amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 18 de Março, 2009

A Opinião dos Outros

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

Você se importa com a opinião que os outros têm a seu respeito?

 

Se a sua resposta for não, então você é uma pessoa que sabe de si mesma. Que se conhece. É auto-suficiente.

 

No entanto, se a opinião dos outros sobre você é decisiva, vamos pensar um pouco sobre o quanto isso pode lhe ser prejudicial.

 

O primeiro sintoma de alguém que está sob o jugo da opinião alheia, é a dependência de elogios.

 

Se ninguém disser que o seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer está bem, a pessoa não se sente segura.

 

Se alguém lhe diz que está com aparência de doente, a pessoa se sente amolentada e logo procura um médico.

 

Se ouve alguém dizer que está gorda, desesperadamente tenta diminuir peso. Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita.

 

Se lhe dizem que é feia, a pessoa se desespera. Principalmente se não tem condições de reparar a suposta feiúra com cirurgia plástica.

 

Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça bem.

 

Há pessoas que dependem da opinião alheia e se infelicitam na tentativa de agradar sempre.

 

São mulheres que aumentam ou diminuem seios, lábios, bochechas, nariz, para agradar seu pretendido. Como se isso fosse garantir o seu amor.

 

São homens que fazem implante de cabelo, modificam dentes, queixo, nariz, malham até à exaustão, para impressionar a sua eleita.

 

E, quando essas pessoas, inseguras e dependentes, não encontram ninguém que as elogie, que lhes diga o que desejam ouvir, se infelicitam e, não raro, caem em depressão.

 

Não se dão conta de que a opinião dos outros é superficial e leviana, pois geralmente não conhecem as pessoas das quais falam.

 

Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar como você é.

 

Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar com falsos elogios, nem com críticas infundadas.

 

Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se.

 

Ninguém melhor do que você para saber o que se passa na sua alma.

 

Procure estar bem com a sua consciência, sem neurose de querer agradar os outros, pois os outros nem sempre dão valor aos seus esforços.

 

A meditação é excelente ferramenta de auto-ajuda. Mergulhar nas profundezas da própria alma em busca de si mesmo é arte que merece atenção e dedicação.

 

Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.

 

Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não se deixe iludir.

 

Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. A verdadeira beleza é a da alma. A eterna juventude é atributo do espírito imortal.

 

O importante mesmo, é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide e se sinta bem.

 

A opinião de alguém só deve fazer sentido e ter peso, se esse alguém estiver realmente interessado na sua felicidade e no seu bem-estar.

 

…………………..

 

Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em demasia.

 

Os elogios levianos não acrescentam nada além do que você é, e as críticas negativas não tornarão você pior.

 

Busque o autoconhecimento e aprenda a desenvolver a auto-estima.

 

Mas lembre-se: seja exigente para consigo, e indulgente para com os outros.

 

Eis uma fórmula segura para que você encontre a autoconfiança e a segurança necessárias ao seu bem-estar efetivo.

 

E jamais esqueça que a verdadeira elegância é a do caráter, que procede da alma justa e nobre.
Momento Espírita.

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Esa Gitana…

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

Ah!… Esa gitana fiestera y alegre
Que camina por las calles recogiendo
En cada rostro un hermano, un amigo…
Vive conmigo,
Hace de mi llanto comedia
Y sonríe de mi dolor…
Danza, canta, olvidada del mañana,
Porque sabe que el hoy es vida,
Y todas las miserias de la vida
necesitan ser olvidadas…
Irreverente y dócil…
Ama y se entrega enfurecida al amor!
Uno que de místico vive en sus ojos,
Uno que de sombrío acompaña sus pasos…
Tantas veces murió y tantas volvió…
Insiste en ser feliz, vivir!
Trae un gitano soñado en el pecho
Loco… Fanático de amor…
La noche recorre todos los
recantos de los sueños,
Trae una hoguera encendida,
enormes llamaradas
De fuego en todo su ser…
Quien entiende esa mujer, que vive
Recordando su infancia, siendo en el alma
Una niña?…
Trayendo en la retina una
Lágrima brillante de quien va a llorar …
Y de un salto se pone a bailar
Feliz como una mariposa
En la luz de la hoguera… Rostro
Candente, apasionado,
Loca de amor por todo que la acerca,
Triste y alegre, mezcla todo velozmente!
Quiero entenderla, no
encuentro respuestas…
Creo que nunca alguien la entendió…
Ella vive en mi alma…
Esa gitana soy yo!
Mary Trujillo

