amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

COMO SOMBRA

Posted by vidapura2 em Fevereiro 6, 2009

            Desenlaçou os fios da meada,

            lutou em batalhas inexistentes.

            Qual ilha, na vastidão do nada,

            rodeou-se de muralhas,

            num medo incoerente

            e irracional.

            Bloqueou a entrada

            principal…

            

            Na inquietude do abandono,

            esqueceu a magia do sonho

            entre correntes.

            Na masmorra dos pesadelos,

            desembainhou a espada

            e qual soberano prepotente,

            ascendeu ao trono

            dos incoerentes.

            Perdeu a noção do real

            e vestiu-se de insensatez…

            

            Esqueceu o pobre mortal

            que sem amor, nada faz sentido.

            Zombou de tantos sentimentos,

            questionou a existência Divina

            até sentir-se ateu!

            Agrilhoou o ser emocional

            e na solidão escolhida,

            brincava com o tempo

            que lento se arrastava,

            em fase terminal…

            

            Isolado qual animal,

            murchará na sede do deserto,

            alma calada em águas profundas,

            profusa em dúvidas e mágoas.

            Não sente, não vê,

            não entende o sinal.

            No corpo, as marcas dos anos,

            traçando um  ponto final,

            outra vez…

            

            No vento frio do engano,

            palavras borbulham

            aqui, ali, além…

            Farfalham

            incompletas, desconexas.

            Secas palhas que espalham

            o oculto sentir não prescrito.

            E cega um olhar peregrino

            na seca fonte do orvalhar.

            Tudo fica mais além

            e discordante…

            

            Enfim, enxergou-se só…

            Emudeceu o grito,

            acolheu a desdita,

            aceitou o livro do destino,

            onde nada havia escrito.

            Não se rende à realidade,

            absorve as mentiras,

            mas não desperta do sono…

            Tomba o ser humano

            qual infértil figueira.

            Na fina transparência

            da veracidade,

            a derradeira fuga:

            sempre da luz distante

            esgueira-se,

            como sombra sem dono,

            um proscrito…
Anna Peralva

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