amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

COISAS DE UM MUNDO PERDIDO

Posted by vidapura2 em Dezembro 29, 2008

                  Ao som de harpas celestiais, comendo
                  ambrósia, e, de leite fresco, saciando
                  minha sede, no cimo de uma montanha
                  sagrada, com rios de mel, correndo
                  livremente, entre jardins suspensos,
                  onde vagueiam, sem pressa, miles
                  de animais, neste pedaço de rocha,
                  paradisíaca, juntas-te a mim,
                  sempre de sorriso, nos lábios cereja,
                  e, eu abro espaço, para que tu, minha
                  deusa, ocupes o teu lugar, só a ti destinado.

                  Chegas formosa, pés descalços, na erva
                  rasteira, soltando teus cabelos, à altura
                  da cintura, enfeitada, de lenço escarlate.

                  E, penteias-te demoradamente, com
                  um certo prazer, que, alindando, vai,
                  teu belo rosto ancestral mas sempre jovem.

                  Gozando tudo, a que temos direito, 
                  nesta pequena redoma, para onde nos
                  lançaram, descanso não há, pois que, a todo
                  o instante, centenas de crianças, vêm-se
                  prostrar, a nossos pés, pedindo, a seu
                  gosto, que lhes contemos histórias, atrás
                  de histórias, sobretudo aquelas, em que
                  é retratado, o fim do Mundo e do Homem.

                  Para não mentirmos, às crianças,
                  levámo-las, descendo pelo arco-íris, até ao
                  que um dia, se chamou, de Planeta Terra,
                  para que, com seus próprios olhos, pudessem
                  ver, toda a destruição, que ali reinou e imperou,
                  século após século, até ao assassinato, de tudo,
                  o que um dia respirou e teve descendência,
                  consagração final, do que conhecíamos por vida.

                  Impressionadas, com a devastação, de toda a
                  vida humana e animal, plantas petrificadas, no
                  chão ressequido e árvores, mais os sulcos, por
                  onde um dia, correram rios e mares, a falta de
                  oxigénio e os prédios, em absoluta degradação,
                  fê-las querer regressar, e, ganhando asas,
                  no dorso, voltamos todos, à Terra dos justos.

                  Jorge Humberto

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