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Essa Cigana…

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

Ah!… Essa cigana festeira e alegre,
Que caminha pelas ruas buscando
Em cada rosto um irmão, um amigo…
Mora comigo,
Faz do meu pranto comédia
E sorri da minha dor…
Dança, canta, esquecida do amanhã,
Porque sabe que o hoje é vida,
E todas as misérias da
vida, precisam ser esquecidas…
Irreverente e dócil…
Ama e se entrega enfurecida ao amor!
Um que de místico mora em seus olhos,
Um que de sombrio acompanha seus passos…
Tantas vezes morreu e tantas voltou…
Insiste em ser feliz, viver!
Traz um cigano sonhado no peito,
Louco… Fanático de amor…
A noite, percorre todos os recantos dos sonhos,
Traz uma fogueira acesa, enormes labaredas
De fogo em todo seu ser…
Quem entende essa mulher, que vive
Lembrando sua infância, sendo na alma
Uma criança?…
Trazendo na retina uma
Lágrima brilhante de quem vai chorar…
E de um salto se põe a dançar…
Feliz como uma mariposa
Na luz da fogueira… Rosto
Incandescente, apaixonado,
Louca de amor por tudo que a cerca,
Triste e alegre, mistura tudo velozmente!
Quero entendê-la, não encontro respostas…
Acho que nunca alguém a entendeu…
Ela mora em minha alma…
Essa cigana sou eu!
Mary Trujillo

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Dime Hermano…

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

 Soy feliz, amo la vida
                        Y todo lo que me rodea…
                        Si la vida pega fuerte y me lastima,
                        Entonces hago poesía,
                        Y cuando ella me alegra, otra vez hago poesía …
                        Voy andando, llevando la vida y ella llevándome…
                        Todo lo que hiere a fondo, va fortaleciendo
                        Mi interior, y voy quedando más fuerte,
                        Por esa razón puedes golpear, hermano,
                        Que caigo, pero me levanto! …
                        Soy feliz porque sé que quién
                        Golpea, siente al dolor más que yo…
                        Amo la vida y todo lo que ella trae de bueno
                        Y ruin, sé que lo bueno me sabe mejor
                        Y lo ruin también… Lo tomo así…
                        Si piensas que mal me hiciste…
                        Qué pena… Sólo me hiciste bien…
                        Caí y otra vez me levanté!…
                        Así voy entre flores y espinas,
                        Apreciando mi camino…
                        De mi vida hago un bello carnaval,
                        Y cantando le doy el bien a quien me hizo mal…
                        Así voy enseñando que vivir es bueno y tiene su secreto,
                        Quien hirió y se dio cuenta, que llore por dentro,
                        Cantando seguiré mi rumbo…
                        Y tú, que haces de tu futuro?
                        Deja ya hermano de hacer mal
                        Y quedar detrás del muro…
                        Comienza entonces a llorar, porque yo soy feliz
                        No tengo deudas ni pago intereses!
                        Mary Trujillo

