amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 22 de Novembro, 2010

A mais bela flor

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

O bosque estava quase deserto quando o homem se sentou para ler, debaixo dos longos ramos de um velho carvalho.

Estava desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando afundá-lo.

E, como se já não tivesse razões suficientes para arruinar o seu dia, um garoto chegou, ofegante, cansado de brincar.

Parou na sua frente, de cabeça baixa e disse, cheio de alegria:

Veja o que encontrei!

O homem olhou desanimado e percebeu que na sua mão havia uma flor.

Que visão lamentável! Pensou consigo mesmo.

A flor tinha as pétalas caídas, folhas murchas, e certamente nenhum perfume.

Querendo ver-se livre do garoto e de sua flor, o homem desiludido fingiu pálido sorriso e se virou para o outro lado.

Mas, ao invés de recuar, o garoto sentou-se ao seu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:

O cheiro é ótimo, e é bonita também…

Por isso a peguei. Toma! É sua.

A flor estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas ele sabia que tinha que pegá-la, ou o menino jamais sairia dali.

Então estendeu a mão para pegá-la e disse, um tanto contrafeito:

Era o que eu precisava.

Mas, ao invés de colocá-la na mão do homem, ele a segurou no ar, sem qualquer razão.

E, naquela hora, o homem notou, pela primeira vez, que o garoto era cego e que não podia ver o que tinha nas mãos.

A voz lhe sumiu na garganta por alguns instantes…

Lágrimas quentes rolaram do seu rosto enquanto ele agradecia, emocionado, por receber a melhor flor daquele jardim.

O garoto saiu saltitando, feliz, cheirando outra flor que tinha na mão, e sumiu no amplo jardim, em meio ao arvoredo.

Certamente iria consolar outros corações que, embora tenham a visão física, estão cegos para os verdadeiros valores da vida.

Agora o homem já não se sentia mais desanimado e os pensamentos lhe passavam na mente com serenidade.

Perguntava-se como é que aquele garoto cego poderia ter percebido sua tristeza a ponto de aproximar-se com uma flor para lhe oferecer.

Concluiu que talvez a sua autopiedade o tivesse impedido de ver a natureza que cantava ao seu redor, dando notícias de esperança e paz, alegria e perfume…

E como Deus é misericordioso, permitiu que um garoto, privado da visão física, o despertasse daquele estado depressivo.

E o homem, finalmente, conseguira ver, através dos olhos de uma criança cega, que o problema não era o mundo, mas ele mesmo.

E, ainda mergulhado em profundas reflexões, levou aquela feia flor ao nariz e sentiu a fragrância de uma rosa…

* * *

Verdadeiramente cego é todo aquele que não quer ver a realidade que o cerca.

Tantas vezes, pessoas que não percebem o mundo com os olhos físicos, penetram as maravilhas que os rodeiam e se extasiam com tanta beleza.

Talvez tenha sido por essa razão que um pensador afirmou que o essencial é invisível aos olhos.

Momento Espírita

Anúncios

Posted in AMIGOS | 2 Comments »

” Infância ”

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Aconteceu a vida celebrando a vida
E fez de mim criança e imaginação
Olhar de lince, sonho de algodão
E uma curiosidade de ave de arribação

Então eu aprendí driblar a chuva
Andar de mãos atadas com o momento
Ter a eternidade em um segundo
E a felicidade como um movimento

As borboletas da alma imperavam
Quando era para louvar a fantasia
Como um punhado de plumas brincalhonas
Que vinham festejar o lindo dia

Banhado de alecrim e menta
Cantava como um verso solto ao vento
A brisa fresca do universo
Refrigerava-me em luz e sentimento

Compreendí que era alma, e o corpo
Era um apêndice de amáveis alegorias
Que eu usava e que servia
Para multiplicar as minhas alegrias

Quando o belo anjo vinha mostrar
A fada, a noite, os vagalumes
Eu adormecia abraçado
Entre estrelas e perfumes

Se a noite vinha brincar de cobra cega
Lembrando que há o momento da escuridão
Pedia à chuva e ao sol um arco íris
Que me carregasse em sua mão!

