amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Archive for Junho, 2010

MEU PASSARINHO MEU ENCANTO

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      Surgiu-me por estes dias
      em minha casa
      um companheiro de penas laranja
      um menino ainda de meses de vida
      com a alegria
      e a ginástica próprias da idade.

      Ainda não canta mas já vai
      trauteando
      algumas canções de deixar encantado
      quem quer que o escute
      andando de cá para lá na
      gaiola onde recebe seus amigos pardais.

      Sua figura esbelta e jovem é a inveja
      dos poleiros cá da zona
      e quando lhe digo para ir buscar
      uma sementinha
      ele mostra-se feliz com a sementinha
      no bico andando de cá para lá me mostrando.

      Depois de ter perdido o meu canário
      branco que muita tristeza me deixou
      foi bom receber
      este novo companheiro
      novo na idade (conta meses)
      e novo cá em casa.

      É um animal muito querido
      sempre pronto a mostrar-me as maravilhas
      que ele faz ao voar
      e aqui e ali já vai tentando cantar
      chamando-me à atenção
      e de seus amigos pássaros.

      Por toda a tristeza que passei
      com a perda do meu Branquinho
      não podia vir em melhor hora um novo
      companheiro
      para alegrar meus dias e noites
      com a sua invicta juventude.

      Jorge Humberto

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SOU TUDO O QUE HÁ E O QUE NÃO HÁ

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

                                Tenho uma mão cheia de nada
                                na outra o Mundo e tudo o que
                                nela cabe,
                                saber atender às duas
                                é esforço que não me nego.

                                Quando passo por mim indolente
                                tenho as mãos vazias
                                com grãos de areia a esvair-se
                                por entre os meus dedos
                                caindo a meus pés insolentes.

                                Se por mim passo e vou contente
                                tu que há na Terra é meu
                                e não lembra a quem esqueceu
                                os momentos de pura
                                difamação e apatia.

                                Deito meu corpo cansado à
                                beira rio
                                fecho os olhos ao sol que me dá
                                defronte e todo o vermelho
                                é meu e em mim adormeceu.

                                Sou um pequeno vagabundo
                                calçando estradas e o que não há
                                se de mim foge o sonho
                                calcorreio caminhos
                                procurando quem lá está.

                                E vou daqui para outra parte
                                procurando o meu reverso
                                se em mim é e cabe
                                sou rei em terra de cegos
                                e sou talvez controverso.

                                Na orla do rio sou poeta
                                no mar ao largo o que houver
                                se me tento disciplinar
                                não sou aprumo nem regra
                                e resguardo o que lá couber.

                                Jorge Humberto

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QUADRO COM MULHER

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      Cabeça deitada,
      por sobre o braço direito,
      apoiando-se este
      nas costas do sofá,
      olhar vago e distraído
      (quem sabe o que sonha),
      diz de tua disposição
      enquanto lá fora chove.

      A um canto uma mesinha,
      onde repousa um
      copo de chá e um livro antigo,
      aberto ao acaso
      e a chuva que cai pelos vidros,
      criando lágrimas
      de um passado,
      que teima em vir à luz do dia.

      Que pensarás tu doce mulher,
      aí sozinha na sala,
      sentada sobre o sofá,
      que olvidas a chuva que cai?
      Que te esqueceu o livro,
      que o largaste ao abandono
      e nem a sede te veio
      deixando o chá para trás?

      No silêncio da sala,
      suspiros ecoam na tarde.
      cabeça deitada por sobre
      o braço direito, com que se apoia
      no sofá, que pensarás tu mulher,
      que te esqueceste do livro aberto
      e o chá que ficou por beber,
      aí onde a chuva bate nos vidros?

      Jorge Humberto

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ENTRE O SONHO E O PENSAMENTO

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

            Em um céu azul de azuis infinitos
            escrevo meu poema à beira-rio
            aqui não há lugar a proscritos
            enquanto a vela queima de fio a pavio.

            Minha pena discorre sem parar
            na folha alva à sujeição
            o que eu queria era não acordar
            e deste sonho não ter mão.

            Mas o sonho é pequeno para mim
            e meu pensamento a revoltar-se
            cria jardins de sândalos e jasmim
            e tudo o mais que não queira olvidar-se.

            Penso como quem respira não há ilusão
            que restrinja o seu apogeu
            e se hás vezes fala a voz do coração
            é porque é mais forte do que eu.

