amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 25 de Setembro, 2009

Força e coragem

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Você se considera uma pessoa de coragem?

 

E, se tem coragem, também tem força o bastante para suportar os desafios da caminhada?

 

Em muitas ocasiões da vida, não sabemos avaliar o que realmente necessitamos: se de força ou de coragem.

 

E há momentos em que precisamos das duas virtudes conjugadas.

 

Há situações que nos exigem muita força, mas há horas em que a coragem se faz mais necessária.

 

Eis aqui alguns exemplos:

 

É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil.

 

É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para não revidar.

 

É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.

 

É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro.

 

É preciso ter força para manter-se em forma, mas é preciso coragem para ficar de pé.

 

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

 

É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.

 

É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para faze-lo parar.

 

É preciso ter força para fazer tudo sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.

 

É preciso força para enfrentar os desafios que a vida oferece, mas é preciso coragem para admitir as próprias fraquezas.

 

É preciso força para buscar o conhecimento, mas é preciso coragem para reconhecer a própria ignorância.

 

É preciso força para lutar contra a desonestidade, mas é preciso coragem para resistir às suas investidas.

 

É preciso força para enfrentar as tentações, e é preciso coragem para não cair nas suas armadilhas.

 

É preciso ter força para gritar contra a injustiça, mas é preciso muita coragem para ser justo.

 

É preciso força para pregar a verdade, mas é preciso coragem para ser verdadeiro.

 

É preciso força para levantar a bandeira da paz, mas é preciso coragem para construí-la na própria intimidade.

 

É preciso ter força para falar, mas é preciso coragem para se calar.

 

É preciso força para lutar contra a insensatez, mas é preciso coragem para ser sensato.

 

É preciso ter força para defender os bens materiais, mas é preciso coragem para preservar o patrimônio moral.

 

É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.

 

É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para aprender a viver.

 

Enfim, é preciso ter muita força para enfrentar as batalhas do dia-a-dia, mas é preciso muita coragem moral, para vencer-se a si mesmo.

 

Força e coragem: duas virtudes com as quais podemos conquistar grandes vitórias. E a maior delas é a vitória sobre as próprias imperfeições.

 

***

 

A coragem de vencer-se antes que pretender vencer o próximo, de desculpar antes que esperar ser desculpado e de amar apesar das decepções e desencantos, revela o verdadeiro cristão, o legítimo homem de valor.

 

Por essa razão a coragem é calma, segura, fonte geradora de equilíbrio que alimenta a vida e eleva o ser aos altos cumes da glória e da felicidade total.
Momento Espírita

Posted in AMIGOS | Leave a Comment »

DESCULPE-ME …MAS ESTOU CHORANDO!

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Estou chorando copiosamente
      porque não posso compreender
      a enorme fome de viver
      que existe em meu coração…

      Porque tanto e tanto sentir
      se nada posso exprimir…
      Como eu queria encontrar
      alguem com coragem de amar…

      Se mostro o meu amor…
      Se mostro minha felicidade…
      Todos parecem  assustados
      encondendo-se com medo
      como se amar fosse segredo
      e os fosse tiranizar…

      Mas meu amor não é um tirano…
      Meu amor é precioso!
      Ele é intenso quando alimentado…
      Quando pode ser compartilhado…
      Quando tem um abraço forte
      que lhe da uma sensação
      de ser aceito e compreendido…
      Quando meus lábios sedentos
      num beijo ardente são acolhidos  …
      Quando obedece ao seu coração
      e, se estende para alguém
      que abre os braços
      e, o encaixa docemente
      como a dizer suavemente
      EU TAMBÉM AMO VOCÊ…

Penhah Castro

Posted in poesia | Leave a Comment »

Leito de paixão

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Quero ser as chaves de teus segredos

        Penetrar em tuas entranhas

        Fazer-te estrela entre todas

        Explodir nosso leito com paixão

        

        Ser tua marca eterna de lembranças

        Levar-te as alturas entres gozos e juras

        Beijar-te alucinadamente

        Senti-la por completo entre nossos lençóis

        

