amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

UM DESABAFO EM VERSOS

Posted by vidapura2 em Julho 31, 2010

      Abraçam-nos

      Apertam nossas mãos,

      Fingem atingir as raias da compreensão,

      Dançam nos limites de nossas limitações.

      Oferecem a mão.

      Por trás, inventam , sonegam, estendem a perna

      Para um grande escorregão de quem estava

      Desarmado ou disponível.

      Esquecem tudo que já se lhes ofereceu.

      Roubam sem pudor

      E quando vamos procurar nosso próprio naco,

      Respondem que “o gato comeu”,

      E se tentamos retornar a um lugar cedido,

      Dizem: – ”Quem sai ao vento, perde o assento”.

      E logo conosco, que acreditamos

      Na verdade inconteste: “faz a força, a união”.

      Afinal “uma andorinha só, não faz verão!”…

      Afasta com mil estratagemas, quem os auxiliou

      E colocam em nossa boca palavras não ditas,

      Inventadas por eles, malditas…

      E nos entristece ver pessoas queridas

      Caírem na rede que usam para nos derrubar

      -e às vezes, a esses amigos inconsistentes

        Preferem acreditar nas linhas dos novéis

      Que em nossos antigos e fortes carretéis.

      Fazem jogo duplo, são sonsos e traem amigos,

      Porque traição perpassa pela deslealdade

      E os liames da afetividade, da entrega, na amizade,

      Tem a ver com confiança, afiliação, respeito.

      Há os ingênios que se deixam enredar

      Com histórias, artifícios, estratégias:

      Sempre têm ciúme do Outro

      E querem caminhar seus caminhos.

      Esquecem que em uníssono

      São mais ouvidas as vozes,

      Mas se fazem surdos e mudos no conjunto

      Enquanto registram idéias alheias.

      Depois copiam os hinos e poemas, contos e causos,

      Crônicas e opúsculos

      Que e apresentam, assinando a autoria.

      Voam condores e jogam-lhes pedras.

      Voam beija-flores e esses invejosos

      Queimam os jardins para que não possam

      Polinizar nem encantar o mundo.

      Voam borboletas e lhes arrancam as asas

      Para fazer bandejas meramente decorativas.

      Se é preso em jaulas e masmorras de incompreensão

      Um coração poeta vão até lá, prestar pseudo-auxílio,

      Oferecer soluções impossíveis de alcançar.

      São capazes de ofertar empréstimos de préstimos

      E sorrir quais aqueles que nos amam de verdade.

      Viajam e surrupiam as possibilidades dos Outro

      -que muitas vezes sequer as deseja:

      Sob a pele de cordeiros mansos a balir,

      São predadores insensatos, inconsequentes…

      Consola-nos, no entanto, saber que embaralhados

      Nas próprias maldades e mentiras

      Caem quais as pedras frouxas numa avalanche de inconsistências…

      Enquanto nós, resilentes e em paz,

      Seguimos a trilhar as trilhas,

      Embalados nos braços da Verdade

      -dama que sempre reaparece, quando menos se espera…

       Clevane Pessoa

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