            Vou pela natureza a vaguear dolente paz
            que não é minha mas me pega pela mão
            quando aqui tudo aquilo que é capaz
            é fruto de uma qualquer frustração.

            E estou em mim e não sou eu
            carrinho de rodas que roda sem parar
            só a palavra etérea me comprometeu
            só eu sou capaz de aqui criar.

            Meu poema é findo e seu fundamento
            qualquer coisa me diz alegada poesia
            e eu vou por mim como num entretimento
            a chamar às noites amanhecido dia.

            Jorge Humberto

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TENHO UMA FOLHA EM BRANCO

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      Tenho uma folha em branco
      foge-me da ideia o poema
      meus ideais de quebranto
      o testemunho e o teorema.

      Não sei todavia o que escrever
      se o que penso se o que sinto
      talvez descrever
      o que é em mim e somente minto.

      A minha pluma flui inerente a tudo
      se não houver aqui o que dizer
      mais vale o poema mudo
      que tem sempre muito por onde se ler.

      E a inspiração está arredia
      não consigo contornar este problema
      transformo as noites em dia
      sem fazer uso de grande esquema.

      E assim nasceu mais um verso
      chove em mim nos meus pensamentos
      de tudo o que lhes mostro é o reverso
      de todos os remédios e unguentos.

      A folha alva vou preenchendo
      com uma poesia de gritos
      só fico aqui temendo
      criar quaisquer atritos.

      E assim nasceu mais um poema
      que antes de o ser já o era
      na minha alma lânguida o dilema
      de tudo o que lá aprouvera.

      Jorge Humberto

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NUM CÉU DE SAUDADES

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

     Num céu de imensas saudades
      as nuvens trazem até mim
      o teu rosto querido e amado,
      que minha imaginação e o meu
      amor encarregam-se de
      me fazer lembrar.

      Hoje não estás… mas tu estás
      sempre a envolver-me com teus
      braços acolhedores
      e em silêncio falas-me
      desde a tua lonjura,
      que passa por mim como num sinal.

      Um sinal de dois amantes
      que se perdem no bem-querer
      e no bem despertar de nossas
      almas circunspectas,
      que se juntam quando tudo
      o mais é vazio.

      Não sei mais passar um segundo
      sem ti sem tua presença,
      rica e afectuosa,
      que faz de mim um homem
      completo
      na complacência do dia.

      E no orvalho da manhã
      recorro aos meus versos para
      te dizer do silêncio que vai em mim,
      quando é de ausência a tua graça
      e me refugio no poema plasmado
      como um cenho em meu coração.

      A dor da ausência
      não me sossega e eu crio asas,
      para voar até onde és tu a sós,
      comprometida com a vida,
      na palavra erigida na
      minha alma desassossegada.

      Vejo-te à janela
      onde costumamos conversar e requerer
      a paz necessária, a este
      amor tão puro que se vai fomentando
      mais e mais,
      como numa figura etérea de mil sóis.

      Jorge Humberto

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NUM CÉU DE BORRASCA

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      Num céu cinzento de borrasca
      a chuva cai sem cessar,
      por toda a aldeia.

      As folhas estão carregadas
      por causa da absorção da água
      e os ramos desenham figuras
      molhadas.

      O nível do rio subiu e galgou suas
      margens, deixando
      a orla lamacenta e poluída.

      Os carros circulam de luzes
      acesas  e em passo
      desacelerado,
      não vá a má sorte bater-lhes à porta.

      As pessoas correm a
      abrigar-se das águas que caem
      imperiosamente e sem sossego.

      Ainda assim os pássaros
      cantam nas copas
      das árvores
      verdes escuras.

      Uma leve brisa torna-se vento
      imune às chuvas
      molhando o granito das casas.

      E as cores tomam uma tonalidade
      parda
      com as nuvens ameaçando
      trovoada.

      Acerco-me da janela para
      observar
      e retiro-me para escrever.

      Chove sem parar.

      Jorge Humberto

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NATUREZA MORTA II

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

À luz fosca da tarde
frutas sumarentas e uma
garrafa de licor
preenchem
este quadro de uma natureza morta.

As cores são fortes e vivas
e quem bem reparar
mel verá saindo das uvas
e as parras se enredam
nos cachos expostos.