        Apagar as ilusões

        Sepultar o virtual trazer-te para meus braços

        Para o real amor marcar tua pele pelo desejo

        Escrever entre os astros nossos nomes

        

        Sempre te desejei antes calado

        Agora a gritar para o universo

        Te amo quero-te amar-te hoje

        Agora e sempre

        

        Fazer-te minha mulher minha deusa

        Minha vida meu ar minhas estrelas

         vem amor vem…

        

        Paulo Nunes Junior

Posted in poesia | Leave a Comment »

Na nossa cama…

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Meu amor secreto, que tanto nos amamos
        Esse amor que sempre existiu…
        Hoje somos plenos e realizados
        Pois na cama esse amor explodiu…

        Nossa cama é testemunha desse amor
        Onde  nos entregamos e nos deliciamos,
        Sentimos de verdade do abraço, o calor
        E aos beijos reais nos entregamos.

        Não vivemos de virtuais ilusões
        Nossa amor foi coroado,
        Não somos apenas visões
        Somos puro amor plenamente confirmado.

        Sempre te amei mas calada…
        Hoje grito ao mundo esse amor,
        Te amo, te quero, e sendo assim amada…
        Por você!!!
        Que é meu homem, meu amor,
        que para a minha vida trouxe calor.

Teka Nascimento

Posted in poesia | Leave a Comment »

EMARANHANDO A RAZÃO

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Que é isto que sinto?!…

  Que queima minha alma!…

  Entra por minhas entranhas

  Faz a razão submergir…

  Que é isto,

  Que se faz presente em mim?!…

  Passo a não discernir,

  A razão me vai…

  Perco a noção do tempo,

  Fundindo o dia e a noite!

  Num tempo sem tempo…

  Estranho!…

  Não há tempo nem espaço

  Não há razão

  No domínio de mim!…

  Em mim tudo é você…

  Torna-se você num só instante

  Tal como Omega…

  Que é isto

  Que me faz menino?!

  Perdido em meu sentir,

  Anula meus pudores,

  Me faz perder de vez

  O controle de atitudes e ações,

  Domina emoções!..

  Que é isto

  Que faz meu coração

  Pulsar mais forte?!

  Meu olhar ir ao infinito

  Só em busca dos teus olhos!…

  Que é isto

  Que me faz renunciar

  A todos os bens?!…

  Torna-me de nobre

  Um pobre plebeu!…

  Que é isto

  Que me faz tremer?!

  E buscar no teu calor

  Minha renovação!…

  O que é isto afinal?

  Que me torna teu escravo…

  O que é isto

  Que se fez mais importante

  Do que o alimento?!…

  Que arrebata de mim

  Qualquer vontade,

  Dando lugar

  Só a sentimentos?!…

  Que é isto

  Que revive lembranças,

  Doces pecados!?…

  Ah quanta lembrança!…

  Mas o que é isto afinal?!

  Será amor?!…

Paulo Nunes Jr.

Posted in AMIGOS | Leave a Comment »

Simplesmente Criança

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Se pudesse pedir algo aos anjos pediria para voltar ao tempo,

      Poder percorrer campos, colher frutas, brincar entre todos…

      Amanhecer sorrindo, dormir exausto pelas travessuras,

      comer pipoca escondido, pastel de feira, paçoquinha.

      Pegar o animal abandonado na rua

      colocar no carrinho de feira e trazer para casa…

      

      Queria poder voltar

      para falar mais uma vez ao meu pai e a minha mãe…

      Olha, amo vocês!

      Queria voltar…

      Para poder pedir aos amiguinhos da infância,

      que continuassem a meu lado durante o caminhar da vida…

      

      Neste tempo onde a pureza tocava-me sempre a alma…

      Construir castelinhos (que imaginava não poderem ser destruídos.)

