amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for 29 de Março, 2011

As duas faces

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Afirma-se que um famoso pintor do Renascimento, quando pintava um quadro sobre o Menino Jesus, após conceber e fazer os primeiros estudos procurou uma criança que lhe servisse de modelo para a face do Mestre, na infância.

Procurou em muitos lugares até encontrar um pequenino sujo, que brincava nas ruas. O menino retratava no olhar e na face toda a pureza, bondade, beleza e ternura que se podia conceber.

Explicou-lhe o que desejava e, ante a autorização da família, levou-o para posar no seu atelier, retribuindo-lhe o trabalho com expressiva soma em moedas de ouro.

Anos depois, o artista desejou pintar outro quadro. Dessa vez iria retratar Judas. E saiu em busca de alguém que pudesse lhe oferecer o rosto do traidor.

Em mercados e praças públicas, tavernas e antros de costumes perniciosos por onde esteve à procura, não encontrou ninguém que se assemelhasse, em aparência, ao discípulo equivocado.

Já havia desanimado de procurar e pensava em desistir, quando, visitando uma taberna de má qualidade, se deparou com um delinqüente embriagado, em cujo olhar e semblante se encontravam os conflitos do traidor, conforme a concepção que dele fazia.

A barba endurecida, a cabeleira mal cuidada era a moldura para o olhar inquieto, desconfiado, num rosto contorcido pelo desconforto íntimo, formando um conjunto de dor e revolta, insegurança e arrependimento ímpares.

Comovido com o fato, o artista convidou aquele homem para posar, ao que ele respondeu que só faria sob a condição de boa recompensa financeira.

O pintor começou a obra e percebeu, após algumas sessões, que a face congestionada daquele homem se modificava a cada dia, perdendo a agressividade e a perturbação.

Um dia resolveu perguntar ao modelo o porquê de tal transformação, ao que ele, um tanto melancólico, respondeu:

Posando nesta sala, recordo-me que há alguns anos, eu servi ao senhor de modelo para a face do Menino Jesus…

Eu sou aquele garoto em cujo rosto o senhor encontrou a paz e a beleza do justo traído…

O dinheiro que ganhei, em face da minha imaturidade, mais tarde pôs-me a perder e, de queda em queda, numa noite em que me embriaguei, por uma disputa insignificante matei outro homem.

Condenado num julgamento arbitrário envenenou-me de ódio…

Agora, pisando neste lugar outra vez, recordo daquele tempo e retorno, emocionalmente, a ele, e me acalmo…

* * *

Paradoxalmente, o mesmo indivíduo ficou retratado na face de Jesus Menino e de Judas, em duas fases diferentes da mesma vida.

* * *

Muitos de nós, simbolicamente, temos os nossos dias de traído e de traidor.

Dias em que trazemos na face a expressão da bondade e da ternura. E dias em que somos o retrato vivo do desespero.

É nesses dias difíceis que devemos buscar, emocionalmente, a serenidade dos dias de luz e seguir em frente, com vontade de imprimir, de vez por todas, a face justa e bela do nosso modelo maior, que é Jesus Cristo.

Redação do Momento Espírita

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ONDE O AMOR AGORA

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Era o tempo, em que juntos, tudo
fazíamos, e nunca nos negávamos,
o namoro crescia mas agora mudo
de mim, o nosso amor o trocámos,

por palavras vãs sem nada dizerem
e nem nada gravarem, na memória.
Saberão as pessoas o que fazerem,
quando mais nada resta da história?

Se um não faz, não fazendo, incorre
em erro, outro não faz, pois discorre
que se ao primeiro, a falha, sua razão.

Nunca ao abandono votei quem amo,
sofri no corpo a dor da perda, o dano,
que agora faz doído, este meu coração.

Jorge Humberto

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ESCREVER AO ENTARDECER

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

É com o entardecer, que há um
indistinto rumor, nas folhas,
pelo seu contacto, só
visível, a olhos que buscam nada.

As águas do rio são arenosas,
de um cinzento-escuro,
com laivos avermelhados, do sol,
que se vai diluindo, nos espelhos.

A lua, já vai alta no céu, de nuvens
aspergida, e o sol é de um
louro alourado, que vai subindo,
nas paredes, das casas.

A horizonte deita-se o mar, incólume,
e os amarelos e os castanhos,
explanam minuciosamente,
o plano das águas tranquilas.

Grau a grau, as cores vão sumindo,
e na noite, que vem vindo,
pássaros partem,
em debandada, para outros sóis.

Leve, breve, a noite se anuncia,
com gatos fugindo,
por entre muros, e, nos candeeiros,
insectos voltejam, feito loucos.

Jorge Humberto

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A LUTA CONTINUA NO EGIPTO

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Leis foram feitas para não se cumprir,
vide os déspotas, que para lhes fugir,
o que deviam realizar, a bem do povo,
mandam para a rua um exército novo.