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Diga lá meu irmão…

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

    Sou feliz, amo a vida
                        E tudo o que me rodeia…
                        Se a vida bate forte… Machuca… Faço poesia,
                        Quando ela me alegra, outra vez faço poesia…
                        Vou indo, levando a vida e ela me levando…
                        Tudo o que fere fundo, vai lapidando
                        Meu interior, vou ficando mais forte,
                        Por essa razão, pode bater meu irmão,
                        Que caio, mas levanto do chão! …
                        Sou feliz porque sei que quem
                        Bate, sente mais que eu a dor…
                        Amo a vida e tudo o que ela traz de
                        Bom e ruim, sei que o bom me faz melhor
                        E o ruim… Também é assim…
                        Se você pensa ter-me feito mal…
                        Que pena… Só fez bem…
                        Cai e levantei outra vez!…
                        Assim vou entre flores e espinhos,
                        Dando valor ao meu caminho…
                        Da minha vida faço um belo carnaval,
                        Dou o troco cantando pra quem me fez mal…
                        Assim vou ensinando que viver é bom e tem seu segredo.
                        Quem feriu e se deu conta, que chore por dentro,
                        Cantando seguirei meu rumo…
                        E você o que está fazendo do seu futuro?
                        Pare meu irmão de fazer o mal
                        E ficar atrás do muro…
                        Pode começar a chorar, porque sou feliz
                        Não tenho dividas e nem pago juros!
                        Mary Trujillo

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Quando esse amor chegou…

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

Quando esse amor chegou fui
Da terra para as nuvens.
Fiz de cada noite, de cada dia meu… Tudo
Prá você, tudo… Carinho, vida paixão!
Jurei, juramos amor pra sempre…
Nós dois juntinhos fosse onde fosse…
Permitido ou proibido, criticado ou mal falado,
Tudo pura verdade, amor, amor, amor!…
Hoje, justamente seu coração,
Que tanto diz me amar, já não quer pulsar…
Por quê? – Pergunto só… por quê?…
Que sentença de morte recebo desse órgão,
Que tanto acariciou o meu,
que dizendo me amar ainda
E chorando…Sofrendo…
Gemendo… Me diz adeus?
Ah, minha alma já não suporta
ter que estar em meu corpo!
Quer fugir do mundo,
Esconder-se no pior recanto,
Desde que possa evitar esse pranto!
Assine minha sentença coração ingrato!
Que diz me amar e renega meu
Amor, porque sou poeta!
Sem buscar no fundo de cada rima,
Meu beijo e toda minha entrega!
Vá então… Deixe-me aqui…
Bem onde estou… No chão!
Depois pelo amor do Pai… Diga…
Quem cometeu maior Ingratidão?!…
© Mary Trujillo

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¿Por qué escribo?

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

¿Porqué escribo? – Escribo por terapia,
                                Por melancolía… Escribo por alegría…
                                Y también por simpatía… O antipatía…
                                Cuando el corazón es pura taquicardia…

                                Escribir es mi opio, mi heroína,
                                Sazono la vida con mi poesía…
                                Tengo los sueños al alcance de las manos.
                                Repudio, de los idiotas, la mentira y la ironía…

                                ¡Escribo, escribo, escribo; y cuánto escribo!
                                Y hago mas lindo mi cielo… más azul…
                                Mi alma libre, vuela en un caballo alazán…
                                Sobre mares… Planicies… De norte a sur…

                                Escribo… Y limpio mi pecho del amor
                                Idiota, que nada valía y está deshecho…
                                Cuento de mi amor prohibido, delicioso,
                                Que llegó para quedarse en mi lecho…

                                ¿Porqué escribo? – Escucho el viento…
                                Las estrellas cantan mil melodías…
                                La Tierra en rotación habla de su energía
                                Y encanta a la poeta… Y a su poesía…

                                Escribo porque gusto de la vida…
                                Porque la muerte me deja vacía…
                                Porque amo por demás a los amigos…
                                Porque odio del enemigo su cobardía…

                                Escribo porque soy una visionaria…
                                Creo que no todo es odio o bribonadas.
                                Sé que el amor vence todo, cura heridas,
                                Y siendo así, continuaré con mi poesía…
                                © Mary Trujillo

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Por que escrevo?