      Um tempo onde não me deparava com tanta violência, com tanta dor…

      Em que podia abrir a ‘lancheira’ e dividir com o amiguinho que me pedia,

      receber dele o mesmo carinho…

      

      Um tempo onde os que me cercavam

      não queriam saber se meus pais tinham posses, títulos ou posições…

      Um tempo onde podia ser amigo da menina e do menino

      sem malícia nenhuma, apenas a troca de um grande carinho…

      

      Ah, queria voltar ao tempo…

      Corrigir meus erros,

      Procurar viver intensamente cada minuto de minha infância,

      perpetuar estes instantes mágicos;

      Que a gente só depois de muito tempo…Vê com saudades…

      Ah se pudesse…

      

      Paulo Nunes Junior

Posted in poesia | Leave a Comment »

Dolorido retorno

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Agora, percorro caminhos antes floridos e de luz,

      

      e por eles retorno…

       

      
      Atravesso vales de sombras,

      

      Onde se encontram guardados tudo aquilo,

      

      que seres chamados de humanos,

      

      e tratados como irmãos me fizeram de mal…

      E, nestes “vales sombrios”,

      

      que a gente procura esquecer de nossa existência

      

      posso ver que mesmo neles,

      

      existe a guarda de ensinamentos e de meu aperfeiçoamento.

      Então, paro diante da porta do mesmo e a abro,

      

      Faço a luz adentrar, apago as lembranças

      

      e o vale antes escuro e  sem vida,

      

      passa a ser mais um vale florido,

      

      seus habitantes; seres perdoados…

      Continuo meu caminhar solitário

      

      deparo-me com o “vale do respeito”.

      

      Lá, vejo-me diante de mestre único do amor,

      

      que volta a saudar-me…

      Prossigo, vou ao “vale da família”

      

      Lá, encontro um vazio com aroma de lavanda,

      

      Bancos que guardam chapéus, lenços;

      

      cada qual a lembrança de meus entes que já se foram,

      

      e de mim receberam amor e carinho.

      

      A lágrima da saudade logo vem à face…

      E, prossigo,

      

      Deparo-me com o “vale da amizade”,

      

      Espanto-me com o número de pessoas,

      

      (algumas que nem conheci, pessoalmente)

      

      gratificam-me a alma…

      

      O sorriso volta

      

      diante do carinho e apreço de muitos…

      Continuo meu caminhar…

      

      Deparo-me, enfim, com o “vale do amor”…

      

      Sinto o aroma de meu grande amor

      

      e começo a procurar como louco…

      

      Mas, logo ao caminho, deparo-me com a serpente

      

      e ela pronta a dar o bote, diz-me:

      

      – De que vale serdes tão bom,

      

      Se, eu, apenas em horas, desfiz teu reino?

      Uma dor profunda toca-me a alma

      

      abaixo a cabeça e saio rumo ao desconhecido,

      

      ao nada…

      

      Peregrino como louco

      

      e quando penso em entregar-me

      

      eis que me surge à frente…

      

      Olhos de mel, pele de seda,

      

      mãos de fada, silhueta invejável… Beija-me e diz:

      

      Quero contigo escrever nossa história de amor!

      Paulo Nunes Junior

Posted in poesia | Leave a Comment »

Mãos dadas ao amor!

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Não se pode sucumbir ao mal renunciando a nosso direito de ver e escutar. Ao mal levemos nosso amor; à escuridão levemos a nossa luz… Na medida em que o amor adentra ao coração tomado pela ignorância estamos ali fazendo o que nosso Pai espera de cada um de nós.

      Aqueles que perdem tempo precioso da vida a ocupar espaços com a única finalidade de cuidar da vida de seu próximo, e faz de sua língua, ao invés de instrumento de doçura e união lamina afiada a cometer assassinatos morais.

      

      A estes, lancemos nossa compaixão. São ignorantes que nutrem e a cada dia alimentam o mal…

      

      Jamais um filho de Deus usa da fraqueza de seu irmão para se promover ou, para acabar de matar a vítima agonizante, este somente é recurso dos sem escrúpulos que passam a vida entre becos escuros e ao seu redor não se dão conta da luz oferecida pelo Senhor absoluto do universo…

      

      O ‘julgo’ é algo que só poderá ser praticado por seres com extrema luz e jamais por nenhum de nós que ainda estamos em uma escola de aperfeiçoamento.