Joao das Flores

Posted in poesia | Leave a Comment »

ESPERANÇA DE AMOR

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

É de coração que o digo,
querendo estar contigo,
para cobrir-te de carinhos,
levando-te pelos melhores caminhos…
Quero só te dar felicidade na vida,
com nenhuma esperança perdida…
Com muitas alegrias projetadas,
sómente a ti dedicadas…
Este amor tem muita beleza,
tem felicidade, carinho, com certeza…
Tudo que levo em minh’alma,
é este amor que excita e acalma…
Teremos felicidade duradoura,
com muito amor e carinho,
e em todos nossos momentos,
esqueceremos quaisquer lamentos…
Seguiremos um maravilhoso caminho,,
com muito amor… muito denguinho…
Sempre seguiremos abraçados,
completamente apaixonados,
ali sempre bem juntinhos,
só pensando em trocar carinhos,
em momentos de amor e paixão,
e, claro, com muito tesão…
É tão pouco o que me pedes,
para esse amor que me ofereces…
O amor, em nosso coração transborda,
e deste sonho, ninguém me acorda…
Este amor é a mais linda e terna loucura
cheia de doçura… ternura… ventura…
É tudo o que desejo em minha vida…

Marcial Salaverry

Posted in poesia | Leave a Comment »

REFLEXÃO SOBRE A BELEZA

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Nem sempre a beleza está naquilo que vemos, mas naquilo que nossa alma vê…
Somos capazes de voar com nossa imaginação, pois as verdadeiras asas são as asas do coração…
Amizade e amor são as asas da emoção, e se quiser sentir do vôo, a sensação,
simplesmente ame e seja amigo, apenas sabendo entregar seu coração…
Seguindo o conselho, e entregando-se ao amor incondicionalmente, poderá alcançar a felicidade…
Tente… Experimente… Não custa nada experimentar, pelo menos…

Marcial Salaverry

Posted in poesia | 2 Comments »

AQUELA LINDA NOITE

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Dançando aquele sensual bolero,
com nossos corpos em doce entrevero,
fomos pela paixão envolvidos…
Assim, com o amor nos dominando,
não vimos o tempo passar…
Apenas queríamos nos amar…
Teus lábios por mim beijados
com desejos apaixonados…
Entregamo-nos àquela paixão,
com total sofreguidão…
Queríamos que o bolero jamais findasse,
para que o encanto não se quebrasse…
Mas, como num sonho do qual
não se deseja acordar,
separamo-nos quando o sol começou a raiar…
Desde então, estou a te procurar,
pois sem ti não mais conseguirei viver…
Quero novamente sentir teu corpo me pertencer…

Marcial salaverry

Posted in poesia | Leave a Comment »

A mulher e a poesia

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Dentro de toda mulher existe poesia
E uma epopéia para se contar
Da afinada lira do seu coração
Há muitos cantos para se trovar

Existem mãos despedaçadas de adeuses
Altares feitos para a adoração
O amor que um dia foi embora
A volta, como uma consagração

Por lá existem lágrimas
Alí se acumularam dores
Risos, gritos, cores
Mananciais de amores

Por isso a poesia escolheu
Na mulher a superação
O canto alegre de uma musa
Fazendo do amor a louvação

Por isso é que ela trás
O despertar da rima
Naquilo que ela toca
Naquilo que ela cisma

Joao das Flores

Posted in poesia | Leave a Comment »

CANTO DE PEDRA

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Há um canto de pedra no rio do poema

canto de multidão no eco das encostas

esquecido alento

Há um berço de embalar marolas

um fio de voz que se impõe no acre

anunciando o pão

Há um aroma de verbos amordaçados

um travo de rosas e cravos

ventos de um perfume intenso

Um gotejar de anseios

cheiro de horizontes

a polinizar tempos de chegar

Na inocência das aves
o florescer do impossível

No exílio das rimas

a mão firme escolhe o trigo
no plantio de auroras

Um sol se mescla ao verso

incêndio de prados e preces

e o canto se inflama no peito

Pulsa na entranha da palavra

a cicatriz de morte

amalgamada no silêncio acostumado

de gado

E rasga a chaga do medo

extirpa a lágrima de ontem

que a colheita prospera

na carne do povo.

