amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

NO ACTO DE ESCREVER

Posted by vidapura2 em Agosto 1, 2010

      Eu não sei se escrevo o que penso se penso o que escrevo.
      Tenho consciência que escrevo o que me dita a alma e que
      escrevo para os outros, como forma de lazer ou de pura
      reflexão. Acho que escrever é exercitar o nosso pensamento
      assim como é uma divida que eu tenho para com os leitores.
      Se alcanço o que me proponho não sei mas apraz-me que
      haja quem me leia e comente minha obra com toda a seriedade.
      Em tudo o que faço ponho o máximo de mim sem me escusar
      a qualquer esforço nem esperar nada em troca que não seja
      a humildade de meus leitores e a dignidade de meus críticos.
      Sou feito de intuição e observação, e sempre procuro a
      perfeição para os meus escritos. Sei que é algo impossível mas
      não consigo fugir a esse enlace, que me domina contextualmente.
      Escrever para mim é uma responsabilidade a que nunca fujo e
      sinto orgulho por dizer que nunca deixo nada ao acaso nem faço
      descaso daquilo que escrevo pois respeito muito quem me lê.
      Como qualquer escritor e poeta sou um pouco de sozinho não
      de solidão embora às vezes seja apanhado no meio de um
      turbilhão de sentidos que me perdem por momentos e me
      duvidam enquanto ser consciente de muitos. Sou introspectivo
      e razoavelmente razoável, mas não faço da razão meu senhor.
      Sonhador o quanto baste acredito no bom senso do ser humano
      e dou-lhe a margem de dúvida suficiente para poder errar, o que
      não suporto é as pessoas incorrerem no erro sistematicamente
      por omissão ou desprendimento de suas responsabilidades.
      Multifacetado escrevo de tudo um pouco, mas a poesia livre
      cativa-me acima do restante. Quando escrevo tento encontrar-me
      e encontrar o cimentar de uma base que me faça entender
      perante os demais que como eu apreciam a cultura da escrita.
      Não escreve quem quer escreve quem tem intuição e é socialmente
      preocupado com as coisas que precisam ser esclarecidas na posse
      de todas as suas faculdades inerentes ao bom entendimento.
      Assumo o acto de escrever como um trabalho digno de se realizar
      e de ser socialmente aceite como ferramenta para atingir diversos
      fins. A escrita é abrangente e percorre muitos caminhos até chegar
      aos seus leitores, que procuram na leitura uma forma de se
      sentirem esclarecidos e devidamente avisados, quando a preocupação
      é sócio cultural ou de puro ócio. É um prazer que se constrói intimamente
      mas sempre ligado a quem futuramente lê o que se acabou de escrever.
      Escrever é um acto de crescimento para o seu autor e é uma forma
      de valorizar a vida. Não sei porque escrevo mas sei porque devo escrever:
      acto contínuo de minha responsabilidade perante os menos esclarecidos.

      Jorge Humberto

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