      

      Aqueles que passam seus dias a fomentar o horror devem ser isolados de nosso convívio, mas nunca de nossas orações. Assim, quem sabe, um dia estará preparado para ser chamado de nosso irmão.

      

      A vaidade é algo efêmero, pois, do que poderemos nos envaidecer a não ser de nossos atos, os únicos que ficam mesmo após a nossa partida. O resto é resto! É corpo que apodrece e roupa que se vai – bens materiais que desaparecem.

      

      Enfim, prossigamos nossa caminhada em torno do bem, e isolemos os seres da escuridão – vampiros de almas – nunca esquecendo que mesmo a eles, nossas orações jamais devem deixar de serem oferecidas…

      

      Paulo Nunes Junior

Posted in AMIGOS | Leave a Comment »

Letal

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Adentro o desconhecido a procura de ti…

            Seguindo teu cheiro meio aos becos do destino

            Penetro nos bosques da esperança

            lanço-me ao vale das ilusões e te encontro…

            

            Com teus passos de tigresa, teus lábios ardentes,

            o teu cheiro de paixão toma minha veias

            e faz de mim menino, escravo…

            Ensina-me as artimanhas da sedução…

            

            Joga-me na areia desnuda-me

            e faz de mim teu amado e você minha amante,

            com tuas garras a penetrar minha pele,

            tua língua a roçar meu corpo

            que treme ao ensejo de possuí-la por inteiro…

            

            Você com este gosto mágico

            teu cheiro de fera assanhada pedindo para ser domada,

            teu corpo em cima do meu neste jogo de sedução e prazer…

            Damos as costas ao mundo em nossos momentos únicos

            decretamos que o mundo é nosso e nosso ninho de paixão…

            

            Percorremos os continentes

            entre as águas dos oceanos e os desertos sem fim

            fazemos amor de forma alucinada

            como se fosse sempre a primeira vez…

            

            Ah, este teu gosto inesquecível

            leva minha alma as chamas,

            não importa que sejas tu letal;

            Te Quero…!

            

            Paulo Nunes Junior

Posted in poesia | Leave a Comment »

Fome de Dignidade

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

      De que me adianta meus olhos se fecharem à realidade

      sair pelos campos a ver somente flores.

      Sentir-me bem comigo mesmo,

      ter minha cama limpa, macia a espera de meu corpo,

      estar bem alimentado, às vezes até em demasia…

      

      De que me adianta fazer de conta que minhas crianças estão a sorrir,

      a brincar, viver livremente entre campos

      e plumas de beleza e encanto.

      

      De que me adianta, enfim…Sentar-me,

      aceitar a tudo que meus olhos teimam fazer de conta não existir,

      mas existe…

      

      Quanto poderia ser feito pelos templos que ostentam riquezas?

      Seria esta o tipo de demonstração de fé esperada por nosso Pai?

      Quanto compramos a mais, quanto desperdiço?

      Quantas vezes paramos

      e damos as costas aos problemas de outras nações,

      como se nunca fossem nos tocar?

      Crianças jogadas do alto do edifício pelo próprio pai…

      Outras, morrendo ao léu, por fome…

      A ave de rapina apenas a esperar o derradeiro instante

      Seria o derradeiro instante do amor…?

      

      Seria o derradeiro instante de cada um de nós?

      Ou, seria um chamado para a maior de todas as guerras?

      Lutar contra a fome, a fome de alimentos, a fome de justiça,

      a fome de dignidade, a fome de vergonha,

      a fome de lares destruídos, a fome da decência.

      Dar as costas, achar que nada poderá ser feito, seria cômodo…

      

      Entrelacemos as mãos! Cuidemos de nossos lares

      sem esquecer que tudo que jogamos fora, por excesso;

      poderá servir ao lar de nosso vizinho.

      Não importa se este vizinho é negro, branco, amarelo,

      homem, mulher, homossexual, nada importa…

      Importa somente. Que olhemos como nosso irmão, apenas isto!