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

Por que escrevo? – Escrevo por terapia,
                                Por melancolia… Escrevo por alegria…
                                Escrevo por simpatia… Por antipatia…
                                Quando o coração é pura taquicardia…

                                Escrever é meu ópio, minha heroína,
                                Tempero a vida com minha poesia…
                                Tenho ao alcance das mãos os sonhos.
                                Repudio, dos idiotas, a mentira e ironia…

                                Escrevo, escrevo, escrevo; como escrevo!
                                E meu céu, faço mais lindo… Mais azul…
                                Minha alma livre, voa num cavalo alazão…
                                Sobre mares… Planícies… De norte a sul…

                                Escrevo… E lavo meu peito do amor
                                Idiota, que nada valia e está desfeito…
                                Conto do meu amor proibido, delicioso,
                                Que chegou para ficar em meu leito…

                                Por que escrevo? – Escuto o vento…
                                As estrelas cantam mil melodias…
                                A Terra em rotação fala da sua energia
                                E encanta a poeta… E a sua poesia…

                                Escrevo porque gosto da vida…
                                Porque a morte me deixa vazia…
                                Porque amo os amigos demais…
                                Porque odeio do inimigo a covardia…

                                Escrevo porque sou uma visionária…
                                Acredito que nem tudo é ódio, patifaria.
                                Sei que o amor vence tudo, cura feridas,
                                Assim sendo, continuarei com minha poesia…
                                © Mary Trujillo

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MEU CORPO

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

 Olhos fechados,
      coração acelerado,
      pele molhada
      pelo suor.
      Teu cheiro em minhas narinas
      teu gosto em minha boca,
      tua voz rouca
      pedindo, pedindo…
      Sem falas,
      apenas olhar
      meu corpo fala por mim
      durante o amar.
      Minha mãos a sentir
      a maciez de tua pele,
      descoberta aos poucos
      no deslizar da lingerie,
      que me faz descobrir
      o sentido do amor.
      Meus lábios a descobrir
      o segredo dos caminhos,
      em afagos e carinhos
      como estar em um jardim,
      fragrância e perfume
      se mesclam
      ao teu cheiro de flor.
      E meu corpo a falar
      sem palavras,
      somente em toques
      de nossa fusão…
      A calmaria do prazer
      que o amor proporciona,
      transforma o momento
      em felicidade.
      Um amor de verdade
      que meu corpo
      procura…

      Ruben Alves Vieira

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Meu corpo…

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

Meu corpo, tem o sal da terra.

      O tempero das estrelas, do Sol e da Lua.

      Do universo a complexidade de ser.

      Dos planetas a certeza de existir.

      Do céu a ternura de noites estreladas.

      Do dia a expansão da natureza…

      Caminhos, atalhos e estradas.

      Dos vales, campos e florestas,

      possui perfume e eterna beleza.

      Meu corpo tem um vulcão,

      que adormece e explode de paixão.

      Um mar calmo, que em noites enluaradas,

      faz poesias nas madrugadas.

      Meu corpo é único,

      feminino e completo…

      A espera do seu corpo,

      másculo… Perfeito… Ereto.

      Sol Lua©

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CABEÇA DE POETA

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

Cabeça de poeta é delirante,
      viajante de mundos irreais;
      trocando o rumo a todo instante
      estava aqui; agora não mais!

      Vive o poeta, de mil utopias
      viajante do tempo e do espaço
      mente repleta de mil fantasias
      corpo dolente buscando regaço.

      Olhos profundos,ao véu devassando,
      singrando mundos que outros não vêem,
      versos escritos ao longo dos anos

      riso e pranto buscando alguém.
      Poemas d’amor no céu semeando
      como aos poetas, por certo, convém.  

    Jorge Linhaça

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PARA SEMPRE MEU PAI

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

Nascendo detrás da montanha,
      juntamente com seus irmãos e
      irmãs, cedo a deixou para trás,
      para vir morar para a bela aldeia.