®Lílian Maial

Posted in poesia | Leave a Comment »

Neste Natal vamos…

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Que nossas mãos possam ser portadoras de paz..
De afagos..
De carinho…
Que escorra delas os mais límpidos sentimentos..
de bálsamos..
de alívio..
de força..
de luz…
Que possam ser espraiados na terra árida..
fazendo germinar o amor entre as pessoas..
Multiplicando cada melhor essência de nós..
Fazendo-nos fortes ao meio à tempestade..
Deixando-nos ver o sol que nasce..
Que rompe a noite..
Que se faz dia..
Que se faz belo..
Que se faz vida!
Que se chama amor…

Jane Lagares

Posted in poesia | Leave a Comment »

He decidido olvidarte

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Solo basta un beso
para que me lleves al cielo,
pero creeme mí amor que con eso
no detendrás mí vuelo.

Te burlaste de mí
y no te apiadaste de mí sufrir,
más ahora quiero ser feliz
ya que por fin he decidido olvidarme de tí.

Ahora que lo pienso
yo misma me engañé,
para mí todo era un sueño
hasta que por fin desperté.

Aunque yo no lo quiera
en mí corazón siempre estarás,
pero el perdona a cualquiera
aunque sabe que nunca lo amarás.

A veces quisiera desaparecer
para no recordarte,
pero que puedo yo hacer
si nunca te podré tener.

Quisiera regresar el tiempo atrás
pero eso es imposible,
solo me lastimaría más
sabiendo que mí cuerpo buscas nada más.

Trato de olvidarte
pero como verás,
no te borro de mí mente
y en esta poesía lo comprenderás.

Tus manos en mí cuerpo
nunca las olvidaré,
aunque yo sé que tú
solo me verás como una más.

Dedicado a alguien que alguna vez quise mucho.

Yanina Rios

Posted in poesia | Leave a Comment »

SONIDOS

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Sonidos arrullan mi alma y
elevan cual pompa de jabón:
sin prisa, sin tiempos.
Letras que fluyen,
incoherentes.
Pensamientos absurdos,
enjambre de carnes.
Es y no es,
soy y no soy.
Es la nada,
soy el todo:
soy.

©SKORPIONA

Posted in poesia | Leave a Comment »

O JOGO DA VIDA, AMOR…

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Canto o meu canto e ela não pode escutar…
O tempo passou,
na vida tudo passa
Vai longe o tempo, bem longe,
que eu tinha voz de cantar.
Hoje tenho voz de ouvir, ainda bem,
restou comunicação para o amor,
amar, viver e sonhar…

A vida tira e doa, o velho jogo de sempre,
só vale é jogar nesse jogo perene,
não aceitar o jogo é se deixar sufocar.
Ninguém ganha o jogo da vida,
é lutar, simplesmente participar…
No amor o empate é vitória,
não se pode derrotar o ser amado,
seria derrota de dois.

É o jogo perene da vida, se de todo acabar,
exaurir-se sob a ação do tempo,
é um aparente término de vez.
Mesmo sem admissibilidade de apelação,
em terminando surge nova vida.
Mente quem diz
que só se vive uma vez.
Vida é amor, amar…

Evaldo da Veiga

Posted in poesia | Leave a Comment »

A VIDA É AMOR, AMOR… ALICERCE IMPRESCINDÍVEL

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Quando você me deixa de lado eu sinto tua falta,
mas eu acho que é isso que acontece com toda gente.
Belo é o amor… eu amo o amor.
E sem você amor, inexiste vida.
É o que percebo nesses longos anos…

Retirando o amor
que é tempero imprescindível
de se fazer um viver,
o que se sente na vida é uma vida sem gosto,
uma vida morta é o que se deve dizer.