      Respeitando a individualidade de cada um e, sem humilhação,

      ajudando, estendendo a mão, abrindo o coração, ofertando o pão…

      

      A humanidade, passa, talvez, pela fome moral…

      Devido a ganância dos grandes senhores,

      governantes escolhidos pelos votos, outros; impostos por minoria.

      Esta fome violenta que arranca do homem a dignidade do trabalho

      e com este labor o sustento de sua própria família…

      

      Ah! Esta dor que domina a minha alma a deparar-me com tal cena!…

      A lágrima que roça minha face?

      Profunda. Chegando as profundezas de minhas entranhas!

      Quando acho que já teria feito muito,

      Vejo que ainda existe muito a ser feito

      Quando penso em descansar,

      Vejo que tenho que levantar-me

      lutar pelos pequenos vigiados pelos urubus,

      Fazer minha parte…Lançar meu exemplo a meu próximo

      e esperar que cada qual faça o mesmo

      E, assim alcançarmos a vitória sobre a fome

      que coroe a dignidade da vida!

      

      Se me satisfaço com um pão…Mas tenho moedas para seis…

      Reservo agora, os outros cinco a meus irmãos…

      Afinal, para aonde um dia vou,

      me apresentar a meu Pai, nada levo…

      Sem ser minha história…

      

      Paulo Nunes Junior

Posted in poesia | Leave a Comment »

Esvaem-se os sonhos

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Ah, quando enxergo para o horizonte a despontar,

      O medo me toma a alma…

      Para trás deixei sementes

      Algumas; hoje árvores de lembranças amargas…

      

      Quantas vezes semeadas com amor, esperança e crença

      E, logo, tomadas pelas ervas daninhas da vida

      que fizeram de meus sonhos trevas…

      

      ‘Como o amargo toma a alma…

      Faz a lágrima roçar a face e o dia se faz nublado

      Por quantas vezes quase me entrego…’

      

      Dentre estas sementinhas a do amor:

      A espera que se faz e a cada amanhecer a esperança,

      Mas, ao anoitecer, sempre a mesma verdade:

      – Agora, minha amante é a solidão!

      

      Do que adianta queixar-me?

      Lançar meu grito, percorrer vales, escalar penhascos

      Se dentro de mim

      o vazio tomado pela tua ausência toma-me a alma…?

      

      Hoje,

      Sem o sabor da paixão sobra-me a companheira poesia

      por onde ainda posso sonhar que te tenho,

       que nada aconteceu,

      que meus castelos não foram tomados pela ruína do descaso…

      

      Transformo-me em palhaço de meus sonhos-bobos

      De abrir minha porta e te encontrar

      Receber teu beijo e viver contigo o amor prometido…

      

      Ah, este tempo…

      Senhor dos senhores, por vezes amigo – outras; carrasco…

      Por vezes a lançar-me entre os vales das lágrimas,

      por outras; a lançar-me frente ao Arco-Íris do amor…

      Ah, Tempo…

      Faz com que tua cobrança seja-me a mais curta

      Não quero sair da história debruçado em teus degraus,

      E, sim; vencendo cada uma de suas imposições… 

      

      Agora, parto a ser só mais um palhaço sonhador!

      Destes sonhos pequenos farei meu mundo

      ladeado pelas flores das lembranças de nosso amor…

      

      Podem derrubar as muralhas mais fortes,

      dominar vulcões, vencer os oceanos,

      Mas, nada será capaz

      de fazer acabar o amor que senti por você

      nem mesmo a poderosa ‘senhora’ morte…

      

      Paulo Nunes Junior

Posted in poesia | Leave a Comment »

Essência do Pecado

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Aproxima-se com teus lábios cor de fogo,

 

beija-me e suga de mim a essência dos meus medos

 

Rasga meu peito com tuas garras,

 

percorre meu corpo em um vai e vem sem limites

 

apresenta-me a astros-estrelas

 

faz senhor de teus dias, dono de tuas noites…

Lançam-me neste mundo de prazer constante

 

os céus agora brilham, as flores dançam com a magia do fogo; que toma conta de nossas almas…

 