Depois da Tunísia, o Egipto é devoção,
de seu povo, que quer livre sua Nação.
Vive-se um clima de guerra e o ditador
não cede, como um antigo Imperador.

Os vis Militares, têm ordem para matar,
mas os cidadãos não se deixam sonegar,
e enquanto um cai à bala, outro avança,
porque é consigo, os pratos da balança.

Entre África, e o Médio Oriente, é nado,
com o Mediterrâneo ao longe escutado.
Árabes, o cenho, por trinta anos o delito,
de seus governantes, por isso o conflito.

E enquanto o povo tiver voz, e do algoz,
evitar suas maxilas, seremos todos nós,
a pelejar conjuntamente, um novo país,
totalmente livre (e mais) liberto de raiz.

Jorge Humberto

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GARDÉNIAS EM TEUS OLHOS

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Gardénias em teus olhos;
leve brisa de folhas,
nas árvores;
o mar que se acalma, na
palma da mão;
vislumbre de jardins,
nascidos no agora raiz.

Sombras onde me deito;
teu corpo restrito,
ao pudor do silêncio;
só o vento, diz voz,
ou gorjeio de pássaro;
passos apressados,
na rua sito mais abaixo.

Teus dedos, finos como
marfim; sacudir de
cabelos, asas de corvo;
a despeito do amor
a excepção; livre
ambivalência, que nos
põe a nu e salvaguarda.

Ser-se, quem se é, no
precipício apelativo;
renegar ao amor, que se
fez sofrido mas inteiro;
tua boca, semi aberta, tem
o pecado mesmo ao lado –
encontrar-me-ás!

Jorge Humberto

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MEUS PAIS

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Nesse verso sentido, imortalizo

o amor e respeito que levo em meu peito

pelos meus Pais.

Saudosos Pais!

Quanta falta vocês me fazem…

O mundo ficou bem difícil sem vocês comigo,

Meus ombros amigos!

Nanci Laurino

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À MINHA CASITA DE MADEIRA

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

No azul que vai nos azuis do céu,
é que eu tenho tudo que é meu,
esperanças que me são devidas,
e as vidas por mim já vividas.

Qual um pássaro que trouxesse,
pedacito do céu que lá houvesse,
um tracito quereria só para mim,
para desenhar uma casita enfim.

A horizonte iria buscar vasto mar,
para o jardim medrando banhar;
e as madeiras eram só recicladas,
com as fileiras mui bem aparadas.

O ocaso não era longe de onde sou,
tosco barco às minhas águas cismou,
à deriva boiava com sentido norte,
e eu e ele buscamos a mesma Sorte.

Nado sol lá estou eu a me madrugar;
remo em círculos sempre a aumentar,
a cadência dos braços; e na lonjura,
a casita que acabou co minha tortura.

Jorge Humberto

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AMIZADE

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Sincera, sensível, olhar aguçado na luta do dia-a-dia está lado a lado.

Guerreira, não perde a ternura nos gestos, traz consigo sempre bondade que acolhe.

Segue missão com passos certeiros tendo esperança e perseverança na mochila da vida

onde a estrada a leva nas realizações de seus sonhos.

Amiga querida que os anos passem e selem para sempre

essa minha admiração dos que respeitam e sabem reconhecer

as provas da sincera amizade.

Tua amizade me faz acreditar que há pessoas boas

e os dias podem ser feitos de luz mesmo que a escuridão

teime ficar.

Colho agora as mais lindas flores.

Rosas, gerânios, hortências com mil perfumes

e cores para enfeitar com amor seu jardim

chamado coração.

Nanci Laurino

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DÊEM-ME ROSAS BRANCAS

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Ah, dêem-me Rosas!
Rosas brancas, a haver.
Daquelas Rosas,
onde outro não tenha ver.

E quero Rosas brancas,
se não as houver.
Quero tantas mas tantas,
venham elas, donde vier.

Quero banhar-me nelas,
contigo a meu lado.
Quanto mais forem elas,
menos pesado o meu fado.

Mas, ah, eu só quero Rosas
brancas! Assim como a neve.
Em que o tempo são prosas,
e à Natureza, nada se deve.

Jorge Humberto

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ILHAS DE CORAL

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Era após era, heras crescem,
de forma consensual, na casa
da praia, junto ao mar, verde
coralino.

Há grandes línguas de areia,
formando ilhotas, que é de
facto onde se encontra o mar
de coral, ainda invicto.

Tudo é verde, até o belo céu,
que tem flamingos, cor de fogo,
voando em grandes concertos,
buscando rasos lagos.

Nessa casa habita um casal de
velhos pescadores, que agora
trabalha com artesanato, para
vender para fora: outras ilhas.

Mais próximas da civilização e
que eles transportam, em
barcos feitos de bambu, pois
tudo ali é artesanal e sério.