      Aí fez seu lar, indo logo trabalhar
      para uma grande fábrica de vidro.
      E por quarenta anos, esse foi pois
      o seu dia-a-dia, até vir o descanso.

      Meu avô, que dele muito gostava,
      tudo fez para que minha mãe com
      meu pai noivasse. Porém veio o dia
      e o serviço militar teve de cumprir.

      Em tempos de ditadura e colónias,
      dois anos serviu sua pátria, e logo,
      rumando à Guiné, outros dois teve
      de se sujeitar, e por cartas noivava.

      Regressado a casa e à nova aldeia,
      o namoro tornou-se deveras forte,
      não deixando para trás seu trabalho,
      para contentamento, de meu avô.

      Já casados, pela vila foram ficando,
      de casa comprada. Onde eu viria a
      nascer, para alegria, de pai e mãe,
      que não cabiam, de tão contentes.

      Sempre que vinha de viagem o pai,
      um brinquedo escondia até que eu
      estimulado pela curiosidade pedia
      que me desse, e já eu brincava feliz.

      Até que chegou o dia, em que nova
      casa, fizemos nosso lar, num bairro
      pertença da fábrica, onde, pai, fazia
      anos trabalhava, desde muito cedo.

      Assim, ao meu pai, reconheço, anos
      e anos de labor intenso, onde nunca
      nada nos deixou faltar. Aceita então,
      meu pai, este poema que te recorda.

      Jorge Humberto

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RUMINÂNCIAS

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

SOBRE O RESTO DO MUNDO
O ESCURO CONTA UM CASO DE AMOR
ESMIGALHADO PELA COVARDIA
FALTA DE OUSADIA

A CONTA REFAZ
TUDO O QUE SE QUER
JÁ FOI EXPLICADO
TRANSPLANTADO NO PEITO

NOITE ABAFADA
TELEFONE FORA DO GANCHO
NÃO SE ENTENDE
NÃO SE DESEJA NADA ALÉM

CORPO PETRIFICADO
TODOS TEM UMA HISTÓRIA RUIM
PARA ESTRAGAR UM DOCE MOMENTO
SOMOS VACINADOS CONTRA A FELICIDADE

ALGUNS NEM SABEM DO QUE SE TRATA
PENSAM QUE DEVE SER
ALGUMA TRANSA
OU UM COMA ALCOÓLICO

TIROTEIOS EM TODOS OS LUGARES
NINGUÉM ESTA SEGURO EM CASA
O PASSADO SEMPRE É PERIGOSO
CURVA FECHADA

 CARLOS ASSIS

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EM FRANGALHOS

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

O AMOR QUE A GENTE TEM
É O AMOR QUE NOS RESTA
DEFINE O DIA E A REALIDADE
TUDO AQUILO QUE NOS BASTA
O AMOR QUE A GENTE TEM

NAS MUITAS VOLTAS
DO POENTE
PLANTEI UM JARDIM
CHEIO DE ESTACAS
NO PEITO DA NOITE

CABEÇA MERGULHADA NO TRAVESSEIRO
O MAR BALANÇANDO O QUARTO
A POESIA EM MIM
A SAUDADE DE VOCÊ
APERTANDO O MUNDO

A CANETA ANDA E PARA
NÃO PENSA DIREITO
POEMA SE FAZ NO PAPEL
MAS PAIXÃO SE DECLARA
EM TODO LUGAR

CARLOS ASSIS

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Ostra Vazia

Posted by vidapura2 em Março 18, 2009

Não conheço o regulamento
Aparição no inconsciente
Não faço julgamento
Papel amassado na lixeira
Pelotão de fuzilamento

Nunca desenhei um elefante
Nem estive no Everest
Sei apenas o que quero
Custe o que custar
A loucura fascina

Longe do umbigo
Não sei de nada
A vida/uma piada
Meio sem graça
Coalhada na geladeira

Na tempestade
Agua girando/escoando
No bueiro
A poesia em mim
Deus jogando dados

Carlos Assis

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