Os pêssegos estão amadurecidos
nas suas cores
amarelas e
as ameixas apresentam
uma tonalidade roxa.

Uma maçã vermelha
esconde-se entre a uva branca
e as folhas de parra
amarelas e verdes
completando o quadro.

Jorge Humberto

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Barco, Vida e Amor

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      Tem dias em  que me sinto um Barco encalhado.
      Um Barco que se perdeu dos movimentos da maré,
      se perdeu da vida ,  vive em Seco.
      Agora, tudo sempre o mesmo, ao redor…

      Saudade de imagens se renovando,
      estar indo ao Norte, até que meu destino seja o Sul.
      Ouvir o barulhinho da Cachoeira em tendo adentrando ao Rio,
      e sorrir para o reflexo do Sol repousado na Lagoa.

      Ter iniciativa de ir e vir,
      cumulada com capacidade de fazer ou não.
      Vida que deixa sorrir, segurar as mãos…
      Caminhar no mesmo sentido, olhar na mesma direção.

      Sempre existe uma esperança mesmo que tênue.
      Tantos Tsunami dizimando vidas,
      quem sabe, uma onda altinha remova o Barco,
      coloque Vida na Vida, oferte novos caminhos…

       Evaldo da Veiga

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CONFIDÊNCIAS DE AMOR

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      Meu amor, ainda tenho a dizer-te
      Que quando temos encontro marcado
      Fico numa ansiedade doida
      Que dói de um lado e alegra por outro
      Não se deve atropelar o tempo
      Mas eu fico deliciando tua presença
      Mesmo que ainda você esteja distante
      Convenço-me que sem você o momento é triste
      E se a ausência é grande sinto que vou morrer
      Mas a espera tem êxito e ai ressuscito
      Pra convencer-me mais uma vez da tua beleza
      Vou te contar que, às vezes, passo de madrugada
      Nos dias de chuva e de fortes trovões
      Na rua que moras, para sentir tua presença
      Busco no escuro e no claro da Lua
      Busco-te até onde sei que não vou encontrar
      É que crio possibilidade de ti ver sempre
      Você existindo, em todos os lugares

      E você me mostra sempre uma realidade
      Que busco, não sei por que em ficção
      Sob as chuvas, Sol, e clarões naturais
      Você está, porque se sedimentou em mim
      Busco-te no escuro e te encontro mercê tua luz
      As agressões da vida não me deixam marcas visíveis
      Se sentir dores, não vou propagar, dizer por que
      A guerra maior é fazer Deus entender
      Que não busco prioridade, não, não…
      Mas um livre trânsito de alma eu e você
      Poderia ser contemplado, porque não onera
      A disponibilidade da vida, se nos for acrescentada
      Seria uma recompensa a quem busca presença
      Carinho, ternura, toque e gozo sem fim
      Acreditando que as graças podem ser sempre
      Que pra ter graça não precisa ter fim

     
      Evaldo da Veiga

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A FREIRA E O AMOR

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

     Ela na Rua da Esperança
      Onde em cada esquina
      Havia um Sinal que sinalizava
      Amor, ternura e encontro
      No final da Rua uma Praça
      Com banquinhos, árvores e um coreto
      Em volta da Praça moças e rapazes
      Caminhando, eles em sentido contrário
      Elas em sentido diferente do deles
      Havia encontro de olhares a cada volta
      Alguns que se comprometiam com o outro
      Sem que da outra parte houvesse um sim
      Ou ao menos ciência do amor que projetara

      Uma Praça com banquinhos onde sentavam
      Os comprometidos, aqueles que não buscavam
      Casados, noivos, avós e as Freiras
      Que habitavam no Convento de Frente
      Freiras acompanhadas de Freiras
      Vigilância que buscavam uma na outra
      E que nenhuma, intimamente, aceitava
      Não queria vigiar e nem ser vigiada
      Queria liberdade de ver e imaginar depois
      Soltar no silêncio do seu quarto compartilhado
      Aquela imagem de homem que despertou
      Emoção, desejo proibido, Cristo é amor, mas não transa
      Vontade de ter um quarto só seu
      Ou compartilhado, sem irmãs, mas com aquele homem

    
     
      Evaldo da Veiga

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CANÇÃO DO AMOR

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      Sinto no ar a canção que busquei sempre