Em troca de sua Arte recebem
bens alimentícios, que guardam
em casas próprias, para a
ocasião, e, assim, nada lhes falta.

Na ilha maior, onde está a casa,
para além das heras, também
há palmeiras e flores indígenas,
aonde crescem e se reproduzem.

Animais temos os marinhos, as
aves migratórias, algumas araras,
tartarugas sem idade e macacos,
subindo e descendo, palmeiras.

Ah, nunca me havia dado conta, do
quanto estava perto, do paraíso,
nestas linhas com que alinhavo,
esta minha simples prosa poética.

Jorge Humberto

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SE PENSO EXISTO

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Se penso,
existo;
apenas
penso,
no que
existo.

É dado
obtido,
porque,
se me
sonho:
existido.

Existir;
imaginar
vida;
mais que
por se
buscar.

Assim sou
e insisto;
pensar
é existir:
e nisto,
persisto.

Quem pensa,
forma
ideia,
logo
em ideal,
se torna.

Mi vida
é pensar,
e existo:
não o fora,
como aos
outros,
chegar?

Jorge Humberto

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PINTURA VIVA

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Fragrâncias de magnólias,
no vão das escadas.
Ternos sabores a flores,
que tu lá deixaste;
repercutindo no ar e nas
janelas, enfeitadas de vasos.

Na rua jardins são memórias,
de teres lá estado;
colhendo coloridos enfeites,
que vais pôr em centros
de mesas (caem pétalas,
por sobre os bordados de rendas).

O sol brilha, no céu exterior –
a lembrar, teus olhos, ao longe.
E as esgarçadas nuvens,
os teus cabelos, dançando
leve brisa, que se expande,
para lá, daquele arvoredo.

És uma pintura viva; linda.
Tuas mãos, nas minhas, anseio –
não ser eu o mar, de todos os
enleios, para te pedir um
momento, um só momento,
quando a brisa, fosse nossa!

Jorge Humberto

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UNS SÃO POETAS OUTROS ENFIM

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Em tudo quanto escrevi,
só ao prezado leitor devi,
o acerto, da palavra –
que, como na terra, lavra,
e deita fora os excedentes,
cuidando das sementes.

Nunca fui, senão eu,
e no verso, o que era de meu;
aquele que diversificou,
no poema, o que lá deixou –
imaginação a aflorar
na folha querendo ficar.

Miles de folhas, dactilografei
(e, de mim mesmo, que sei?);
que sou o nada e o tudo,
neste imenso e verboso mundo.
E nada anseio e nada quero –
de sonhar, então me esmero.

Depois do livre pensamento,
e de ter o seu consentimento,
a mim me venço,
e já me pertenço,
logro então o que julgo saber,
e em rima ou não, sói escrever.

Não sou poeta de um só “tema”,
tudo pois tem seu “dilema”.
Mais afirmo, que poeta
de uma só “filial, não tem espoleta,
prata explosão,
nem golpe de asa, mais à mão.

Escreve por repetição.
Oh, tamanha desilusão!
Já está tão viciado,
o pobre desgraçado,
que se torna artificial,
como se fora um desgastado ramal.

Jorge Humberto

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CORPOS JAZEM SEM IDADE

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Flores de aço crescem na cidade;
corpos sitiados jazem sem idade;
e os vis corruptos, fogem ilesos,
sem sequer nunca serem presos.

E não lhes comove a dor do povo,
exigindo respeito, num país novo;
refugiam-se em uma ilha sem leis,
para que, meus filhos, aí proteleis.

E a prole, mantém-se no governo,
num insulto, de malo desgoverno.
Só que as flores que ainda restam,
de novo, na rua, lutam, protestam.

E as bancadas do hemiciclo uma a
uma, de crápulas não mais presta
vassalagem, a nenhuns bandidos,
que de jovens, são uns assassinos.

Jorge Humberto

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CAVALO EM LIBERDADE

Posted by vidapura2 em Março 29, 2011

Descendo das vastas
planícies,
suas raízes,
espantoso garanhão,
negro
luzidio,
tamanho coração,
veio parar
a uma aldeia,
para pasmo
do povo,
que
nem em novo,
se lembra,
de animal,
assim, tão
maravilhoso.

Crina esbelta,
ao vento
e ao relento,
escoiceou
no ar,
pois nunca ninguém,
o domou,
e assim continuaria,
embora
o tentassem,
com engenho,
cobrir-lhe
o liberto cenho,
mas de patas
erguidas,
maneiras,
não havia.

Só uma menina,
de intentar,
conseguiu montar,
o agora seu,
belo cavalo,
e como o
entendeu,
galoparam,
de novo,
para as planícies,
a perder-se,
entre ervas,
a submeter-se,
à fúria do garanhão,
(a liberdade,
que lhe é
por direito).

Jorge Humberto

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