorados, nossos
olhos transformam-se em lagos transparentes,
e de mãos dadas, sentamo-nos, observando
os cisnes, rosa e brancos, de vénias mil, se
cumprimentando. Tal não deixa de soltar em
nós, um franco sorriso, e, até o ar, que nos
rodeia e respiramos, é deveras bem mais puro.

Tomando caminho, directos à floresta, já ali,
quisemos estar mais de perto com a natureza.
E entre o restolho continuamos, passando por
enormes árvores, elevando-se bem acima do
céu, onde aves canoras, disputavam canções,
clamando, ao longe, suas parceiras, distantes,
e, nós, um ao outro, até ao abraço desejado.

Jorge Humberto

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MOMENTO DE LOUCURA

Posted by vidapura2 em Dezembro 9, 2008

      É quando nos sentimos, mais sozinhos,
      enfrentando, por nós mesmos,
      insana solidão, que, tantas vezes, nos
      traz a loucura, escondida nas mãos,
      para que não haja tempo de reacção
      e toda a nossa fortaleza, feneça,
      como um castelo de areia, à beira-mar,
      que nos damos conta, do que realmente,
      nossa mente enfraquecida, está
      prestes a cometer, sem inteligência
      ou bom senso, que lhe valha.

      Tento pensar e afastar, os malditos espectros,
      que fazem com que deambule, de um lado,
      para o outro, do quarto, que se tornou
      desconhecido para mim, ao tacto e ao olfacto.

      Com alguns princípios, do que se poderia
      chamar de loucura, aproximo-me de
      minha biblioteca, e, sou assaltado por figuras,
      saídas dos livros. Confrontando-as, e, num
      acesso de fúria sem sentido, jogo tudo no chão,
      enquanto o espelho escarnece, ante a comicidade.

      Febril e meio tonto, vou tropeçando, aqui e ali,
      e bebo do absinto, por mera tentativa de
      equilíbrio, e, a meus pés, invade-me a água,
      escorrendo da banheira, que, por desnorte,
      esqueci-me de fechar, e, tresloucado, rio-me
      de tal façanha, assumindo, que, afinal, é só
      um pouco de água, que logo faço por esquecer.

      Há minha volta tudo bóia, livros, cadeiras, meu
      pensamento de um dia; e, nem sei mais, se
      ainda há jardim lá fora, com rosas brancas.

      Não sei nem porquê, encontrando um livro seco,
      coloco-o por sobre meu joelho, e, tento ser
      racional, fazendo disto tudo, uma inspiração.
      Só que os versos, vazios de conteúdo,
      têm sua sentença final, ao ficar esborratados,
      na roupa molhada e desajeitada.

      Porque não vens, meu amor maior? apenas
      desejo tua mão, sossegando minha fronte:
      que alguém ousou roubar, aproveitando tua
      ausência querida, deixando-me quedo, na
      minha própria loucura.

      Jorge Humberto

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