      Para homenagear nosso amor

      Ela está aqui, paira no ar

      Sei que ela vai incorporar em meu ser

      Sei que conhecerei suas notas e a Poesia

      Pena que eu não possa cantar

      Nem ao menos dizer, recitar…

      Mas nossa canção veio, promessa cumprida

      Inspiração do nosso amor

      Mas agora tudo é bem triste

      O meu tempo de cantar se passou

      E com ele outros tempos se foram

      E do meu meigo olhar, da minha voz

      Quase nada restou

      Triste voz perdida

      Ao acaso no tempo

      Triste voz, tão tristonha e perdida

      Em qualquer canto da vida

      

     
      Evaldo da Veiga

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Esperei tanto, amor

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      É cedo, à noite nem iniciou
      Tenho tanto pra dizer
      Fique um pouco mais, sim
      Esse instante é mágico
      Custou tanto a chegar
      Tive medo que não acontecesse
      Já paguei por tantas esperas
      E não me arrependo
      Você veio, tinha de ser
      Chegou do inesperado
      Não houve encontro aprazado
      Mas foi a maior fidelidade em momento
      Sem marcar, sem buscar
      E agora você dizendo
      Só vim porque não podia ficar
      Em uma eterna espera sem vida

      A noite está findando e agora
      Inicia a madrugada de ternura
      Você que chegou pra ir logo
      Está assim, assim como estou
      Quer ficar, ficar pra viver amor
      Carinho com identificação
      Não programada por nós
      Mas que já existia nos primórdios
      Que gerou nossos destinos
      E agora amor, ir pra onde
      Eu quero ficar aqui
      Neste aqui de ir onde você for
      Dá-me tuas mãos, que em indo
      Estaremos em nosso destino
      Em nosso caminho de vida e amor

      
     
      Evaldo da Veiga

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É MESMO AMOR

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      Essa modificação toda de ontem pra hoje

      Chego a casa no espaço e no momento

      Procuro uma linha reta até você

      Chego alegre e bem sorridente

      Você faz dengo e eu quero logo cama

      Digo que não quero nem comer

      O que não seja você

      Você diz, amor comida é comida

      Eu sou sobremesa, você vai ver

      Eu de torto fiquei cumpridor

      Do meu dever e até faço extra

      Mas é nos deveres do lar

      Que ajudo pra valer

      Depois amor

      E te comer, comer, comer você

      E dá muito, muito, pra você

      Você de mansinho me conquistou

      Vai me ganhando cada dia mais

      Até no samba não vou mais

      Se for pra ir sozinho

      Mas com você

      Vou até ao Iraque, Líbano e Gaza

      Coloco de patuá o teu retrato

      E brinco até com o bombardeio

      Você me transformou

      Com teu jeito menina mulher

      Ganhou-me pra você, pra vida

      Ganhou-me pra mim mesmo

      Hoje eu sou eu, no espelho sou você.

     
      Evaldo da Veiga

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AMOR BOM E DE GRAÇA

Posted by vidapura2 em Junho 30, 2010

      Logo dela que resolvi comprar…
      Negociar com ela, isso não pensei jamais
      Negociação confusa, inusitada, difícil
      Sim, mas até que ponto?
      O ponto do enrosco já passou
      A negociação agora flui.. não que esteja fácil
      Mas longe do impossível que foi

      Mas o que estou comprando?
      Compro um sorriso que não está à venda
      E que ela não sabe sequer que eu quero comprar
      De verdade, quero-a toda, todinha, mas como comprar?
      Ah… que vida triste de um pobre consumidor que quer
      Mas não sabe como comprar
      E o mercado fica difícil, o preço incalculável
      Porque não existe oferta, do que eu desejo comprar

      Vou tentar vender, mudar a polarização comercial
      Mas não quero pretendentes do que eu tenho pra vender
      Somente com ela, quero transação, ninguém mais
      Mas vender o que de mim, nem sei do que dispor
      Ou melhor, posso dispor de tudo
      Mas quem vai querer comprar do que eu sou
      Triste sina mercantil
      Não saber vender e nem comprar
      Vou por ai, escrever um versinho lá na praça
      Hum… nem acredito e ninguém vai acreditar
      Ela chegou, leu meu verso, me deu um abraço, um beijo
      Deu um pouco além, não posso nem contar
      Ganhei de graça
      Tudo aquilo que eu queria comprar.

      
     
      Evaldo da Veiga

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