O que antes era pálido transforma em vermelho da paixão leva-me pelas tuas mãos a este mundo de loucuras

 

onde o que importa é somente amar e nada mais…

Este fogo que domina minhas entranhas

 

absorve minhas dúvidas faz do medo lembrança do passado

 

Com teus olhos; o brilho que meus caminhos não possuíam

 

lanço-me entre trevas e faço de todas luz

 

deixo no rastro o cheiro de nossa paixão…

Sem tempo, sem limites, agarradinhos…

 

sugando um ao outro na mistura de nossos sabores

 

o roçar da pele que exala a essência do pecado…

 

Este pecado só nosso e de cada cantinho fazemos nosso leito, de cada momento nossa história…

A exaustão some…

 

Torno-me “Eros” de teus sonhos

 

Você, minha deusa encantadora… A “Vênus” que esperava…

 

Agora quero sentir esta essência que domina-me por inteiro jogar-me frente ao mundo; pequeno diante de nossa paixão!

Paulo Nunes Junior

Posted in poesia | Leave a Comment »

Somos Iguais

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Em tudo o que fazemos,
      podemos observar…
      Nossos jeitos, nossas maneiras.
      De viver e de amar…

      Em tudo somos iguais.
      Somos poetas e amamos poesia.
      Vivemos em nossos mundos…
      Reais e virtuais…

      Quando estamos juntos,
      sentimos o que ninguém sente.
      Somos perfeitos conjuntos,
      coração, alma e mente.

      Somos a tampa e a panela.
      O Sol e a Lua…
      Como o ator e a novela,
      em cena que perpetua.

      Livres, soltos…
      Em plena paixão.
      Você-Eu… Vontade-tesão.

      Sol Lua©

Posted in poesia | Leave a Comment »

SEGREDOS

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Chamando por ti ouço-te ao longe.
      Conheço tua voz de entre mil outras
      vozes. Traz-me o vento em sussurro o
      que é de nós,
      passeio meus dedos pelo teu rosto.

      Nada em ti me desconhece nada há
      que eu não saiba, porque tudo em
      nós prevalece, razão, lamento,
      riso e choro, duas
      andorinhas que dançam à sua semelhança.

      E é no silêncio de quando nos escutamos
      no próprio silêncio – olhos nos olhos –,
      que bem-aventurados somos, por no
      silêncio
      nos sabermos a uma única e só voz.

      Na primavera da vida por nosso bem-querer,
      determinação e excelsa assunção,
      nascem as mais belas flores, açucenas,
      jasmim… oh, hierática
      senhora, e seremos felizes, felizes assim.

      Jorge Humberto

Posted in poesia | Leave a Comment »

DESPUÉS VINO LA NOCHE

Posted by vidapura2 em Setembro 25, 2009

Recuerdo un día azul de ternura
cálida y sol sin herraduras,
de risas de guitarra
y alegres carcajadas.

Yo era un pájaro de corazón abierto,
el hilo de un ovillo tejiendo un albornoz
de caricias sobre tu cuerpo,
el aire dulce de un relámpago
vertiendo cascabeles sobre la almohada.

Tú eras un horizonte ardiente
palpitando en mis latidos, el grito
transparente de un domingo fértil
que se sabe al final de la semana.

Tú y yo, los dos juntos, éramos un círculo
espeso de sueños y quimeras anudados en torrente,
un loco terreplén de manos sin fronteras,
un tren descontrolado y pasado de estación.

Después vino la noche, negra
como una pluma de tinta solitaria
y caímos
             sin freno
por el agujero hueco de la distancia.
Subimos a cometas diferentes
y emprendimos
astrales navegaciones sin rumbo
por galaxias inconcretas.
Nos perdimos cada uno
en esa selva sin brújula y sin mapa
que se llama soledad
y es tan densa
como el luto despiadado de un sepulcro.
Pero no había más remedio
que seguir adelante, ondeando
la bandera desahuciada de la tristeza,
fletando caravanas de sal en los ojos
para no volver la vista atrás.

Fernando Luis Pérez Poza

Posted in poesia | Leave a Comment »