Na vida onde existe um mundo de bens,
os movimentos são sinais de verdadeira vida.
Vida tem que ter tempero, sem tempero não tem viver.
Um pouquinho aqui, outro acolá,
mas sem o amor não existe tempero que consiga temperar.

O insalubre tem as portas sempre abertas,
tornando o alimento difícil de alimentar,
se inexiste uma pitadinha de amor…
Só se bebe e verdadeiramente só se come,
energizando vida, se temperado no amor.

Sem amor é caminhar sem ir, e se for,
vai-se a lugar nenhum.

Evaldo da Veiga

Posted in poesia | Leave a Comment »

EXATAMENTE ASSIM AMOR!

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Te quero assim como és,

exatamente assim.

Tua trajetória é êxito,

no caminho,

quase sempre marcado de dor.

Mas o que é a dor

se ela se perdeu no caminho?

Só vitória é o que se vê em você,

no caminho o pecado morreu.

A marca da vitória é o que se vê.

O que trazes é a conquista de ontem,

do amanhã, além de ti nada se vê.

Mas se existe além de ti mesmo sem se vê,

depende de ti pra viver.

Vem!

Evaldo da Veiga

Posted in poesia | Leave a Comment »

MESMO NA SOLIDÃO SE VIVE O AMOR

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

Lá fora um frio cortante, noite escura
e a água caindo pesada do céu
Ilhado pela impossibilidade de seguir, namoro em sonho…
É minha alma tão fria e dormente?
Não, está aquecida pelo amor que supera intempéries
e traz você a mim e eu indo a você.
Estamos juntos sob o que pese imensa distância…

Pego minhas recordações que se projetam vívidas
e sinto o calor do teu corpo, teu aroma suave
e teus lábios me beijam na mais próxima distância.
Glória e louvor a mais Santa sensação que se efetiva
no mais profano desejo…
Corpo e alma animados na mesma emoção
caminham juntos pretendendo o mesmo destino.

Um alerta soa, enviando o recado: –
sozinho você sequer chega a ser um,
se constitui subtração de si mesmo.

Evaldo da Veiga

Posted in poesia | Leave a Comment »

Parede de biscoitos

Posted by vidapura2 em Novembro 22, 2010

No bolso esquerdo da calça
Guardo palavras
Num caderninho
Confidente de frases imperfeitas

Rascunhos poéticos
De próprio punho
Pacto angelical
Cordão umbidical

Pequenos versos que a imaginação provoca
Linha após linha
Vejo/sinto/relato
Deleites sensuais da sexualidade

A mão chama
O papel aceita
A caneta não reclama
Devaneios insanos de uma mente criminosa

Partos breves/feitiços do ocaso
Delírios de menino/dança na escuridão
Arroubos do coração/cidadão nasciturno
Mensagens do além e do mar

Sou desorganizado /esqueço coisas
Perco a hora dos remédios
Não recordo nomes/telefones
A rotina sufoca /stress diário

Tropeço na imoralidade da sociedade
A arte é o meu ambiente
A condenação eterna/destino extremo
Vício desraigado/danação da alma

Escrevo/sou poeta
Não sou barulhento
Na quietude da noite
O vento sopra saudades

Se pudesse pixaria muros
Riscaria lataria de ônibus
Portas de banheiro/bancos de metrô
Paredes de elevador

No bolso esquerdo da calça
Guardo palavras
Num caderninho
Confidente de frases imperfeitas

Carlos Assis

Posted in poesia | 1 Comment »